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Trajetória de tirar o fôlego: Jane Fonda em 16 fatos impressionantes

Colaboração para o BOL

21/12/2018 08h00

Jane Fonda completa 81 anos nesta sexta-feira (21/12/2018). Com uma vida cheia de reviravoltas, ela conviveu com uma mãe bipolar - que cortou a própria garganta quando a atriz tinha 12 anos -, desenvolveu distúrbios alimentares por causa do pai - que a achava gorda -, virou alvo de seus compatriotas depois de se posicionar contra a Guerra do Vietnã e resolveu fazer aulas de interpretação mesmo depois de ter faturado dois Oscars. Não para por aí. Confira o que mais já aconteceu na vida da atriz.

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  • Emma McIntyre/Getty Images

    Mãe suicida

    Jane é filha do ator Henry Fonda com a socialite Frances Seymour Brokaw. Bipolar e vivendo um momento delicado, a mãe da atriz foi internada em uma instituição, mas liberada para passar o aniversário em casa, onde usou uma navalha para cortar a própria garganta quando Jane tinha 12 anos. "Minha mãe era uma mulher muito complicada. Uma mulher muito, muito linda. Mas ela sempre parecia doente. Acho que meu pai não era a pessoa com quem ela deveria ter casado. Ele não foi gentil com ela. Meu pai foi à Broadway e então nos mudamos para Connecticut. Era ali que a saúde mental dela começou a se deteriorar. Eu não sabia disso na época, mas a irmã do gerente de palco era sete anos mais velha do que eu e meu pai havia se apaixonado por ela. [...] Foi uma época difícil para minha mãe. Lembro-me de estar sentada à mesa de jantar e havia lágrimas escorrendo pelo rosto da minha mãe. Minha avó e meu irmão estavam lá. Então, lembro-me de uma tarde em que ela foi levada para um hospital", revelou ao documentário da HBO, "Jane Fonda In Five Facts". "Se você tem uma mãe ou um pai que não é capaz de ser presente, não é capaz de olhar para você com amor, há um grande impacto em sua percepção de si mesma. Quando criança, você sempre acha que é sua culpa... por que a criança não pode culpar o adulto, porque eles dependem do adulto para sobreviver. Demora muito para superar essa culpa", contou. O pai da artista optou por dizer para ela e o irmão que a mãe havia morrido vítima de um ataque cardíaco, mas ela acabou descobrindo a verdade ao ler uma revista. Apenas anos depois, quando resolveu encarar o caso e investigar a vida da mãe mais a fundo, Jane teve acessos aos registros médicos e descobriu que a mãe tinha bipolaridade, razão que ela atribui para, de fato, nunca ter conhecido a genitora de verdade

  • Divulgação/MGM

    O pai e os distúrbios alimentares

    A morte da mãe ocasionou um abismo emocional entre Jane e seu pai, Henry Fonda. "Papai deu a notícia, depois voltou para Nova York e fez sua peça. Esse era meu pai", relembrou no documentário da HBO, "Jane Fonda In Five Facts". Depois, ela desenvolveu problemas de saúde, como anorexia e bulimia: "As mães costumam ser culpadas por isso, mas para mim meu pai era o culpado. Eu o deixei envergonhado. Ele achava que eu era gorda. Eu sabia que ele não me queria por perto porque eu o envergonhava. Ele disse isso às pessoas. Eu ouvi meu pai dizer coisas sobre meu corpo que ferrou minha vida desde então. E a propósito, a maioria de suas esposas sofria de distúrbios alimentares, inclusive minha mãe"

  • Divulgação/ABC Pictures

    Abusos sexuais

    Além da morte da mãe e do relacionamento conturbado com o pai, Jane Fonda enfrentou outros traumas na juventude. "Fui estuprada e abusada sexualmente quando era criança. Também já fui despedida por não ter dormido com meu chefe. Sempre pensei que tudo isso fosse minha culpa, que isso acontecia porque eu não tinha falado ou feito alguma coisa certa", contou à revista The EDIT em 2017. Em 2014, ela já havia aberto o jogo sobre a própria mãe, confidenciando que Frances Seymour Brokaw também havia sido vítima de abusos sexuais e, por isso, se suicidado. "Naquele momento [quando descobriu o que tinha acontecido com a mãe] soube os motivos da promiscuidade, das cirurgias plásticas intermináveis, da culpa e da sua incapacidade de amar ou de ter intimidade. Naquele momento a perdoei e me perdoei"

