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Em assembleia, professores do RJ decidem continuar em greve

do UOL

Do UOL, em São Paulo

05/06/2014 16h21

Os professores estaduais e municipais do Rio de Janeiro decidiram, em assembleia conjunta realizada na tarde desta quinta-feira (5), continuar em greve. A categoria está parada desde o dia 12 de maio.

Na terça-feira (3), o governo estadual se comprometeu a encaminhar até o dia 30 à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) um projeto de lei definindo percentual de reajuste para os professores. A proposta foi feita durante uma audiência de conciliação no TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

Apesar do pedido da presidente do tribunal, a desembargadora Leila Mariano, os professores não acharam a oferta do Estado suficiente para para suspender a paralisação. 

Após a assembleia, realizada no pátio do MEC (Ministério da Educação), no centro do Rio, os professores seguem em passeata para a Candelária, localizada na mesma região.

Segundo o sindicato, os pontos da pauta unificada são: plano de carreira unificado; reajuste linear de 20% com paridade para os aposentados; contra a meritocracia e pela autonomia pedagógica; não à privatização da educação; contra o repasse das verbas para empresas, bancos, Organizações Sociais, fundações; fim da terceirização; cumprimento de 1/3 de planejamento extraclasse; 30 horas para os funcionários administrativos; eleição direta para diretores; uma matrícula uma escola; equiparação salarial entre PEI, PI e PII; reconhecimento do cargo de cozinheira (o) escolar; 15% de reajuste entre níveis; convocação dos concursados de 40 horas.

Greve na Justiça

No fim de maio, o TJ-RJ considerou ilegal a greve dos professores da rede estadual. A desembargadora Leila Mariano determinou a volta imediata ao trabalho e a aplicação de uma multa diária de R$ 300 mil em caso de descumprimento.

A magistrada ainda facultou ao Estado a decisão de cortar o ponto e descontar o salário dos grevistas. A Secretaria Educação informou que os docentes que faltam ao trabalho estão recebendo o código 30 (falta). Até a decisão da Justiça, os grevistas recebiam o código 61 (falta por greve).

No último dia 13, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, considerou abusivo o reinício da greve dos professores do Rio de Janeiro e suspendeu o acordo firmado com professores para garantir o fim da greve dos docentes no ano passado.

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