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Hamas oferece US$ 1 milhão por informações sobre operação de Israel em Gaza

12/01/2019 18h13

Gaza, 12 jan (EFE).- O movimento islâmico Hamas ofereceu neste sábado US$ 1 milhão para quem ajudar a localizar membros da operação de inteligência de Israel, que foi descoberta em novembro dentro de Gaza e desencadeou a última escalada de violência.

"(As Brigadas Al-Qassam) pagarão uma recompensa de US$ 1 milhão a qualquer colaborador palestino que possa prender ou ajudar a prender as unidades secretas especiais do Exército israelense", declarou um porta-voz do grupo, identificado como Abu Obeida.

Em entrevista coletiva, a ala militar do Hamas ofereceu detalhes da investigação, denominada "Fio de espada", que afirma ter feito sobre a missão israelense descoberta há dois meses e mostrou o equipamento técnico expropriado.

As Brigadas Al-Qassam "expropriaram dispositivos técnicos e equipamentos que continham material altamente secreto, que o inimigo (Israel) pensou que tinham desaparecido depois que seus aviões de guerra atacaram os veículos da força especial durante a missão fracassada", disse.

Naquela noite de 11 de novembro, membros do Hamas identificaram as forças israelenses e aconteceu um troca de fogo, inclusive com a aviação de Israel para possibilitar a saída dos militares, que terminou com a morte de um soldado israelense e de sete milicianos do movimento islâmico.

Durante as 48 horas posteriores aconteceu o lançamento em massa de projéteis de Gaza e bombardeios de represália israelenses que levaram à pior escalada de violência desde 2014 e ao temor de uma nova guerra.

Obeida disse hoje que a operação israelense descoberta é composta por 15 membros que estavam divididos em dois grupos: "a missão de um era realizar operações militares e a do outro infiltrar-se na Faixa de Gaza".

Além disso, o porta-voz acrescentou que os soldados entraram no enclave "cortando o arame farpado da fronteira entre o leste de Gaza e Israel em uma área que estava completamente escura".

As forças especiais israelenses foram descobertas na região de Khan Younis e o Hamas publicou posteriormente as fotografias de oito membros da operação, seis homens e duas mulheres.

"O que publicamos é só uma pequena parte do que as Brigadas Al-Qassam conseguiram", advertiu hoje Obeida. EFE

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