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Recepção de calouros tem "oficina de siririca" na Ufop

Oficina causou polêmica na Ufop - Reprodução/Facebook
Oficina causou polêmica na Ufop Imagem: Reprodução/Facebook
do UOL

Douglas Couto

Do UOL, em Ouro Preto

16/09/2014 20h25Atualizada em 17/09/2014 15h27

A programação da semana de recepção de calouros da Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto), em Minas Gerais, causou polêmica nas redes sociais. Isso porque os alunos do curso de serviço social incluíram nas boas-vindas aos novatos um evento chamado de “Oficina de Siririca: roda de conversa sobre a masturbação das mina”.

O encontro será realizado nesta quarta-feira (17), às 17h, no auditório do ICSA (Instituto de Ciências Sociais Aplicadas), campus da Ufop no município de Mariana.

A oficina integra a extensa programação da Calourada Vermelha, organizada pelo centro acadêmico de serviço social da Ufop. As atividades começaram nesta na terça (16) e vão até sexta-feira (19), com uma festa de encerramento.

Além da "oficina de masturbação feminina", a programação terá também uma roda de debates sobre o feminismo, gênero e raça, e uma discussão sobre "meu corpo e minhas regras".

Outro assunto polêmico que deve ser discutido na semana de recepção dos calouros é o Centro de Difusão do Comunismo da Ufop -- um curso de extensão suspenso desde agosto de 2013 por decisão da Justiça Federal do Maranhão. O curso foi alvo de ação popular por defender “objetivos políticos partidários” com recursos públicos.

A assessoria de imprensa da Ufop afirmou que a oficina não é um evento de recepção aos calouros, mas uma ação específica do CA (centro acadêmico) do curso de serviço social. Entretanto, o evento consta na programação da calourada divulgada pelo CA..

A universidade informou, em nota, que "respeita a diversidade do pensamento e o debate democrático sobre quaisquer assuntos relacionados à sexualidade, gênero e comportamento no âmbito de seus institutos".

Opiniões divididas

Assim que caiu nas redes sociais, a oficina dividiu opiniões entre os próprios universitários. “Achei a ideia legal. É isso aí, fragmentando com os tabus”, apoiou um estudante de artes cênicas.

Alguns, porém, criticaram a iniciativa. “O conhecimento, como instrumento de crescimento individual enfrenta uma severa crise entre os universitários. A passagem pela universidade é apenas para conseguir um diploma. Sendo assim, sobra bastante tempo para fazer oficina de punheta e siririca”, comentou um jovem.

Evento não é novidade

Apesar de polêmica, esse tipo de atividade parece não é novidade no meio acadêmico. No início deste mês, estudantes do CACE (Centro Acadêmico de Ciências do Estado) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, incluíram a “oficina de siririca” entre as atividades do Congresso de Diversidade Sexual e Gênero.

De acordo com o material de divulgação do evento, a proposta da oficina foi “estimular a troca de experiências, preferências e manejos relacionados a siririca". Para isso, foi utilizado na oficina "fotografias e imagens que auxiliem no exercício de compartilhar nomes, sentidos e limites anatômicos e simbólicos dos lugares nas nossas carnes". "Desejamos que com estas trocas e provocações possamos dialogar em torno de práticas, tabus, técnicas, significados da masturbação", diz o texto divulgado em redes sociais.

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