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EUA chamam Maduro de "ditador" e não reconhecem novo mandato de venezuelano

Getty Images
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro Imagem: Getty Images

Em Washington

12/01/2019 01h23Atualizada em 12/01/2019 10h46

Os Estados Unidos lembraram nesta sexta-feira (11) que não reconhecem a controversa posse de Nicolás Maduro para o novo mandato como presidente da Venezuela celebrada na quinta, e chamou o líder do país sul-americano de "ditador".

"Os Estados Unidos não reconhecem a posse ilegítima do ditador Nicolás Maduro. A sua 'eleição' em maio de 2018 foi vista internacionalmente como não livre, nem justa e nem crível", afirmou o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, em comunicado.

Maduro tomou posse na quinta-feira como presidente da Venezuela no meio de críticas internacionais, lideradas pelos Estados Unidos e vários países latino-americanos, sobre a legitimidade do seu novo mandato.

Apenas quatro presidentes dos 19 países latino-americanos participaram da posse de Maduro: Evo Morales (Bolívia); Miguel Díaz-Canel (Cuba); Salvador Sánchez Cerén (El Salvador); e Daniel Ortega (Nicarágua).

Na sua nota, Bolton argumentou que o governo do presidente americano, Donald Trump, apoia a Assembleia Nacional da Venezuela, "único ramo legítimo do governo devidamente eleito pelo povo venezuelano".

Especificamente, a Casa Branca destacou a "valente decisão" do chefe da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que anunciou que tentará, mais uma vez, tirar Maduro do poder.

No entanto, apesar de muitos apelos, Guaidó não disse abertamente que assumiria a Presidência e advertiu que o mero decreto do Parlamento não será suficiente para tirar o poder de Maduro.

Por outro lado, Bolton advertiu que o governo americano continuará usando "todo o peso do poder econômico e diplomático dos Estados Unidos para pressionar pela restauração de uma democracia venezuelana que reverta a atual crise constitucional". 

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