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"Não tenho medo de briga. Não me intimidam", diz Bebianno sobre ameaças

Walterson Rosa/Folhapress, PODER
Ministro Gustavo Bebianno Imagem: Walterson Rosa/Folhapress, PODER
do UOL

Gustavo Maia

Do UOL, em Brasília

2019-02-18T11:48:04

2019-02-18T12:58:56

18/02/2019 11h48Atualizada em 18/02/2019 12h58

Resumo da notícia

  • Presidente do PSL na eleição de 2018, Bebianno teria autorizado verba do fundo partidário para candidata laranja em PE
  • Ele negou ter responsabilidade sobre os repasses do PSL, e disse ter conversado com o presidente "três vezes" durante internação
  • Carlos, filho do presidente, diz que a conversa do ministro com o pai é "mentira absoluta"
  • Bebianno mantém sua versão, e áudios de conversas dele com Bolsonaro chegam à imprensa
  • Após o vazamento, Bolsonaro decide demitir Bebianno, mas a exoneração ainda não saiu

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, disse que vai devolver "em triplo", dentro da lei, as ameaças que contou ter recebido depois de ter seu número de celular divulgado por diversas pessoas, que já teriam sido identificadas por ele.

Bebianno afirmou que cada uma dessas pessoas será "surpreendida com uma ação judicial".

"Não tenho medo de briga. Não me intimidam", escreveu o ministro em mensagem enviada à reportagem do UOL.

O relato sobre as ameaças foi antecipado pela colunista Mônica Bergamo, do jornal "Folha de S.Paulo".

"Sou paciente, chato e obstinado.  Tenho muitos amigos também. Dará um certo trabalho, mas devolverei em triplo as ameaças e ofensas (dentro da lei)", disse.

Questionado sobre a natureza das ameaças, o ministro disse que não comentaria mais nada.

Segundo uma pessoa ligada ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), Bebianno será demitido ainda hoje, em exoneração publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Aventada nos bastidores desde a semana passada, a demissão de Bebianno não constou no Diário Oficial publicado na madrugada de hoje. O governo pode, no entanto, publicar uma nova edição ainda nesta segunda-feira.

No sábado (16), o próprio Bebianno, pivô de uma crise política deflagrada após reportagens do jornal "Folha de S.Paulo" revelarem a existência de candidaturas laranjas de mulheres nas eleições do ano passado, quando ele presidiu interinamente o PSL, admitiu que a "tendência" era a sua exoneração.

Procuradas pela reportagem, a Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto e a assessoria da Casa Civil, responsável pela edição dos diários oficiais, não se manifestaram sobre a possível demissão de Bebianno até o momento.

Pouco depois das 8h de hoje, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. Os dois saíram juntos rumo ao Palácio do Planalto pouco depois das 9h. A agenda oficial de Bolsonaro tem apenas um compromisso às 9h --"despachos internos". 

Já a do ministro Bebianno informa apenas que "atualmente não existem compromissos agendados".

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