  • Divulgação/Metro-Goldwin-Mayer Studios

    Carreira após demissão

    Segundo afirmou durante a divulgação do filme "Nossas Noites", Jane Fonda só entrou na carreira artística depois de ter sido demitida do emprego que tinha, como secretária. "E como costuma acontecer com os filhos dos atores, sempre acabamos caindo no curral", justificou, revelando que precisava ter seu ganha pão

  • Divulgação

    Sucesso

    Jane Fonda passou a estudar interpretação aos 17 anos, mas apareceu pela primeira vez em um filme aos 23. Ela foi conquistando seu espaço como namoradinha da América em filmes como "Até Os Fortes Vacilam", "Dívida de Sangue", "Descalços no Palco", contudo o sucesso internacional veio mesmo com a personagem que era uma agente espacial. Na época em que era casada com o diretor Roger Vadim, ele a lançou como a estrela do filme "Barbarella" (1968 - foto), que a alçou como sex symbol

  • AP/Nihon Denpa News

    Hanoi Jane

    No início da década de 1970, Jane mostrou que era mais que um rostinho bonito. Engajada politicamente, ela passou a militar contra a Guerra do Vietnã e, em 1972, foi convidada para visitar o Vietnã do Norte. Depois de ver de perto os horrores dos bombardeios feitos pelos EUA, fez alguns pronunciamentos na rádio Voz do Vietnã, instrumento de propaganda dos rivais dos norte-americanos. Ela, então, pedia para os pilotos dos EUA pararem com ataques. Ela acabou ganhando o apelido de Hanoi Jane em referência à narradora vietnamita, Trinh Thi Ngo, que ficou conhecida entre os soldados como Hanoi Hannah. A situação causou muita polêmica e uma organização de veteranos de guerra chegou a aprovar uma resolução pedindo que a atriz fosse processada como traidora da nação. Em 1973, o estado de Maryland realizou uma audiência para exigir que todos os filmes com Jane fossem excluídos da região. Até hoje ela desperta ressentimentos em alguns compatriotas, que não entendem seu posicionamento contra a guerra na qual os EUA resolveu intervir. Ao se casar com o senador Tom Hayden, na década de 1970, ela ainda passou a fazer campanha abertamente em prol dos nativos americanos, mulheres e também dos panteras negras, segundo ela trata-se da "vanguarda revolucionária norte-americana": "Devemos apoiá-los com amor, dinheiro, propaganda e riscos"

  • Universal/Photofest

    Oscar antes do pai

    Enquanto atuava fora das telas, como militante política, Jane teve tempo de apresentar interpretações memoráveis, que lhe renderam premiações. Em 1972, ganhou o seu primeiro Oscar com o papel de uma prostituta em "Klute, O Passado Condena". Novamente, em 1979, ela levou a estatueta para casa vivendo o papel da mulher de um fuzileiro que se apaixona por um sargento que voltou paraplégico da guerra, em "Amargo Regresso". Em 1981, ela atuou no filme "Num Lago Dourado", ao lado do pai (foto), que, por essa atuação, finalmente, recebeu um Oscar. Para Henry Fonda, era um grande motivo de implicância o fato de a filha ter sido reconhecida com o prêmio antes dele

  • Reprodução/Paul Popper/Today

    Aeróbica

    No início da década de 1980, Jane obteve enorme sucesso com vídeos e livros de aeróbica e, até hoje, é um ícone com relação ao assunto. Na época, o trabalho teve enorme aceitação, especialmente entre o público feminino. Na década seguinte, casou-se com o magnata Ted Turner e optou por ficar longe dos holofotes. Esse distanciamento durou cerca de 15 anos

  • Divulgação

    Único medo

    Os dramas familiares deixaram reflexos na vida sentimental de Jane. Apesar de ter se casado três vezes (com Roger Vadim, Tom Hayden e Ted Turner) e ter tido alguns namorados ao longo dos anos - como Richardo Perry, por exemplo -, confessou ao El País o seu único medo na vida: "A intimidade emocional"

