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Começam protestos dos "coletes amarelos" na França com temor de mais tumultos

12/01/2019 07h13

Paris, 12 jan (EFE).- Dezenas de "coletes amarelos" se concentram em diferentes pontos da França, especialmente em Paris e Bourges (centro), para o nono sábado de protestos convocados por este movimento, com o temor das autoridades de novos episódios de violência.

Após os distúrbios da semana passada, o Ministério do Interior francês optou por voltar a aumentar o dispositivo policial, com 80 mil agentes mobilizados em todo o país, 5 mil deles em Paris.

A Champs-Élysées está fechada e até o momento não apareceu nenhum "colete amarelo" no local, ao contrário de outras manifestações.

No entanto, na região de Bercy, em frente ao Ministério de Economia, já havia vários manifestantes se concentrando, mas sem confusão, cercados pelo cordão da tropa de choque, que controlava as bolsas e mochilas de quem chegavam ao local.

As autoridades fecharam o tráfego em diversas ruas no entorno da Praça da República e da Estação do Norte, antes das concentrações planejadas naquela parte da cidade.

Os "coletes amarelos" se reuniram hoje na pequena cidade de Bourges, no centro geográfico da França, para facilitar a participação de manifestantes que vêm das províncias.

O vice-ministro do Interior, Laurent Nunez, prometeu hoje "tolerância zero" contra os desordeiros, em mensagem do Twitter da delegacia de Rouen, onde acompanhará o ato.

"Se houver confusão, aqui como em toda a França, daremos uma resposta extremamente firme", afirmou Nunez.

O dia, além disso, é precedido por declarações polêmicas do presidente francês Emmanuel Macron, quem ontem à noite lamentou que "muitos franceses" não têm o "senso de esforço", o que impede que o país recupere sua força e coesão.

A polícia teme que hoje haja um aumento da participação nos protestos, depois da trégua natalina, e que se superem os 50 mil manifestantes registrados no sábado passado. EFE

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