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Talibãs fazem ataques simultâneos em 4 províncias e matam 28 soldados afegãos

10/01/2019 16h37

Cabul, 10 jan (EFE).- Quatro ataques realizados por talibãs no norte do Afeganistão deixaram 28 integrantes das forças de segurança do país mortos e 36 feridos, informaram fontes oficiais.

As ofensivas foram lançadas de forma simultânea na noite de ontem, em quatro províncias diferentes, e continuaram até de manhã devido aos confrontos entre os soldados e os insurgentes. Segundo o governo afegão, 40 talibãs também morreram nos ataques.

Em Takhar, oito policiais morreram e nove ficaram feridos após um ataque promovido por grupos de insurgentes contra vários postos de controle no distrito de Khwaja-Ghar. A ação durou duas horas, até a chegada de reforços, segundo o porta-voz da província, Khalil Aseer.

Simultaneamente, os talibãs atacaram postos de defesa das tropas afegãs em Qala-e-Zal, na província vizinha de Kunduz, onde três soldados morreram e sete ficaram feridos.

"Pouco depois de começar o ataque, nossas Forças Especiais chegaram e obrigaram os talibãs a se retirar. Na operação de contra-ataque, 15 insurgentes foram abatidos", afirmou um dos porta-vozes do Exército do Afeganistão, Hanif Rezaee.

Em Baghlan, o ataque no distrito de Pul-e-Khumri terminou com a morte de nove policiais e dez insurgentes. Além disso, oito agentes e seis talibãs ficaram feridos, segundo informações divulgadas pelo chefe do Conselho Provincial, Safdar Muhsini.

A última ofensiva ocorreu em Badghis. O porta-voz do governo da província, Jamshid Shohabi, afirmou que centenas de talibãs tentaram tomar o controle do distrito de Abkamari, mas o ataque foi frustrado pela rápida atuação das forças de segurança na região.

"Oito dos nossos membros das forças de segurança morreram e 12 ficaram feridos", afirmou.

A ação foi reivindicada pelos talibãs através de comunicado divulgado pelo porta-voz do grupo, Zabihullah Mujahid.

Após quase 17 anos de conflito armado, o governo do Afeganistão controla cerca de 55% do território do país, e os talibãs dominam cerca de 11%. As demais áreas são consideradas como "em disputa" pelo inspetor especial geral para a Reconstrução do Afeganistão do Congresso dos Estados Unidos. EFE

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