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Após massacre, neozelandeses estão cedendo armas para serem destruídas

Gui Christ/BBC News Brasil
Imagem: Gui Christ/BBC News Brasil

Do BOL, em São Paulo

20/03/2019 18h12

Após o massacre que deixou 50 pessoas mortas em Christchurch, na Nova Zelândia, na última sexta (15), os neozelandeses aparentemente estão repensando suas relações com armas de fogo.

Nos últimos dias, vários proprietários usaram as redes sociais para relatar que entregaram voluntariamente suas armas de fogo para que as autoridades as destruam.

Um dos primeiros relatos que surgiram no Twitter foi feito por um usuário identificado apenas pelo nome Blackstone. Ele publicou uma foto do formulário de entrega de arma de fogo a polícia e escreveu: "Desde que ouvi pela primeira vez sobre a atrocidade da tarde de sexta-feira, tenho refletido e reservado meu pensamento. Na manhã desta segunda, essa foi uma das decisões mais fáceis que já tomei. Eu fui proprietário de arma de fogo por 31 anos".

O fazendeiro John Hart aderiu à iniciativa após ler o tweet de Blackstone. Assim como seu compatriota, ele compartilhou uma foto do formulário de entrega das armas às autoridades e escreveu em sua conta no Twitter: "Até hoje eu era um dos neozelandeses que tinham um rifle semiautomático. Aqui na fazenda ele são úteis em algumas circunstâncias, mas a minha conveniência não se sobrepõe ao risco de mau uso. Nós não precisamos disso no nosso país".

Outro relato foi publicado na rede social por uma mulher identificada como Fey Hag: "Quando meu marido morreu, o direito de porte das armas dele passaram para a família. Filha de pais que eram ótimos atiradores e caçavam para se alimentar, eu uso armas desde os 9 anos. Hoje eu levei minhas armas para serem destruídas".

A tragédia de Christchurch repercutiu, inclusive, no meio empresarial. A rede Hunting & Fishing, especialista em instrumentos de caça, pesca e acampamento, retirou de suas prateleiras todos os tipos de armas de fogo de estilo militar, como aquelas que foram utilizadas durante o massacre. Além disso, a empresa se prontificou a enviar às autoridades um relatório com as informações pessoais de todos os neozelandeses que compraram armas desse tipo em suas lojas. Por fim, a Hunting & Fishing também abandonou a venda online de armas.

Governo

Um dia depois do massacre, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, foi a público dizer que as leis de posse e porte de armas precisam mudar no país. "Para tornar nossa comunidade mais segura, a hora de agir é agora. [...] Uma coisa eu posso garantir neste momento: nossas leis sobre armas vão mudar", declarou a governante.

(Com informações do site Indy 100)

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