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Casal dos EUA que torturou os 13 filhos é condenado à prisão perpétua

2019-04-19T15:48:00

19/04/2019 15h48

Los Angeles, 19 abr (EFE).- Um casal acusado de torturar, maltratar e manter acorrentados os 13 filhos na casa em que viviam no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, foi condenado nesta sexta-feira à prisão perpétua em um tribunal do estado na cidade de Riverside.

Em uma emotiva audiência de sentença realizada dois meses após se declararem culpados de 14 cargos, Louise Anna Turpin e David Allen Turpin pediram perdão aos filhos e disseram amá-los.

De cabeça baixa e às lágrimas, ambos ouviram na audiência os testemunhos de alguns dos filhos, que não foram identificados na corte. Um deles contou ainda sofrer pesadelos com o sofrimento vivido por ele e os irmãos.

"Meus pais me tiraram toda a vida, mas agora a estou recuperando", disse uma das filhas na sala da audiência.

Alguns dos filhos afirmaram que até amavam os pais e acreditavam que tudo o que fizeram era por amor, e por isso pediram uma sentença não muito dura. Outro disse que os tinha perdoado e que orava por eles.

Segundo o tribunal, o casal tem a possibilidade de pedir liberdade condicional após passar 25 anos atrás das grades.

O casal foi detido em janeiro de 2018 depois que uma de suas filhas, de 17 anos na época, conseguir escapar da residência e telefonar para a polícia para avisar que seus irmãos estavam "acorrentados a camas" na casa, que fica na cidade de Perris.

As autoridades descobriram então as insalubres condições nas quais viviam os 13 filhos, com idades entre 3 e 29 anos e alguns com quadros de desnutrição severa.

"É o caso mais horroroso que já vi em toda a minha carreira", declarou em fevereiro o procurador de Riverside, Mike Hestrin, que disse ter aceitado a confissão de culpa do casal para evitar que as vítimas tivessem que prestar depoimento.

"Acredito que tudo acontece por um motivo. A vida pode ter sido ruim, mas me fez forte. Lutei para me tornar a pessoa que sou", disse nesta sexta-feira outra filha do casal, que agora frequenta uma universidade. EFE

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