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Executivo da Engevix entra com pedido de habeas corpus no STJ

Regis Filho/Valor
Gerson de Mello Almada, vice-presidente da Engevix Imagem: Regis Filho/Valor
do UOL

Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

19/11/2014 16h12

Os advogados do vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, ingressaram com um pedido de habeas corpus no STJ (Superior Tribunal de Justiça) na última terça-feira (18). Melo está preso desde a última sexta (14) suspeito de participar de um esquema de desvio de recursos públicos da Petrobras investigado pela operação Lava Jato, da Polícia Federal.

No último sábado (15), a Justiça Federal do Rio Grande do Sul havia negado um pedido de habeas corpus feito pelos advogados do executivo, que recorreu então ao STJ. Mello está preso preventivamente.

Gerson de Mello Almada foi preso durante a sétima fase da operação Lava Jato, que investiga a formação de cartel e o pagamento de propinas a diretores da Petrobras e a operadores junto a partidos e a políticos. A PF suspeita de que parte do valor desviado em contratos superfaturados com a Petrobras tenha abastecido o caixa de campanha de partidos da base aliada como PT, PMDB e PP.

O pedido do executivo da Engevix está sob a análise do desembargador e ministro interino do STJ, Newton Trisotto, que ainda não se manifestou sobre o caso. Na última segunda-feira (17), Trisotto negou pedidos de habeas corpus de outros cinco presos da operação Lava Jato.

Além do executivo da Engevix, outros dois habeas corpus, estes impetrados no STF (Supremo Tribunal Federal), aguardam decisão da Justiça. Os pedidos foram feitos pelos advogados de Agenor Franklin Magalhães Medeiros e José Ricardo Nogueira Breghirolli, ambos da OAS. Os pedidos aguardam decisão do ministro Teori Zavascki. 

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