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Julgamento do ex-presidente do Panamá começará no dia 12 de março

21/01/2019 22h56

Cidade do Panamá, 21 jan (EFE).- O julgamento do ex-presidente do Panamá, Ricardo Martinelli (2009-2014), por um caso de escutas ilegais e peculato, começará no próximo dia 12 de março em um tribunal ordinário, informou nesta segunda-feira o Órgão Judicial do país.

Martinelli, de 66 anos e preso preventivamente desde junho do ano passado após ser extraditado pelos Estados Unidos, está acusado de quatro crimes que podem somar 21 anos de prisão.

O ex-presidente será processado na Justiça comum depois que em dezembro do ano passado o Supremo Tribunal panamenho se declarou incompetente para processá-lo porque renunciou a um cargo de deputado centro-americano que ostentava desde julho de 2014, quando deixou a presidência.

O Órgão Judicial também informou nesta segunda-feira através da sua conta no Twitter que para o próximo dia 4 de fevereiro foi programada uma audiência para atender uma solicitação de fiança de libertação apresentada pela defesa do ex-governante.

Por sua parte, o Ministério Público afirmou que designou Ricaurte González como promotor acusador no caso contra Martinelli, que se diz um perseguido político do atual governo dirigido por Juan Carlos Varela.

Martinelli está detido preventivamente em uma prisão de segurança mínima nos arredores da capital panamenha acusado por ter instalado supostas escutas ilegais em mais de uma centena de políticos, empresários e jornalistas, entre outros, durante seu mandato.

O ex-governante está acusado ainda pelos supostos crimes de inviolabilidade de segredo e direito à intimidade, peculato, abuso de autoridade, delitos contra a segurança informática e formação de quadrilha.

O processo contra Martinelli começou em 2015, quando já tinha deixado o Panamá alegando perseguição política e era deputado do Parlamento Centro-Americano (Parlacen), o que dava ao Supremo o poder de processá-lo. EFE

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