  • Getty Images

    Plásticas e abusos

    Em maio deste ano, ao falar com jornal britânico The Observer, Jane Fonda fez uma relação entre cirurgias plásticas e abusos sexuais. Segundo ela, isso seria um sintoma do fenômeno que psiquiatras e psicólogos descrevem como "despersonalização" - em que uma pessoa experimenta sensações dissociativas e pode, até mesmo, não se identificar com o próprio corpo ou com a própria vida - algo pelo qual a própria atriz garante ter passado. "Sempre que eu vejo o rosto de uma mulher que fez de si mesma uma máscara, eu penso e me pergunto... Me sinto muito triste ao ver que tantas garotas são abusadas ao redor do mundo e os homens não entendem o que isso faz com elas. Não é algo que acontece superficialmente, pode mudar a vida de uma pessoa", refletiu. Ela ainda complementou o pensamento com um conselho: "Você tem que ser muito determinada para voltar à própria pele, mas pode ser feito". No Brasil, em 2012, para participar do Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, ela ainda opinou sobre as intervenções estéticas no país: "As mulheres daqui exageram demais"

  • Reprodução/Getty Images

    Arrependimento

    Jane Fonda já falou em algumas entrevistas sobre os procedimentos estéticos aos quais recorreu. Entre suas escolhas de mudança estão implantes de silicone - que removeu posteriormente, dentes - que arrumou por cerca de R$ 90 mil reais, pescoço e ainda as bolsas debaixo dos olhos - que foram retiradas. Segundo afirmou ao The Observer, somente aos 62 anos, Fonda se sentiu confortável na própria pele. "Me sinto feliz por estar bonita na minha idade, mas eu fiz plásticas. Não posso mentir. "Eu odeio o fato de que tive que me transformar fisicamente para me sentir melhor comigo. Não queria que fosse assim. Eu amo rostos mais velhos, vividos. Queria ter sido mais forte, mas essa sou eu", contou no documentário da HBO, "Jane Fonda In Five Facts"

  • Divulgação

    Beleza é atitude

    "Mantenha-se curiosa pela vida. Se não há curiosidade ou luz nos seus olhos também não haverá beleza. Se você não sorri com os olhos, sua beleza de nada valerá. Mais importante do que ter beleza é ter atitude e aprender a perdoar. Perdoar a você mesma, sempre, e perdoar os outros também", aconselhou Jane Fonda ao participar do Fórum da Longevidade Bradesco Seguros em 2012

  • Frazer Harrison/Getty Images

    Vida sexual

    Em agosto deste ano, Jane Fonda resolveu dar alguns conselhos sobre intimidade na estreia do longa "Clube do Livro" em Sydney, na Austrália. Segundo ela, o sexo melhora com a idade: "Para as mulheres, fica melhor porque entendemos mais os corpos. "Sabemos o que precisamos e sabemos do que gostamos e temos menos medo de pedir por isso", disse, reforçando que o envelhecimento proporciona mais confiança. "Uso testosterona em gel, esfrego nas coxas. Uma mulher que está em um relacionamento precisa manter a libido", contou ainda a atriz no Fórum da Longevidade Bradesco Seguros em 2012

  • Divulgação/Netflix

    Aulas de interpretação

    "A Jane Fonda vê a Jane Fonda de forma diferente do resto de nós", conta Lily Tomlin (dir.), colega de elenco da atriz na série "Grace and Frankie", em entrevista concedida ao lado da artista para o Diário de Notícias. Na ocasião, Jane, que começou a carreira na década de 1960, revelou que fez aulas de interpretação para o seriado. "Sou muito insegura em relação a tudo. Não tinha a certeza de que as piadas eram engraçadas e as partes sérias iam funcionar. É difícil ser a pessoa mais certinha, senti-me verdadeiramente enfadonha. Contratei uma professora de interpretação, tal era a extensão da minha insegurança. Ocorreu-me que precisava de afinar o meu instrumento, que estava enferrujada. Também nunca achei que fosse boa, e acredito piamente que se pode sempre fazer melhor", contou a atriz. Na imagem, ela aparece ao lado da outra protagonista, Lily Tomlin

  • Getty Images

    Uma semana de festas e muito posicionamento político

    Em 2017, Jane optou por celebrar o seu aniversário com oito dias de festa, um para cada década vivida. O objetivo foi arrecadar dinheiro para a organização que a atriz fundou, em 1995, que busca oferecer educação sexual aos jovens e ajudar a evitar a gravidez na adolescência. No ano anterior, a artista havia comemorado o seu grande dia protestando em Dakota, nos EUA, contra um oleoduto. Este ano, ela já começou participando da marcha das mulheres, contra as políticas de Donald Trump em seu país

  • Romain Lafabregue/AFP

    Reflexões sobre o passado

    "Não voltaria à minha juventude nem por todo o dinheiro do mundo", confessou a atriz em dezembro de 2017, durante a divulgação do filme "Nossas Noites"

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