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Missionário espanhol morre em ataque extremista em Burkina Faso

2019-02-16T11:09:00

16/02/2019 11h09

Ouagadougou, Burkina Faso, 16 Fev 2019 (AFP) - Um missionário espanhol e quatro agentes alfandegários morreram na sexta-feira em um ataque atribuído a extremistas contra um posto móvel de aduana em Burkina Faso, segundo um comunicado da congregação salesiana e fontes de segurança do país.

"Assassinado o salesiano espanhol Antonio César Fernández em um ataque extremista entre Togo e Burkina Faso. O missionário, de 72 anos, foi abatido a tiros", anunciou a Província Salesiana Maria Auxiliadora no Twitter.

O ataque ocorreu a 40 quilômetros da fronteira sul de Burkina quando o missionário retornava com outros dois religiosos, que sobreviveram, a sua comunidade em Ouagadougou após uma reunião na capital do Togo, Lomé, detalhou a congregação.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, condenou o ataque em uma mensagem de condolências à família e aos colegas do padre andaluz, que foi missionário em vários países africanos desde 1982.

"Minha repulsa mais absoluta a este ataque e meu reconhecimento aos cooperadores e voluntários que arriscam suas vidas trabalhando em áreas de conflito", escreveu no Twitter.

De acordo com uma fonte de segurança de Burkina, "uma equipe móvel da alfândega de Cinkassé, que havia instalado um posto de controle em Nohao (leste), sofreu um ataque terrorista na sexta-feira, às 17h00 (15h00 de Brasília)".

Um primeiro balanço de sexta-feira à noite falava em três agentes alfandegários mortos, mas foi revisado para quatro, além do padre, segundo a fonte de segurança.

"Foi obra de um grupo de 20 indivíduos armados que depois fugiram para a zona florestal", informou outra fonte de segurança.

Há quatro anos, Burkina Faso tem enfrentado ataques cada vez mais frequentes e mortais. Inicialmente concentrados no norte do país, se estenderam para outras regiões, incluindo o leste.

Os ataques, atribuídos principalmente aos movimentos extremistas Ansaroul Islam e Grupo de Apoio ao Islã e os Muçulmanos (GSIM), deixaram mais de 300 mortos desde 2015, segundo uma contagem da AFP, e até mais de 500, de acordo com outras fontes.

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