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Veja 11 mentiras que duraram tempo suficiente para causar muita confusão

do BOL

03/08/2017 10h00

Você, com certeza, já ouviu dizer que a mentira tem perna curta. Mas as pessoas a seguir conseguiram manter suas histórias fantasiosas por tempo suficiente para causar estragos tão grandes que até colocam em dúvida a veracidade do velho ditado popular.

  • Reprodução/RedeTV!

    Festa de um ano para o filho que não nasceu

    De acordo com reportagem exibida pela RedeTV! nesta semana, a história durou quase dois anos. Uma jovem chamada Pamela, de 24 anos,de Ribeirão Preto (SP), resolveu se vingar do ex forjando uma gravidez e entrando, com documentos falsos, com um pedido na justiça para que Victor, também de 24 anos, custeasse todos os gastos durante a gestação e após o nascimento. O "pai" em questão nunca viu a criança, mas, na festinha de um ano, que custou nada menos do que três mil reais, os familiares do rapaz chegaram a receber convite para o evento. Até então, a "mãe" alegava que a suposta filha, a quem deu o nome de Laura, tinha problemas de saúde e, portanto, não poderia receber muitas visitas. Victor, por sua vez, estava em tratamento de um câncer na coluna descoberto após o "nascimento" e não conseguia se locomover para visitar o bebê. Ao chegar à festa, a avó paterna estranhou a ausência de crianças e dos pais da ex-nora, questionou vizinhos que revelaram desconhecer a existência de Laura e procurou a polícia. O advogado de Pamela, que agora pode responder criminalmente por seus atos, alega que a jovem tem problemas psiquiátricos

  • Reprodução/Daily Mail

    Mentirosa sim, encalhada jamais

    De acordo com o "Daily Record", a inglesa Jill Sharp (na foto à esquerda) criou um noivo falso e manteve um relacionamento de quatro anos com a ajuda do Photoshop. De acordo com o site, fotos dos pombinhos foram publicadas ao longo da relação em uma conta vinculada a Sharp. Os amigos, no entanto, começaram a desconfiar da situação, uma vez que nunca encontraram o rapaz pessoalmente e a noiva parecia ter sempre uma desculpa na ponta da língua para justificar a ausência dele em eventos sociais. Ela teria, inclusive, criado um perfil para ele nas redes sociais com o qual trocava mensagens românticas. As fotos em que aparecem juntos foram editadas com maestria, e Jill, segundo os amigos, teria visitado os mesmos lugares que o homem real que deu cara a seu noivo fictício, tudo isso para reproduzir melhor as imagens e simular visitas juntos aos mesmos lugares. Desconfiados, foram os amigos dela que encontraram o perfil verdadeiro do homem, Graham Mcquet, no início deste ano, nas redes sociais, descobrindo que ele já era noivo de outra, Marianne Stirling (na foto à direita), que, surpresa, confirmou que a história não passava de uma farsa. Graham e Jill nunca se viram pessoalmente. Em entrevista ao "Daily Mail", no entanto, Jill diz que nunca forjou o relacionamento ou falsificou as fotos e que tudo não passa de uma armação feita para ela por alguém que teria postado todas as imagens. A polícia, ainda de acordo com o "Daily Mail", investigou as alegações, mas não seguiu com o caso por não haver um crime propriamente

