Topo

Aplicativo que detecta fake news é desenvolvido por pesquisadores brasileiros

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Do BOL, em São Paulo

06/11/2018 18h51

Quem se preocupa em verificar se as notícias que recebe via WhatsApp são verdadeiras ou falsas vai ganhar uma nova ferramenta em breve. Pesquisadores da USP e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram aplicativo, ainda em fase de teste, capaz de detectar fake news. As informações são do Jornal da USP.

Veja também:

Para testar o aplicativo, basta acessar esse link pelo smartphone. Uma janela se abrirá com a mensagem “Nilc-FakeNews”, basta apertar a tecla enviar e então você receberá outra mensagem que diz: “Olá! Seja bem-vindo ao detector de fake news do NILC-USP – Detecção Automática de Notícias Falsas para o Português! O sistema irá utilizar o modelo de detecção para avaliar se a notícia é falsa ou verdadeira. Insira o corpo de uma notícia”. E então, é só colar a notícia que deseja checar. Se forem verificados indícios de fake news, o sistema alertará: “Essa notícia pode ser falsa. Por favor, procure outras fontes confiáveis antes de divulgá-la”.

“A gente sabe que, quando uma pessoa está mentindo, inconscientemente, isso afeta a produção do texto. Mudam as palavras que ela usa e as estruturas do texto. Além disso, a pessoa costuma ser mais assertiva e emotiva. Então, uma das formas de detectar textos enganosos é medir essas características”, explica Thiago Pardo, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, coordenador do projeto.

Para desenvolver o aplicativo, os pesquisadores formaram um conjunto de 3,6 mil notícias falsas e o mesmo número de verdadeiras que foram publicadas na web entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2018. Elas foram analisadas de maneira a garantir que todo o conteúdo fosse totalmente falso ou totalmente verdadeiro. Esses grupos servem de base para que o computador crie padrões e avalie os textos que serão analisados pela ferramenta.

Depois, os cientistas usam técnicas computacionais para processar os textos, fazer a classificação gramatical de todas as palavras, separar cada sentença e cada termo. Em seguida, identificam as características desses textos que poderiam ser empregadas para classificá-los como falso ou verdadeiro.

As notícias verdadeiras costumam ser mais extensas que as falsas. Contudo, a quantidade de palavras não é critério para classificação de textos, mas sim o número de médio de verbos, substantivos, adjetivos, advérbios, pronomes e erros ortográficos. “Das 3,6 mil notícias falsas que coletamos, 36% possuíam algum erro ortográfico, enquanto apenas 3% das verdadeiras apresentavam esse problema”, explica Roney Lima, doutorando o ICMC.

Na penúltima etapa, os pesquisadores usam outra técnica de inteligência artificial. “Empregamos métodos clássicos de aprendizagem de máquina, que estão entre os mais utilizados atualmente, e conseguimos treinar o sistema com índice de 90% de acerto na classificação das notícias”, disse Thiago.

(Com informações do Jornal da USP)

Quer receber notícias de graça por mensagem no seu Facebook? Clique AQUI e digite Notícias após acessar o Messenger. É muito simples!

Mais Notícias