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Brasil terá laboratório focado na criação de inteligência artificial

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Tecnologias de ponta serão desenvolvidas no novo espaço, fruto de parceria entre IBM e Fapesp Imagem: Getty Images/iStockphoto
do UOL

Helton Simões Gomes

Do UOL, em San Francisco (EUA)*

12/02/2019 17h07

O Brasil ganhará em breve um laboratório dedicado a criar ferramentas de inteligência artificial para as áreas de agronegócio, saúde e serviços financeiros. O centro será uma parceria entre IBM e Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que deve envolver o investimento de US$ 20 milhões ao longo dos próximos 10 anos.

O anúncio foi divulgado nesta terça-feira (12) durante o IBM Think, o evento anual da gigante de tecnologia. 

Este laboratório fará parte da rede Horizon, uma cadeia de centros de pesquisas conectados da IBM. Um deles é o laboratório entre a empresa e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

O centro no Brasil será apenas o segundo da rede Horizon fora dos Estados Unidos - o primeiro foi um aberto na Índia.

Ainda esta semana, Fapesp e IBM abriram uma chamada pública para que universidades ou consórcios de centros de ensino enviem propostas para sediar o centro de inteligência artificial. A ideia é que o projeto consuma U$ 20 milhões: IBM e Fapesp entram com U$ 5 milhões cada uma em dinheiro e a universidade invista outros U$ 10 milhões em recursos (pesquisadores dedicados, custeio das instalações etc).

Esse centro focará em desenvolver tecnologia inteligente para cinco áreas:

  • Agroindústria
  • Recursos naturais
  • Meio ambiente
  • Serviços financeiros
  • Saúde

Ulisses Mello, diretor da IBM Research no Brasil, explica que a ideia é expandir os horizontes da inteligência artificial e, não, criar soluções a serem oferecidas comercialmente.

"O que queremos é ter massa crítica de estudantes e pesquisadores trabalhando em uma área que a gente considera importante, com uma agenda científica conjunta."

A ideia é que pesquisadores da IBM trabalhem lado a lado com os cientistas da universidade escolhida criar novas abordagens aderentes às áreas temáticas escolhidas.

Se você falar em criar algoritmos de reconhecimento visual, é diferente o uso da saúde para a agricultura. Um está tentando reconhecer fruta e o outro câncer. Então é uma coisa mais para fazer avançar a parte científica mesmo, muito mais de [ciência de] base do que para criar solução para cliente

Ulisses Mello

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Entenda
No futuro, empresas de algumas dessas áreas poderão se associar ao centro para contribuir com as pesquisas.

Outro detalhe é que o trabalho feito pelo laboratório poderá receber colaborações de outros centros da rede Horizon, com o do MIT, assim como compartilhar alguns resultados com eles.

*O jornalista viajou a convite da IBM

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