  • Arquivo pessoal/Zilla van den Born

    Viagem à Ásia sem levantar da cadeira

    Em 2014, aos 25 anos, a jovem holandesa Zilla van den Born realizou a viagem dos sonhos de muita gente. Passando por Tailândia e Camboja, ela visitou templos budistas, foi à praia, praticou mergulho, esteve em diversas paisagens paradisíacas, tudo lindo e devidamente registrado nas redes sociais. Teria sido uma ótima viagem caso fosse real, mas, na verdade, a designer gráfica apenas alterou imagens no Photoshop e enganou família e amigos, enquanto permaneceu em um flat alugado em seu próprio país. A história pegou seus conhecidos de surpresa, uma vez que, além de postar as fotos de preparação para a viagem, com direito a mala arrumada, a moça ainda fez questão que os pais fossem com ela até o aeroporto para se despedir, inclusive, mandando um cartão postal da Ásia para eles durante a falsa viagem. Segundo Zilla, tudo não passou de um projeto que teve como objetivo mostrar que é possível distorcer a realidade e viver uma vida perfeita nas redes sociais. "Eu fiz isso para mostrar às pessoas que nós filtramos e manipulamos o que mostramos nas mídias sociais. Assim, podemos criar um mundo online ideal que não se encontra com a realidade. Meu objetivo era provar o quão comum e fácil é distorcer a realidade", disse ela ao site australiano "News". Além de encomendar comidas típicas dos países que "visitou" em restaurantes locais para garantir as fotos, ela fez bronzeamento artificial e criou um cenário de hotel no flat para falar com os parentes em chamadas de vídeo sem levantar suspeitas

  • BBC

    Dedurado pela nora após 19 anos

    O britânico Eddie Maher trabalhava como motorista de uma empresa de transporte de valores até que um belo dia resolveu sair do Lloyds Bank com um carro-forte carregado com 1,2 milhão de libras (cerca de cinco milhões de reais) e fugir. Ele afirma que fez isso pressionado por uma gangue, hipótese que a polícia descarta. De qualquer forma, escolheu os EUA como destino, enviou mulher e filho e, semanas depois, os encontrou no país. Só lá, ele contou à esposa que estavam em fuga e cortou contato com os familiares que permaneceram na Europa. Após assumirem novas identidades, Brett, a esposa e o filho compraram uma casa e ensaiaram novas versões a respeito de suas vidas para dizer aos novos conhecidos. "Nunca foi fácil contar essas histórias. Eu odiava mentir todos os dias, mas não tínhamos escolha", afirmou o homem à BBC. Eles conseguiram uma série de documentos novos, como certidão de casamento e cartão de seguridade para o filho, embora estivessem impossibilitados de arrumar trabalho por não terem o green card. Algum tempo depois, Eddie teve a ideia de se passar pelo irmão Michael que estava no Reino Unido, conseguindo um green card no nome dele. A família se mudou algumas vezes para não levantar interesse demais nos vizinhos, e o casal teve outro filho. Tudo ia bem para os Maher, até o rebento mais velho chegar na adolescência e se rebelar, exigindo saber mais sobre seus parentes europeus e seu passado. Depois de casado, o filho ficou bêbado e disse à mulher que desconfiava que o pai fosse um fugitivo da polícia. Ela resolveu pesquisar o caso e há cinco anos denunciou o sogro para a polícia, dando fim a uma mentira que já durava 19 anos. Maher foi extraditado e condenado a cinco anos de prisão. Foi solto em janeiro de 2015

  • Shutterstock

    Namoro com homem que se passava por mulher

    Em julho de 2016, o jornal "Zero Hora" revelou a história de um rapaz de 21 anos preso em flagrante em Chapecó, em Santa Catarina, após fingir ser mulher e manter um relacionamento virtual com outro homem. Apesar de o tempo que passaram juntos não ter sido revelado, ele foi suficiente para que o namoro em questão rendesse não apenas juras de amor eterno, como também diversos presentes, como celular, notebook e até cartão de banco para sacar dinheiro de uma conta. Depois de um tempo, no entanto, o relacionamento esfriou e o homem, de 22 anos, que foi enganado até então achando que estava namorando uma mulher, pediu os presentes de volta. A "namorada" concordou em devolver os regalos, mas pediu mil reais para tal. Além disso, para supostamente evitar um climão, ela disse que o "irmão" pegaria o dinheiro em troca dos equipamentos. Com o encontro marcado, a vítima pediu ajuda da polícia por se sentir ameaçado pelo "cunhado". O "irmão" apareceu apenas com o celular presenteado, foi detido e a polícia o acompanhou até em casa para pegar o notebook. Ao chegar ao local, o homem confessou que o "irmão" nunca existiu e que ele criou um perfil falso justamente para faturar bens. Ele fotografava uma mulher bonita para ter material e atualizar o perfil falso constantemente e, como ela nem sempre estava em casa, ele, como "irmão", recebia os mimos por ela. Ele foi preso e, segundo o "Zero Hora", responderia pelo crime de extorsão

