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Robôs em breve vão entregar comidas e compras na Coreia do Sul

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Imagem: Reprodução

Sam Kim

Da Bloomberg

28/02/2019 19h29

Em um futuro próximo, os habitantes de Seul poderão pedir macarrão sino-coreano jajangmyeon, comprar remédios de gripe e encomendar revistas no conforto do próprio lar -- e um robô se encarregará de fazer a entrega em menos de meia hora.

Kim Bong-jin, fundador do maior aplicativo de entregas de alimentos da Coreia do Sul, aposta que dispositivos autônomos do tamanho de um pequeno cooler ajudarão seu serviço de entregas Baedal Minjok a manter o domínio sobre um mercado repleto de novos concorrentes. O objetivo é cortar custos, reduzir acidentes relacionados às entregas e lidar com a escassez de mão de obra em um dos países com o índice de envelhecimento mais rápido do mundo.

Isto não é apenas um experimento para Kim, 42. Seus robôs Dilly iniciarão as entregas dentro de três anos. A Woowa Brothers, empresa responsável pelo Baedal Minjok, levantou US$ 320 milhões com Hillhouse Capital, Sequoia Capital e GIC em dezembro para ajudar a desenvolver um protótipo que deverá ser lançado ainda neste ano. O objetivo é explorar o mercado global de serviços robóticos, que deverá quase triplicar para US$ 29,8 bilhões até 2023, segundo a MarketsandMarkets Research Private.

"Nós provamos que podemos ganhar dinheiro, então preferiríamos aproveitar o momento para investimentos mais agressivos", disse Kim. "Temos que mudar e fazer experimentos o tempo todo."

Avaliada em 3 trilhões de wons (US$ 2,7 bilhões), a startup de Kim atualmente gerencia cerca de 28 milhões de pedidos por mês. Efetuar entregas neste país de 51 milhões de habitantes não é tarefa fácil. Em primeiro lugar, os robôs Dilly de Kim precisam conseguir se movimentar em cenários urbanos dominados por edifícios residenciais altos. Ele encontrou a solução fechando parceria com uma fabricante local que permitiria que os elevadores conversassem com os robôs de entrega.

Kim está recrutando um exército de engenheiros robóticos e trabalhando com a Bear Robotics, com sede em Sunnyvale, na Califórnia, que vem desenvolvendo aparelhos que entregam pratos nas mesas dos clientes em restaurantes. Kim considera que seus robôs Dilly futuramente serão capazes de realizar tarefas simples, como levar o lixo para fora e entregar um almoço caseiro.

"Há uma tendência crescente de usar robôs para fazer coisas que os seres humanos não querem fazer", disse Jing Bing Zhang, analista da IDC. "Muitos desafios técnicos ainda precisam ser superados. Especialmente em zonas urbanas, como Cingapura, Xangai e Seul, existem preocupações com a segurança, como a possibilidade de os robôs serem atingidos por outros veículos ou de atingirem pessoas."

Kim superou obstáculos antes. Em 2015, ele estava ficando sem recursos e, em determinado momento, tinha dinheiro apenas para pagar mais um mês de salários, por ter aceitado as exigências dos restaurantes locais para reduzir as comissões a zero por cento. A decisão gerou crédito com o público, e mais usuários e empresas para o aplicativo, posteriormente aumentando a receita com publicidade o suficiente para compensar a perda anterior e permitir que a Woowa Brothers gerasse lucro no ano seguinte.

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