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Jovem morre depois de levar 'gravata' de segurança em supermercado no Rio

do UOL

Pauline de Almeida

Colaboração para o UOL, do Rio*

14/02/2019 23h58Atualizada em 27/02/2019 14h48

Resumo da notícia

  • Jovem leva "gravata" de segurança em supermercado no Rio
  • Vítima morre após sofrer três paradas cardiorrespiratórias
  • Segurança alega que jovem simulou ataque epiléptico e tomou uma arma dos seguranças para ameaçá-los
  • Imagens divulgadas em redes sociais mostram apenas a vítima imobilizada
  • Delegacia de Homicídios investiga o caso

Um jovem de 19 anos morreu hoje depois de levar uma 'gravata' de um segurança do supermercado da rede Extra na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo o mercado, ele teria tentado furtar a arma de um dos vigilantes. O caso ocorreu no início da tarde.

O rapaz, identificado como Pedro Gonzaga, chegou a ser levado pelos bombeiros com quadro de parada cardiorrespiratória para o Centro de Emergência Regional, que fica junto ao complexo do hospital Lourenço Jorge, também na Barra.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o jovem deu entrada às 14h. Já na unidade, ele sofreu mais duas paradas cardiorrespiratórias e morreu às 15h10. O seu corpo foi encaminhado, então, ao IML (Instituto Médico Legal).

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o rapaz sendo imobilizado, aparentemente desacordado, com o segurança Davi Ricardo Moreira deitado sobre ele. O segurança refuta pedidos de outras pessoas para que solte Gonzaga.

Uma delas diz: "Está desmaiado, não está não?". Outra fala: "Ele tá com a mão roxa". Mas o segurança se nega a sair de cima e responde: "Quem sabe sou eu". Outros funcionários do supermercado ainda circundam os dois homens no chão, mas nada fazem.

Procurada pela reportagem do UOL, a defesa do segurança informou que ele alegou legítima defesa e acusou o jovem de tomar uma das armas dos seguranças para ameaçar os clientes.

"Ele chegou a apontar a arma para os presentes no mercado e, neste momento, um segundo segurança conseguiu intervir. Neste momento, o Davi e o jovem entraram em luta corporal e o segurança cai por cima dele, o deixando imobilizado até a chegada de reforços", explicou o advogado André França Barreto. O segurança ficou detido por três horas na delegacia e foi solto após pagamento de fiança de R$ 10 mil. Ele responderá o processo em liberdade.

Seguranças envolvidos são afastados

Em nota, o supermercado Extra, que pertence ao Grupo Pão de Açúcar, afirmou que repudia atos de violência em suas lojas e que abriu uma investigação interna para apurar o caso.

Inicialmente, segundo a empresa, foi constatado que "se tratou de uma reação à tentativa de furto a arma de um dos seguranças da unidade da Barra da Tijuca". Informou ainda que os seguranças envolvidos foram afastados.

O caso foi encaminhado em um primeiro momento para 16º Distrito Policial, mas com a morte de Pedro Gonzaga a investigação passou para a delegacia de homicídios.

* Com informações do Estadão Conteúdo.

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