  • Reprodução/Mirror e Reprodução/The Sun

    Falso câncer

    No início deste ano, o jovem Eli Stewart, de 19 anos, virou notícia em sites internacionais após ser acusado pela entidade beneficente Clutha Trust de fingir estar com câncer. O fundador da organização, Alan Crossan, afirmou em entrevista ao "Mirror" que acredita que o objetivo do jovem era conseguir dinheiro rápido e fácil. "Há um ano, ele apareceu na Clutha dizendo que tinha apenas mais seis meses de vida", contou o homem, que começou a suspeitar que tudo não passasse de uma farsa após Eli se "empolgar" e aumentar as características da doença e de seus problemas: "Só desconfiei porque ele começou falando em câncer, depois em epilepsia e, em seguida, transplante de coração". Ao confrontar o jovem, Alan teve acesso a supostas mensagens trocadas entre Eli e sua médica, Fiona Cowie. Rapidamente, ele entrou em contato com a profissional e foi informado que ela nunca enviou tais notas ao rapaz. Durante o período em que foi amparado pela instituição, o jovem ganhou ingressos para shows, viagens pagas e ainda um violão avaliado em mais de quatro mil reais. Em entrevista ao "The Telegraph", a mãe negou tudo, dizendo-se enojada diante da situação e garantindo que o filho tinha recebido o diagnóstico de câncer dois anos antes

  • Reprodução/Maceió 7 Segundos

    Gravidez, sequestro e sumiço do bebê

    No dia 20 de abril, o "G1" divulgou uma matéria a respeito do desaparecimento de Geilsa Santos, uma mulher com "gravidez de alto risco" em Maceió. Familiares preocupados deram entrevistas e lamentaram o sumiço da mulher de 25 anos, mãe de três crianças, de 3, 5 e 8 anos, frutos de um casamento anterior. "Grávida" do atual marido, com quem se relacionava havia um ano, ela estaria esperando o primeiro filho do casal, João Guilherme. O chá de bebê havia sido feito, a mala da maternidade já estava pronta, o parto marcado e todos os parentes ansiosos para ver o rostinho do bebê. Eis que Geilsa reapareceu quatro dias depois afirmando ter sido sequestrada, entrado em trabalho de parto no cativeiro, de onde o bebê havia sido levado, e abandonada em um canavial. Supostas mensagens dos sequestradores foram enviadas para o marido. Após uma bateria de exames, no entanto, ficou comprovado que a mulher não esteve grávida nos meses anteriores. Diante dos resultados, Geilsa admitiu as mentiras, revelando que havia realmente ficado grávida em dezembro do ano passado, mas sofreu um aborto espontâneo e, por medo de ser rejeitada pelo marido, continuou com a "gravidez". Dias antes de "dar à luz", porém, saiu de casa sem saber o que fazer e ficou vagando pelas ruas até voltar contando a história sobre o sequestro. A delegada afirmou em entrevista que o caso poderia levar a jovem a ser indiciada por falsa comunicação de crime

  • iStock

    Sete anos de pensão por morte desfrutada em vida

    Em junho deste ano, uma mulher de 32 anos foi presa pela Polícia Federal acusada de forjar a própria morte oito anos antes. O objetivo era garantir que o "viúvo", de 47 anos, recebesse a pensão previdenciária. Ele, que sacou o dinheiro por sete anos, já havia sido preso, mas ela estava foragida havia um ano, quando foi encontrada na residência da mãe em Bom Jesus do Itabapoana, no Rio de Janeiro. De acordo com reportagem do "G1", ela foi indiciada por estelionato, falsidade ideológica, associação criminosa e uso de documento falso

