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Irmão de Hugo Chávez será o novo embaixador da Venezuela em Cuba

Adriano Lima/Brazil Photo Press/Folhapress
O irmão de Hugo Chavez, Adan Chávez, durante o XIX Encontro do Foro de São Paulo em 2013 Imagem: Adriano Lima/Brazil Photo Press/Folhapress

2019-03-25T22:21:00

25/03/2019 22h21

Havana, 25 mar (EFE).- O novo embaixador da Venezuela em Cuba, Adán Chávez, irmão do falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013), apresentou nesta segunda-feira suas credenciais em cerimônia realizada na sede do Ministério de Relações Exteriores da ilha.

A vice-ministra de Relações Exteriores de Cuba, Ana Teresita González Fraga, recebeu o representante diplomático designado pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para ocupar o cargo deixado vago por Alí Rodríguez Araque após sua morte em Havana em novembro do ano passado.

Ao anunciar a nomeação do seu novo embaixador em Cuba, Maduro indicou que Adán Chávez continuaria exercendo as funções de vice-presidente de Assuntos Internacionais do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Adán Chávez foi membro da governista Assembleia Nacional Constituinte (ANC), na qual presidiu a Comissão de Assuntos Internacionais.

Nesse órgão plenipotenciário, representou o estado de Barinas, do qual foi governador entre 2008 e 2016 e onde nasceu, assim como seu irmão.

O professor universitário e dirigente político Adán Chávez foi ministro do Escritório da Presidência e também esteve à frente do Ministério da Educação durante o mandato do seu irmão, enquanto no governo de Maduro foi titular de Cultura entre janeiro e junho de 2017.

Cuba e Venezuela são estreitos aliados políticos e econômicos, desde que no ano 2000 o país petroleiro se transformou no principal fornecedor de petróleo da ilha caribenha através de um convênio que lhe outorga preços preferenciais em troca de serviços médicos e educativos.

As relações entre ambas nações se afiançaram com a chegada à presidência da Venezuela do falecido Hugo Chávez e continuaram da mesma maneira desde a chegada ao poder do seu sucessor, Nicolás Maduro.

No entanto, a crise que assola hoje a Venezuela provocou uma queda na troca comercial bilateral e uma sensível baixa nos envios de petróleo de Caracas a Havana. EFE

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