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Trump não descarta estender negociações com China para depois de 1º de março

12/02/2019 17h51

Washington, 12 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou nesta terça-feira a possibilidade de estender as negociações comerciais com a China além da data limite de 1º de março, e afirmou que ainda espera se reunir com seu homólogo chinês, Xi Jinping, "em algum momento", provavelmente depois dessa data.

"Se chegarmos a um ponto no qual estamos perto de um acordo real e podemos alcançá-lo, acho possível que deixemos passar (a data limite) um pouco mais. Mas, no geral, prefiro que não", disse Trump aos jornalistas durante uma reunião com seu gabinete na Casa Branca.

EUA e China realizarão esta semana em Pequim uma nova rodada de negociações para tentar frear a guerra comercial na qual se envolveram no ano passado como consequência da agenda protecionista de Trump, que criticou duramente as políticas comerciais do gigante asiático.

Após sua reunião de dezembro com Xi em Buenos Aires, Trump garantiu que, se não chegasse um acordo com a China antes de 1º de março, elevaria de 10% para 25% as tarifas que aplica sobre importações chinesas no valor de US$ 200 bilhões.

A expectativa era que as negociações se encerrassem em uma nova reunião entre Trump e Xi, mas o presidente americano descartou na semana passada a possibilidade de encontrar seu homólogo chinês antes da data limite de 1º de março.

"Em algum momento espero me reunir com Xi, a quem respeito muito, e fechar as partes do acordo que os outros (negociadores) não possam", confirmou nesta terça-feira Trump, embora sem fixar uma data para esse possível encontro.

Desde 1º de dezembro, a China adotou medidas de boa vontade como a redução de tarifas aos veículos importados dos EUA, o reatamento da compra de soja e a apresentação de um projeto de lei para proibir a transferência forçada de tecnologia.

Mas, como condição para não recrudescer suas tarifas à China, que afetam desde produtos têxteis e alimentos até combustíveis, os EUA querem também que a China se comprometa com mudanças estruturais na sua economia para, entre outras coisas, proteger a propriedade intelectual das empresas americanas. EFE

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