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Coalizão internacional admite que atacou mesquita no leste da Síria

12/02/2019 13h27

Beirute, 12 fev (EFE).- A coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos informou nesta terça-feira que atacou ontem uma mesquita supostamente utilizada como "centro de comando" pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) em Al Baguz al Fuqani, último reduto dos radicais no leste da Síria.

O general comandante Christopher Ghika, adjunto de Estratégia e Informação para a coalizão, indicou em comunicado que houve um ataque "de precisão" ontem na mesquita, sem informar sobre mortos e feridos.

A mesquita "perdeu seu status de proteção quando o EI optou por usá-la como um centro de comando e controle" e de lá eram orquestrados "ataques" e plantados "dispositivos explosivos improvisados" em veículos para atacar a coalizão, indicou Ghika.

Pelo menos 16 civis, entre eles sete crianças, morreram ontem em um bombardeio da coalizão nos arredores da cidade de Al Baguz, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

No entanto, a aliança não reagiu neste comunicado diante desta informação.

Nos últimos meses, a coalizão foi acusada da morte de dezenas de civis em Deir Ez-Zor, onde as Forças da Síria Democrática (FSD), lideradas por milícias curdas e respaldadas por Washington, realizam uma ofensiva contra os últimos redutos do EI na Síria.

Segundo o Observatório, 417 civis, entre eles 151 crianças e 86 mulheres, morreram desde o último dia 10 de setembro em bombardeios contra redutos do EI. EFE

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