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Britânica faz transplante de cílios após arrancá-los em crises de estresse

2.mai.2013 - Joanne, 23, sofria de com uma doença chamada tricotilomania - síndrome que faz com que a pessoa arranque os cabelos em momentos de estresse - Reprodução/Daily Mail
2.mai.2013 - Joanne, 23, sofria de com uma doença chamada tricotilomania - síndrome que faz com que a pessoa arranque os cabelos em momentos de estresse Imagem: Reprodução/Daily Mail

do BOL, em São Paulo

02/05/2013 14h59

Ao jornal “Daily Mail”, a britânica Joanne, 23, falou sobre o drama que enfrentou durante os 17 anos em que sofreu com uma doença chamada tricotilomania - síndrome que faz com que a pessoa arranque os cabelos em momentos de estresse. No caso da jovem, aos 6 anos ela começou a arrancar os cílios em períodos de tensão. Na adolescência, o resultado do distúrbio a deixou atormentada, o que a levou a suprir a falta dos pelinhos com maquiagem.

“Desde muito jovem eu sofria de tricotilomania, algo que teve efeito profundo em minha vida, tanto física quanto mentalmente. Quando me tornei mais velha, estava consciente do que os outros pensavam sobre mim e isso foi um baque na minha autoestima. Aos 13 anos, comecei a cobrir as lacunas perceptíveis com cílios postiços delineador e rímel, mas não era permitido ir para a escola maquiada”, lembra.

Depois de muito tempo recorrendo à maquiagem, Joanne descobriu que poderia passar por um transplante, usando cabelos da parte de trás de sua cabeça. “Foi o fim de um pesadelo. Depois dos meus transplantes, me tornei uma pessoa muito mais confiante. Isso transformou a minha vida”, disse a jovem , que passou pela intervenção duas vezes.

De acordo com o “Daily Mail”, a cirurgia, que  custou cerca de 4.000 libras (R$ 12.550,00), é realizada após aplicação de anestesia local nas pálpebras – que ficam prontas para receber os novos fios. A intervenção é simples – tem duração de quatro horas -, e o paciente pode ir para casa no mesmo dia.

Vale chamar atenção para um detalhe: por se tratar de cabelo, os fios dos novos cílios continuam a crescer, por isso é necessário apará-los sempre que necessário.

Comum nos EUA e no Reino Unido, o procedimento também é realizado em pessoas que danificaram os cílios naturais por causa do uso contínuo e exagerado de cílios postiços.

“A cola usada para fixar cílios falsos pode puxar e danificar os naturais. Se repetido com muita frequência, o pelo para de crescer, como acontece com qualquer folículo piloso, quando o cabelo é arrancado repetidas vezes pela raiz”, explicou o cirurgião Asim Shahmalak, responsável pelo tratamento de Joanne.

(Com informações do jornal “Daily Mail”)

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