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Três são indiciados pela morte de universitária em Extrema (MG)

A universitária Larissa Gonçalvez, de Extrema (MG), foi encontrada morta - Reprodução/Facebook
A universitária Larissa Gonçalvez, de Extrema (MG), foi encontrada morta Imagem: Reprodução/Facebook
do UOL

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

30/12/2015 14h48

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou três pessoas pela morte da universitária Larissa Gonçalves de Souza, 21, assassinada em outubro deste ano na cidade de Extrema (484 km de Belo Horizonte).

Segundo a assessoria da corporação, o delegado Valdemar Pinto indiciou por homicídio qualificado e ocultação de cadáver o comerciante José Roberto dos Santos Freire, a técnica de enfermagem Rosiane Rosa da Silva, e o garoto de programa Valdeir Bispo dos Santos. O modelo Luccas Gamero, 21, namorado da vítima, não foi indiciado, mas segue sendo investigado. Ele chegou a ser preso, no entanto, foi liberado por falta de provas. O inquérito foi remetido à Justiça no dia 17 deste mês.

Os acusados estão presos em presídio da cidade de Pouso Alegre (384 km de Belo Horizonte). O UOL não conseguiu contato com os advogados de defesa do trio.

Crime

O corpo de Larissa foi encontrado, já em estado de decomposição, em um matagal no bairro de Ponte Alta, em Extrema. Ela desapareceu no dia 23 de outubro, na rodoviária da cidade, onde iria embarcar em ônibus que a levaria até Bragança Paulista, município do interior de São Paulo, onde estudava biomedicina.

Conforme a investigação, o assassinato havia sido planejado para evitar que Larissa pudesse revelar um suposto relacionamento amoroso entre Gamero e Freire. O modelo desfilava para a loja do comerciante. Larissa teria tido acesso a mensagens trocadas pelos dois em um aplicativo de celular.

A polícia disse que a morte fora então encomendada pelo comerciante José Freire, acusado de ter contratado os serviços de Valdeir dos Santos e Rosiane da Silva. O valor estipulado foi de R$ 1 mil. Freire aponta Gameiro por ter sido quem arrumou o dinheiro. O modelo nega essa acusação e o suposto envolvimento amoroso com Freire.

A investigação revelou que a moça foi abordada na rodoviária pelo casal ora indiciado e levada para a casa do comerciante, onde foi morta pelo garoto de programa.

Após o assassinato, a vítima foi colocada no porta-malas do carro de Freire e desovada no bairro Ponte Alta.

De acordo com a médica legista Tatiana Koeller de Matos, o corpo da universitária foi localizado com os punhos atados por fios usados em instalações elétricas e apresentava marcas roxas, sendo que a mandíbula estava quebrada em dois pontos. Os ossos do pescoço também continham fraturas, e o rosto dela estava coberto com fita adesiva. Revoltados, moradores da cidade incendiaram a loja do comerciante.
 

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