  • Thinkstock

    Fugindo do marido com roteiro digno de cinema

    O "Diário Catarinense" divulgou uma história que surpreendeu o DEIC (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) em 2003. Tudo começou quando a mulher de um advogado usou a urina de uma amiga para garantir um teste de gravidez positivo e passou os meses seguintes engordando e faltando aos exames pré-natal marcados por se sentir muito mal nos dias em questão. Na véspera da cesariana, ela saiu de casa com o celular, a bolsa e a chapinha e desapareceu. Na sequência, "Jaqueline", uma amiga da mulher, entrou em contato com o marido por e-mail revelando que ela estava sendo mantida em cárcere privado por um ex-namorado, sendo agredida e vigiada por cães. O homem então entrou em contato com a polícia, que comparou as mensagens a uma carta da esposa, encontrando os mesmos erros de português, como, por exemplo, a palavra "serto". Ao rastrearem o computador usado para o envio dos e-mails, os investigadores descobriram que a própria mulher estava se passando pela "amiga", nunca esteve grávida e morava em um prostíbulo, após ter vivido com o ex-namorado por um tempo. O marido não só reatou o casamento, como, juntamente com a esposa, cogitou processar por danos morais o médico que atestou a gravidez

  • AP Photo/Michael Sohn

    Gringos achando que Brasil é bagunça

    Como não lembrar do caso dos quatro nadadores da equipe dos EUA que vieram ao Brasil para participar da Olimpíada, em 2016, e afirmaram terem sido vítimas de um assalto a mão armada, quando estavam em um táxi voltando para a Vila Olímpica, no Rio de Janeiro? As contradições nos depoimentos fizeram com que a Justiça mantivesse dois dos homens no Brasil para averiguações. O desenrolar das apurações mostrou que os atletas estariam bêbados quando desceram do táxi em um posto de gasolina na Barra da Tijuca para usar o banheiro. Eles depredaram o local, causaram danos no estabelecimento e se recusaram a pagar, entrando em uma briga com seguranças do posto. Após a confusão, eles arcaram com os prejuízos e foram embora, mas reportaram um crime que nunca aconteceu. Por meio de uma ordem judicial, a Polícia Federal tirou os nadadores Gunnar Bentze e Jack Conger do avião com destino aos EUA, impedindo-os de deixar o país. A falsa história ganhou proporções internacionais e gerou um desconforto diplomático, especialmente quando outro dos nadadores envolvidos, Ryan Lochte, queixou-se em entrevistas que estava sendo tratado como suspeito, quando, na verdade, era a vítima. Após a polícia afirmar que tanto ele quanto James Feigen seriam indiciados por falsa comunicação de crime, Lochte divulgou uma mensagem se desculpando: "Quero pedir desculpas pelo meu comportamento na semana passada, por não ter sido mais cuidadoso e sincero na forma como eu descrevi os eventos daquela manhã e por meu papel em tirar o foco de vários atletas [que estão] realizando seus sonhos em participar da Olimpíada. Eu esperei para dividir esses pensamentos até que houvesse uma confirmação de que a situação legal tinha sido resolvida e que estivesse claro que meus colegas de equipe chegariam em casa de forma segura", escreveu no Twitter

  • Jorge Araujo/Folhapress

    Grávida de Taubaté

    Impossível falar sobre mentiras que foram longe demais sem comentar o caso da pedagoga Maria Verônica Aparecida Santos, que, em janeiro de 2012, ganhou fama ao mostrar sua imensa barriga e declarar que esperava quadrigêmeos, exibindo imagens de ultrassom que pegou na internet. Depois de fazer Edu Guedes chorar de emoção, ela acabou sendo desmascarada por Chris Flores, que mostrou-se uma verdadeira Sherlock Holmes brasileira ao desconfiar e investigar a trama a fundo. Aos 25 anos, afirmando estar grávida de 35 semanas e com a cesariana marcada, a grávida de Taubaté teve sua história colocada em xeque quando um médico que a atendeu revelou, em entrevista, que a mulher nunca havia apresentado sinais de gravidez. Ela usava barriga falsa, enchimentos e enganou o próprio marido durante esse tempo, não deixando que ele a tocasse por estar com "estrias". Ao descobrir a verdade, o homem entrou em choque, revelou o advogado Marcos Antonio Leite em entrevista à "Veja". Arrependida, a então ex-grávida se prontificou a devolver as doações que recebeu. Em dezembro de 2014, um acordo entre promotoria, defesa e juiz resolveu extinguir a possibilidade de punição por estelionato

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