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Calma, você não precisa de tantos megapixels na câmera do celular; entenda

Redmi Note 7 Pro, da Xiaomi, tem câmera de 48 megapixels - Divulgação
Redmi Note 7 Pro, da Xiaomi, tem câmera de 48 megapixels Imagem: Divulgação
do UOL

Marcelle Souza

Colaboração para o UOL

19/04/2019 04h00

Em tempos em que a qualidade da câmera costuma ser decisiva para você comprar ou não um celular, muita gente vai direto às especificações para saber quantos megapixels cada modelo possui.

No mercado, a maioria dos produtos não oferece mais do que 16 MP (megapixels), mas já existem aparelhos com até 48 MP na câmera traseira, como o Redmi Note 7, da chinesa Xiaomi, e o Nokia X71, lançados recentemente.

Mas será que isso é mesmo tão importante para o usuário comum que quer tirar boas fotos com o smartphone?

Antes de responder a essa pergunta, é preciso entender o que "megapixels" quer dizer. "Mega" significa "um milhão" e "pixel" é "ponto".

Imagens "pixeladas"

Lembra quando os primeiros celulares com câmera começaram a surgir? Quem ainda tem fotos da época pode ver que as imagens ficam meio quadriculadas --ou "pixeladas", como muita gente diz-- cada vez que se aumenta bastante uma delas na tela do computador. Isso pode ser explicado, entre outros fatores, pelos poucos megapixels que essas câmeras tinham.

A quantidade de megapixels, então, está relacionada à resolução, e não necessariamente à qualidade da imagem. "Se alguém compra um celular pensando na quantidade de megapixels, é porque tem intenção de ampliar muito suas imagens. Uma foto de 10 x 15 cm ou postal, por exemplo, pode ser facilmente ampliada e parecer nítida com apenas 1 megapixel", explica o fotógrafo Vanilson Coimbra, da agência Office IM.

Sendo assim, câmeras que possuem entre 8 e 12 MP costumam ser suficientes para quem não é profissional. "A quantidade de pixels é importante, mas todo o resto também", afirma Coimbra.

Por isso, vale a pena prestar a atenção a outras características da câmera, como o processador, que vai garantir que o aparelho não fique travando o tempo todo, e a memória, que diz quanto espaço você vai ter para o armazenamento. "É chato mirar nos pixels e depois ter que ficar apagando fotos, porque o celular não tem capacidade para armazenar as suas imagens e vídeos", diz o fotógrafo.

Outro fator que faz a diferença é a abertura da lente --identificada, por exemplo, como 'f/1.7'. "Quanto maior a abertura, mais luz entra no sensor da câmera, o que garante fotos melhores", explica a fotógrafa Daniela Cordeiro, do projeto Oficina de Fotografia com Celular. Nesse sentido, quanto menor for o número, melhor serão as fotos à noite ou com pouca luz.

Não é só a câmera

Cordeiro diz que muitas funcionalidades dos celulares mais modernos são dispensáveis, já que muita gente não sabe usar ou nem lembra que elas existem.

Por isso, tão importante quanto estar atento às especificidades, é o usuário fazer a sua parte para garantir uma boa foto. "Alguns pontos relevantes são firmeza ao segurar o celular e a luz. Procure fotografar em ambientes bem iluminados, de preferência pela luz natural", afirma Daniela.

Além disso, identificar bons ângulos e ter sensibilidade para captar momentos singulares continuam fazendo a diferença. "De nada adianta ter um celular com recursos modernos se você não treinar o seu olhar sobre as coisas, as pessoas e o momento", diz Coimbra.

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