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Incidente do Passo Dyatlov: um dos maiores mistérios da história

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Massacre? Acidente? Caso das vítimas de Kholat Syakhl é chamado de "incidente" Imagem: Reprodução

Do BOL, em São Paulo

2019-02-02T22:53:33

02/02/2019 22h53

Um dos maiores mistérios do mundo, o Incidente do Passo Dyatlov acaba de completar 60 anos. Em 2 de fevereiro de 1959, nove esquiadores (sete homens e duas mulheres) foram encontrados mortos com indícios de violência brutal em seus corpos, ao norte dos montes Urais, na antiga União Soviética, em uma montanha conhecida como Kholat Syakhl, cujo nome significa "Montanha dos Mortos". 

O grupo, formado por estudantes e graduados do Instituto Politécnico de Ural, era liderado por Igor Dyatlov. Durante a noite, algo fez os estudantes fugirem sem roupa e descalços do acampamento, em meio ao frio extremo (cerca de 30 graus negativos).

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As barracas dos mochileiros foram encontradas rasgadas de dentro para fora Imagem: Reprodução
Eles foram encontrados mortos, alguns usando apenas roupa de baixo, e o acampamento estava destruído. As barracas estavam rasgadas de dentro para fora. De acordo com matéria do site Aventuras na História, os primeiros dois corpos foram encontrados próximos ao acampamento, enquanto outros três estavam perto de um pinheiro. Os últimos quatro corpos só foram encontrados dois meses depois, debaixo de quatro metros de neve em um bosque da região. 

Os corpos não demonstravam sinais de luta, mas algumas vítimas estavam com as costelas quebradas e os crânios esmagados, enquanto uma das vítimas estava sem a língua. A ausência de testemunhas e de provas materiais (havia somente algumas anotações e câmeras fotográficas das vítimas), complicou as investigações e fez com que as autoridades soviéticas determinassem que as mortes foram causadas por uma "força desconhecida". O caso foi arquivado. 

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Túmulo das vítimas está localizado em cemitério de Ecaterimburgo, nos Montes Urais Imagem: Reprodução / Wikimedia Commons

O incidente

O que se sabe é que o grupo ia em direção a Otorten, mas uma tempestade de neve, aliada às péssimas condições de visibilidade, fez com que o grupo se perdesse, seguindo para oeste, até o topo da Montanha da Morte. Como não retornaram à cidade de origem, equipes de resgate foram enviadas para a região.

As autoridades descartaram a hipótese de o grupo ter sido atacado por animais selvagens, pois nenhuma das vítimas tinha feridas externas consideráveis e compatíveis com um ataque desse tipo.

A suspeita de que eles foram mortos por um típico povo indígena da região, os Mansi, também ficou fora de cogitação (não havia sinais de combate corpo a corpo, e as pegadas no local eram poucas).

Outra hipótese foi que o grupo correu de uma avalanche e fugiu para o bosque. Perdidos na escuridão, alguns morreram caindo de um barranco, outros de hipotermia e, por fim, os demais soterrados pela avalanche. No entanto, a hipótese foi descartada, pois a avalanche teria varrido também o acampamento e toda a região.

Explicação bizarra

Os investigadores afirmam apenas que uma força sobre-humana foi usada contra os aventureiros, e os corpos pareciam ter sido submetidos a uma grande pressão.

Chefe da investigação, Lev Ivanov declarou que diversas testemunhas, incluindo militares e meteorologistas, afirmam terem visto naquele ano, entre fevereiro e março, "esferas voadoras brilhantes" no céu da região. Ivanov suspeitava que havia uma ligação entre os casos. 

Finalmente um desfecho?

Produtor de cinema e televisão, o americano Donnie Eichar divulgou sua teoria em 2013, após cinco anos de pesquisa. Para ele, o grupo de Dyatlov foi vítima do que Eichar chama de "tempestade perfeita": um minitornado que produz um ruído ensurdecedor, capaz de provocar falta de ar, perda do sono e, sobretudo, um pânico incontrolável.

Para Eichar, os estudantes entraram em pânico e, quase à beira da loucura, fugiram do acampamento. Em meio ao frio extremo e à escuridão, eles foram morrendo pouco a pouco.

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