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Aluna diz ter sido obrigada a colocar pênis de boi na boca em trote

do UOL

Anderson Sotero

Do UOL, em Salvador

07/05/2013 16h36

Uma caloura do curso de agronomia da Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) denunciou ao MP-BA (Ministério Público da Bahia) ter sido obrigada a colocar na boca testículos e pênis de boi durante um trote no campus de Vitória da Conquista da universidade (a 509 quilômetros de Salvador).

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia. De acordo com a assessoria do MP-BA, a promotora Carla Medeiros recebeu a denúncia da mãe da jovem na última sexta-feira (3), dia em que o trote ocorreu. A promotora encaminhou o caso para a Delegacia de Atendimento à Mulher da cidade.

Segundo uma policial que não quis ser identificada, no depoimento, a jovem relatou que foi obrigada a participar do trote e a bochechar um líquido contendo urina de boi.

A estudante teria alertado os veteranos que tinha alergia, mas eles teriam afirmado que seria pior se ela não participasse.  Após o trote, a jovem começou a apresentar reações alérgicas e chegou a desmaiar. Depois, foi levada à enfermaria da universidade, onde teria recebido apenas “café e biscoito”.

Inquérito

De acordo com a titular da 1ª Delegacia de Polícia de Vitória da Conquista, Tânia Silveira, um inquérito ainda está sendo instaurado para investigar a denúncia. Segundo a delegada, ocorreu um atraso no andamento do caso por conta de uma paralisação de policiais civis ocorrida nesta segunda-feira (6) .

“A denúncia do Ministério Público chegou ontem (segunda-feira) no final do expediente e ainda não veio para minhas mãos. A vítima deveria ter feito a denúncia diretamente na delegacia, mas preferiu ir primeiro na promotoria. Ainda vamos investigar e intimar as partes envolvidas, inclusive testemunhas”, disse.

Procurada pelo UOL, a assessoria da Uesb não comentou a denúncia feita pela estudante e limitou-se a informar, através de nota, que “o trote, toda e qualquer manifestação estudantil que configure agressão física, psicológica, moral ou outra forma de constrangimento ou coação do aluno ingressante, é expressamente proibido em todos os campi da Instituição”.

A assessoria da Uesb informou também que o infrator sofrerá “sanções disciplinares” e será denunciado ao Ministério Público.

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