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Brasil volta a pedir solução pacífica para conflito entre Venezuela e Guiana

12/01/2019 13h54

Brasília, 12 jan (EFE).- O Brasil reiterou neste sábado sua posição para que o conflito territorial entre Guiana e Venezuela, por águas que ambos os países reivindicam como suas, se resolva de maneira pacífica e se ofereceu para atuar como mediador "quando houver um governo legítimo" em Caracas.

"O Governo brasileiro reitera ao povo venezuelano e às autoridades legítimas da Venezuela seu compromisso de favorecer a solução pacífica da controvérsia territorial entre a Venezuela e a Guiana", afirmou a o Ministério das Relações Exteriores em nota divulgada hoje, na qual também fez um chamado para que "as partes evitem ações capazes de pôr em risco a paz e a segurança na região".

A mensagem dá após o pronunciamento do presidente Nicolás Maduro, na última quinta-feira, quando ele ordenou que o alto comando venezuelano preparasse exercícios militares poucos dias depois de um incidente entre a Marinha venezuelana e dois navios da empresa Exxon Mobil, que exploravam, no final de dezembro, águas reivindicadas como suas por Venezuela e Guiana.

Maduro expulsou os navios da região que a Venezuela alega que lhe pertence, e afirmou que se tratou de uma "jogada imperialista de provocação" e uma "incursão ilegal em mar jurisdicional venezuelano".

Na nota da Chancelaria, o Brasil também se ofereceu a mediar um diálogo entre as duas nações quando houver um governo "legítimo" na Venezuela.

"O Governo brasileiro estará pronto a contribuir junto à Venezuela para um diálogo frutífero com a Guiana, e vice-versa, quando haja um governo legítimo em funcionamento em Caracas.".

O Brasil já tinha anunciado sua posição de buscar uma solução pacífica para o conflito territorial entre Venezuela e Guiana, em uma declaração conjunta do Grupo de Lima.

A declaração do Grupo de Lima, assinada pelos 14 países membros, exceto o México, declarou ilegítimo o novo mandato de Nicolás Maduro, que começou no dia 10 de janeiro, e fez um chamado a esse "regime" e às Forças Armadas da Venezuela para que "desistam de ações que violem os direitos soberanos dos seus vizinhos".

Na nota divulgada pelo Ministério de Relações Exteriores hoje, o Brasil voltou a reiterar seu apoio à decisão do presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, que disse estar disposto a "assumir constitucionalmente" a Presidência do país. EFE

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