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Bombeiros encontram 11º corpo nos escombros de desabamento na Muzema

2019-04-15T22:25:00

15/04/2019 22h25

Rio de Janeiro, 15 abr (EFE).- O número de vítimas do desabamento na sexta-feira passada de dois edifícios construídos ilegalmente na favela da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, subiu para 11, depois que as autoridades encontram outro corpo, enquanto as equipes de resgate seguem a busca de 13 desaparecidos.

O Corpo de Bombeiros do Rio informou que na manhã desta segunda-feira retirou dos escombros o corpo de uma mulher, que foi identificada como Antônia Sampaio, de 31 anos.

Na noite do domingo também tinha sido encontrado o corpo de outra mulher, Maria Abreu, a décima vítima do colapso dos dois prédios de quatro andares que tinham sido construídos em uma área proibida e que foram ocupados este ano apesar de a prefeitura ter embargado as obras e proibido o uso dos imóveis.

Das oito pessoas que foram retiradas com vida dos escombros e hospitalizadas com diferentes ferimentos, quatro permanecem internadas, uma das quais em estado considerado como muito grave.

Outras duas pessoas chegaram a ser resgatadas com vida, mas morreram nos hospitais para os quais foram conduzidas.

Cerca de 100 bombeiros trabalham desde sexta-feira na Muzema e contam com o auxílio de cães farejadores, drones e máquinas, com a esperança de encontrar mais sobreviventes.

Também participam dos trabalhos de resgate pelo menos cinco engenheiros da Defesa Civil, 38 agentes municipais e 15 profissionais de saúde.

Os bombeiros trabalham com a possibilidade de encontrar sobreviventes e asseguraram que não concluirão seus trabalhos até que "o último corpo seja resgatado".

As equipes de resgate permitiram que moradores de 13 edifícios vizinhos interditados retornassem às suas residências nesta segunda-feira para retirar documentos, roupas e objetos de valor.

Os dois edifícios que colapsaram foram construídos de forma irregular em uma área de reserva ambiental controlada por milícias, que venderam os apartamentos a preços muito inferiores aos do mercado, mas sem entregar a respectiva documentação.

Por sua parte, o desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, aceitou nesta segunda-feira um pedido do Ministério Público estadual determinando a suspensão de qualquer movimento de terras e impedindo a realização de obras e novas construções no condomínio construído pelas milícias e que conta com cerca de 30 prédios. EFE

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