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Maduro diz não temer "esquema de xeque-mate" dos EUA contra seu governo

O líder venezuelano ainda comparou seus críticos a "discos riscados de vinil" - Miraflores Palace/Handout via Reuters
O líder venezuelano ainda comparou seus críticos a "discos riscados de vinil" Imagem: Miraflores Palace/Handout via Reuters

26/02/2019 21h59

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou em entrevista a uma emissora de televisão americana que não acredita no "esquema de xeque-mate" contra ele defendido por figuras políticas dos Estados Unidos, e ressaltou que "a história continuará".

"Esse esquema de xeque-mate no qual acredita Mike Pence, no qual acredita Mike Pompeo, no qual acredita John Bolton e Abrams... Mas não acredite nele, você, que é um homem jovem, sabe que a história continuará", disse Maduro a um jornalista da emissora "ABC".

O canal divulgou hoje alguns trechos da conversa e sua transcrição inteira em inglês em seu site, e prometeu sua transmissão mais tarde por emissoras na Venezuela.

Nas suas declarações, Maduro fez referência ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e a outros políticos do país que tiveram um papel a respeito da Venezuela, como o responsável de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton; o secretário de Estado, Mike Pompeo, e o enviado especial Elliott Abrams.

O presidente venezuelano comparou seus críticos nos EUA com discos riscados, sobre os quais assegurou que já esgotaram todos seus movimentos.

"É um disco riscado, de vinil, um disco antigo de vinil, a Venezuela tem uma revolução com uma união cívico-militar poderosa, a Venezuela tem toda a capacidade econômica de seguir adiante, e vamos seguir muito bem neste ano de 2019", destacou.

Além disso, defendeu sua gestão da crise e garantiu que "na Venezuela há liberdade de expressão para mobilizações de caráter político opositor".

"Eles têm grupos de delinquentes que atacam a polícia e foi o que suportamos no ano de 2017, grupos de delinquentes que foram indiciados, que estão processados de acordo com a lei venezuelana", acrescentou.

Maduro negou ainda ser responsável por qualquer morte: "Nenhum organismo de direitos me responsabilizou por nenhuma morte, você está mentindo", disse se dirigindo ao entrevistador, que lhe perguntou sobre os falecidos e detidos durante os protestos.

Segundo a transcrição para o inglês das suas palavras, na conversa Maduro também falou do líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se proclamou presidente em exercício no mês passado.

Nesse sentido, Maduro antecipou que Guaidó terá que enfrentar a Justiça, que, segundo lembrou, lhe proibiu de deixar o país.

De acordo com a tradução das suas palavras, também afirmou que objetivo dos EUA é o petróleo da Venezuela e que está disposto a ir a uma guerra por este motivo.

Nesse sentido, qualificou o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, de extremista e ressaltou que não teme o governante, mas as pessoas que estão ao seu redor, como Bolton, Abrams, Pompeo e Pence.

Por fim, destacou sua disposição para encontrar-se com Trump para falar da paz da Venezuela e da região, assim como do desenvolvimento do país e dos laços bilaterais. 

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