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Merkel afirma que "Europa tem inimigos" e aponta para Rússia e Steve Bannon

2019-02-16T11:49:00

16/02/2019 11h49

Munique (Alemanha), 16 fev (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu neste sábado que "a Europa tem inimigos", apontando para a Rússia e para a direita alternativa dos EUA, e pediu uma "luta" para defender estruturas que estão "sob pressão", durante discurso na Conferência de Segurança de Munique (MSC).

A chanceler citou em primeiro lugar a "guerra híbrida dirigida pela Rússia", principalmente para os países europeus "economicamente mais frágeis".

Além disso, também se referiu ao ex-assessor do presidente dos EUA Steve Bannon, que fundou um movimento em Bruxelas e está tentando englobar os movimentos de extrema-direita europeus e partidos eurocéticos para que obtenham um bom resultado nas eleições europeias de maio.

"Devemos lutar por essa Europa, pelo multilateralismo e contra todos os que lutam contra a Europa", manifestou.

Merkel defendeu, além disso, a importância de manter o acordo nuclear com o Irã e considerou que as diferenças da Europa neste ponto com os EUA são só "táticas" porque sobre o "objetivo" final todos estão de acordo.

Com relação ao tratado INF para a não-proliferação de armas nucleares, a chanceler lamentou que a Europa não tenha voz em um acordo agora rejeitados tanto pels EUA como pela Rússia - pelas violações "durante ano" de Moscou - e que, fundamentalmente, mantinha a segurança da Europa.

Neste sentido, pediu à China, apesar de suas "reservas", que se some a um acordo que limite o uso de mísseis de categoria intermediária com capacidade nuclear.

Também indicou que a Otan, além de ser uma "âncora de estabilidade", é uma "comunidade de valores" e tem "grande valor".

A chanceler também abordou a polêmica em torno do gasoduto Nord Stream II, que conectará diretamente a Rússia e a Alemanha, e que recebeu muitas críticas por parte de outros parceiros europeus.

Merkel disse que se durante a Guerra Fria já se importava gás russo, a situação atual não é pior em termos geopolíticos e que, no fim de contas, esse combustível já estava sendo trazido desde a Rússia, só que através da Ucrânia.

A chanceler apontou que parte desta polêmica é causada porque Washington quer vender seu gás na Europa e porque a Ucrânia quer manter seus ingressos como país de passagem. EFE

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