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Gêmeas siamesas são separadas após 26 horas de cirurgia nos EUA

A reconstrução dos corpos das meninas foi supervisionada por uma equipe especialista em expansão do tecido da pele - Allen S. Kramer/Texas Children"s Hospital/Reprodução/Daily Mail
A reconstrução dos corpos das meninas foi supervisionada por uma equipe especialista em expansão do tecido da pele Imagem: Allen S. Kramer/Texas Children's Hospital/Reprodução/Daily Mail

Do BOL, em São Paulo

23/02/2015 21h16

As gêmeas siamesas Knatalye Hope e Adeline Faith, de 10 meses, foram separadas após uma cirurgia que durou 26 horas. O procedimento, segundo o  jornal The New York Daily News, aconteceu no dia 17 de fevereiro, no Hospital Infantil do Texas, em Houston (EUA), mas somente no último domingo (22) ele foi divulgado para a imprensa. Os bebês, de acordo com a reportagem, passam bem.

A operação exigiu a atuação de 38 médicos de várias especialidades. As crianças eram ligadas pelo abdômen e compartilhavam o fígado, o diafragma, o revestimento do coração e o intestino. Elas pesavam juntas cerca de 3kg, quando nasceram.

 “Esta cirurgia teve seus desafios porque as meninas compartilhavam vários órgãos”, disse o Dr. Darrell Cass, cirurgião pediátrico que participou do procedimento. “Nossa equipe estava se preparando para esta cirurgia há meses. Fizemos tudo para trabalhar com os nossos especialistas em radiologia e construir um modelo 3D dos órgãos delas para fazermos simulações da cirurgia de separação”.

A reconstrução dos corpos das meninas foi supervisionada por uma equipe especialista em expansão do tecido da pele. Antes do procedimento, os médicos já haviam implantando extensores de tecido – balões que esticam a pele gradualmente – para que elas pudessem fazer a cirurgia.

Os pais dos bebês, Elysse e John Mata, que também têm um filho de 5 anos, contaram que ficaram surpresos quando foram informados pelos médicos, meses antes do parto, que as duas eram siamesas. As gêmeas nasceram em 11 de abril de 2014. “Fiquei sem palavras, foi tão inesperado”, contou a mãe à ABC News.

“Estamos muito gratos a todos os cirurgiões e todos os que cuidaram de nossas filhas e lhes deram essa oportunidade incrível de viver vidas separadas”, disse Elysse. “Nós sabemos quanto planejamento e tempo houve para essa cirurgia e damos bênçãos aos que fizeram este sonho uma realidade”.

As meninas ficaram sob cuidados médicos por mais dois meses em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e, segundo especialistas, ainda podem ser submetidas a outras cirurgias.

(Com informações do jornal The New York Daily News e do site ABC News)

 

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