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Líder do Time's Up renuncia após seu filho ser acusado de abuso sexual

2019-02-22T19:19:00

22/02/2019 19h19

Nova York, 22 Fev 2019 (AFP) - A presidente do Time's Up, Lisa Borders, renunciou ao cargo depois de que seu filho foi acusado de abuso sexual, anunciou nesta sexta-feira o movimento criado após o escândalo de Harvey Weinstein.

Ex-presidente da Liga de Basquete Feminino WNBA, Borders tomou as rédeas do Time's Up no início de outubro, tornando-se a primeira diretora executiva da organização que luta pela igualdade de gênero e contra o assédio sexual no ambiente de trabalho.

Uma mulher disse ao jornal Los Angeles Times que foi abusada sexualmente pelo filho de Lisa Borders, Garry "Dijon" Bowden Jr, durante uma sessão de terapia.

Bowden trabalha com um método terapêutico que combina espiritualidade e massagem. Sua suposta vítima, que o conhecia bem, pediu-lhe uma sessão, que foi realizada na casa dele.

Durante a sessão, ele supostamente tocou a vítima de forma sexual. "Foi nojento", disse ao jornal Los Angeles Times, acrescentando que tinha feito uma denúncia à polícia de Santa Mônica, Califórnia.

Através de seu advogado, Dijon Bowden negou ter se comportado de maneira inapropriada.

No entanto, sua mãe informou sobre o caso aos outros membros do conselho de administração do Time's Up e anunciou sua intenção de renunciar ao cargo.

"Também sentimos que foi a melhor decisão para todas as partes", escreveu o Time's Up em sua conta de Instagram.

"Recomendamos encarecidamente a qualquer pessoa que tenha sido vítima de assédio sexual, agressão sexual ou de medidas de extorsão em seu lugar de trabalho que se comunique com o Fundo de Apoio Legal do Time's Up para obter ajuda", acrescentou a organização na mensagem.

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