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EUA determinam prazo para que empresas parem de comprar petróleo da Venezuela

01/02/2019 17h59

Washington, 1 fev (EFE).- Empresas com sede fora dos Estados Unidos que compram petróleo da Venezuela através do sistema financeiro americano têm até o dia 28 de abril para interromper a importação, anunciou nesta sexta-feira o Departamento do Tesouro.

A medida regulamenta os prazos das sanções impostas pelo governo de Donald Trump ao regime de Nicolás Maduro na segunda-feira.

Além disso, cidadãos americanos que trabalham para empresas de fora dos Estados Unidos ou na Venezuela têm até 29 de março para realizar algumas transações financeiras e retirar dinheiro.

A nota do Departamento do Tesouro tem como objetivo esclarecer os prazos das sanções impostas pelo governo americano à PDSVA, a petrolífera estatal da Venezuela.

Como consequência das sanções, o dinheiro obtido pela Venezuela na venda de petróleo para os EUA ficará confiscado, só podendo ser acessado pelo chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, autoproclamado presidente do país e reconhecido pela Casa Branca.

"Ajudará a evitar futuros desvios de ativos da Venezuela por Maduro e manter esses ativos para o povo venezuelano. O caminho de suspensão dessas sanções à PDVSA é através da rápida transferência do controle ao presidente interino ou a um governo posterior, eleito democraticamente", disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ao anunciar as medidas no início da semana.

A maior parte do comércio mundial de petróleo é feita em dólares. Por isso, os EUA podem controlar de perto a movimentação financeira.

Por outro lado, a Venezuela é bastante dependente do petróleo: 90% das receitas do país no exterior vêm da exportação do produto.

Os EUA são o destino de 40% das vendas da PDSVA e compram 1,2 milhão por dia. Na sequência, vem Índia (300 mil) e China (240 mil).

As sanções afetam US$ 7 bilhões em ativos da PDVSA, segundo o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, que prevê que as medidas anunciadas pelo governo americano trarão outros US$ 11 bilhões em perdas para a empresa ao longo do ano. EFE

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