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PF afirma que não há condição de liberar Lula para velório do irmão

29/01/2019 23h05

São Paulo, 29 jan (EFE).- A Polícia Federal afirmou nesta terça-feira que "não é possível" autorizar a saída temporária da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comparecer ao enterro de seu irmão mais velho, que morreu hoje, e atribuiu a decisão a questões logísticas.

Os advogados de Lula apresentaram hoje um pedido à Justiça Federal de Curitiba para que o ex-presidente pudesse viajar para São Bernardo do Campo, em São Paulo, se despedir de seu irmão mais velho, Genival Inácio da Silva, conhecido como Vavá.

A magistrada encarregada do caso, Carolina Lebbos, afirmou que, segundo a legislação, a permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso, neste caso, o superintendente regional da PF no Paraná, Luciano Flores de Lima.

No documento encaminhado à juíza, Flores de Lima enumera uma série de riscos para o transporte de Lula com base em um relatório da diretoria de inteligência da polícia.

De acordo com esse relatório, caso Lula seja liberado para ir ao enterro do irmão, "a tendência é que a militância petista compareça em grande número ao cemitério para tentar se aproximar de Lula, que, mesmo preso, continua exercendo forte liderança dentro do partido e entre simpatizantes".

A PF também alegou à juíza Lebbos que, por motivos de segurança, o transporte de Lula teria que ser feito por helicóptero, e que no momento todas as aeronaves da corporação estão em Brumadinho, em Minas Gerais.

Além disso, o relatório cita "a alta capacidade de mobilização dos apoiadores e grupos de pressão contrários ao ex-presidente" e a necessidade de um percurso por terra de aproximadamente dois quilômetros entre o cemitério e o ponto mais provável de pouso de um helicóptero.

Lula está preso desde abril do ano passado em Curitiba, cumprindo sua pena de 12 anos de prisão após a condenação em segunda instância no caso do triplex da Operação Lava Jato. EFE

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