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Obra criada por inteligência artificial deve ser vendida por até R$ 194 mil

A obra "Memories of Passersby I", de Klingemann - Sotheby
A obra "Memories of Passersby I", de Klingemann Imagem: Sotheby's

Thomas Mulier

11/02/2019 16h45

Quatro meses atrás, a Christie's informou que havia realizado o primeiro leilão de uma obra de arte criada por inteligência artificial. A venda de US$ 432,5 mil (cerca de R$ 1,6 milhão, na cotação atual) gerou uma controvérsia entre os críticos sobre se a obra teria sido realmente gerada por IA, considerando que um ser humano esteve envolvido na produção do retrato.

No próximo mês, uma nova venda da Sotheby's em Londres poderá acabar com essa discussão e até mesmo ser um bom presságio para as obras de arte criadas por IA, que até agora têm sido relativamente escassas.

A firma aceitará lances por uma obra feita pelo cientista da computação alemão Mario Klingemann em 6 de março em Londres. Esta obra foi totalmente elaborada por um computador, de acordo com a casa de leilões. Isso é diferente do retrato feito por IA que foi vendido em outubro, que incluiu certa intervenção humana do coletivo artístico Obvious, que tem sede em Paris.

Intitulada "Memories of Passersby I", a estreia de Klingemann em leilão consiste em um "cérebro" de inteligência artificial que transmite um fluxo interminável de imagens de faces distorcidas em duas telas, resultado de algoritmos. Rostos borrados entram em foco, embora nenhuma das pessoas retratadas tenha existido.

Ainda assim, puristas poderiam insistir em que a obra não foi totalmente gerada por computador, porque Klingemann admite ter tido que construir a máquina. No entanto, o dispositivo agora está pronto para criar infinitas obras de arte e, em breve, os participantes do leilão é que vão decidir. Como a venda do coletivo Obvious superou amplamente a estimativa original de US$ 10 mil (cerca de R$ 38 mil), a Sotheby's definiu a estimativa para essa venda entre 30 mil libras (R$ 145 mil) e 40 mil libras (R$ 194 mil).

Outra venda bem-sucedida poderia provar que o mercado da arte está pronto para mais máquinas.

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