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Tim-tim, um brinde para ele! Conheça Mano Brown em dez fatos

Reprodução/Instagram @manobrown10
Imagem: Reprodução/Instagram @manobrown10

Colaboração para o BOL

2019-04-22T08:00:00

22/04/2019 08h00


"Um exemplo de vitórias, trajetos e glórias": assim podemos definir Pedro Paulo Soares, que você provavelmente conhece como Mano Brown. Nesta segunda-feira (22/4/2019), o músico completa 49 anos de idade e carrega em sua biografia fatos interessantes, como ter se casado com a prima do amigo de banda e ter colocado o nome dos dois filhos para homenagear um cantor famoso. Conheça mais sobre o rapper que tem letras engajadas na ponta do lápis e da língua.

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    Pedro Paulo

    Pedro Paulo Soares cresceu na região do Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo. Ganhou o apelido pelo qual se tornou conhecido no Brasil todo em 1986, quando participava de rodas de samba tocando repique de mão. Na época, suas batidas eram inspiradas no funk norte-americano

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    Dona Ana

    Filho de pai branco e mãe negra, Mano Brown homenageou Dona Ana, sua genitora, em diversas letras que compôs. A inspiração ganhou fama entre os fãs dos Racionais, que, assim como o filho, se despediram da matriarca em 2016, quando morreu aos 85 anos. Como lembranças ficaram as letras de canções como "Negro Drama" ("Aí, Dona Ana, sem palavra. A senhora é uma rainha") e "Jesus Chorou" ("E a minha mãe diz: 'Paulo, acorda! Pensa no futuro, que isso é ilusão, os próprio preto não tá nem aí com isso, não. Ó o tanto que eu sofri, o que eu sou, o que eu fui. A inveja mata um, tem muita gente ruim")

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    Metrô São Bento

    Aos 17 anos, Mano Brown escreveu a primeira letra, era a música "Terror da Vizinhança". Na mesma época, passou a frequentar a região do Metrô São Bento, em São Paulo, onde uma média de 30 a 40 pessoas se reuniam para alimentar o estilo musical em ascensão na cidade, o rap nacional. Brown então formou a dupla BB Boys com o amigo de infância Paulo Eduardo Salvador, o Ice Blue. Juntos, eles começaram a participar de eventos e concursos com suas letras que abordavam a violência na periferia

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    Discurso engajado

    Inspirado pelo rapper Thaíde, que conquistou o espaço necessário para cantar suas letras com críticas sociais na TV, Mano Brown passou a investir em um discurso cada vez mais engajado. Escrever não era simples. "Dentro da minha obra, fui vendo que tinha que melhorar pra entrar no coração das pessoas, não só no ouvido. Tinham músicas que não entravam no coração das pessoas. Os caras que eu queria que ouvissem minha música, não se comoviam com a violência que eu cantava. Eles já conheciam isso, os caras se comoviam com outra coisa", explicou em entrevista à Rede Brasil Atual. Assim, ele passava dias, semanas e até um mês para deixar uma composição do jeito que desejava. Segundo o músico, calhou de o viés político das letras coincidir com o fim da ditadura e a abertura democrática em 1985

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    Racionais MCs

    No fim dos anos 1980, no Clube do Rap, os dois MCs, Mano Brown e Ice Blue, conheceram a dupla de DJs Edi Night e KL Night, que se tornaram os parceiros Edi Rock e KL Jay. Nos primeiros anos de carreira, defendia a atitude radical do grupo de se apresentar apenas para o público da periferia e se recusar a conceder entrevistas para a grande mídia. A partir dos anos 2000, começou a abrir exceções a alguns veículos

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    Sobrevivente

    O álbum "Sobrevivendo no Inferno", lançado pelos Racionais em 1997, tornou-se um marco na história da música brasileira. Em 2015, o então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, presenteou o papa Francisco com o álbum, que já foi eleito como o 14º melhor disco brasileiro pela revista Rolling Stone. Em 2018, a obra foi incluída como leitura obrigatória no vestibular da Unicamp a partir de 2020. Ao falar sobre o trabalho em entrevista à Rede Brasil Atual, Brown pontuou: "Quando falei de mim, acabei falando de milhões de pessoas, mas falei de mim. Quando terminava de cantar, era pesado. Da forma como o disco terminava, parecia que a solução era todo mundo se matar. Aquele disco era uma coisa que não tinha solução. Foi um disco de trevas, um exorcismo. Aconteceu de tudo na nossa vida. No fim, sobrevivemos ao disco 'Sobrevivendo no inferno'"

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    Outras empreitadas

    Mano Brown também se destacou como produtor em discos como "Provérbios 13" (2000), do grupo 509-E, e "Supernova Samba Funk" (2011), da Banda Black Rio. Em 2009, ele foi o responsável por criar o coletivo Big Ben Bang Johnson junto com outros artistas. Além disso, compôs a música "Mil Faces De Um Homem Leal" para o documentário sobre o guerrilheiro Carlos Marighella, do diretor Silvio Tendler

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    Carreira solo

    Em 2016, Brown lançou o primeiro álbum solo, "Boogie Naipe", que é o resultado de anos de composições com artistas parceiros em uma "pegada mais romântica". "O meu sonho era um sonho funk, era tocar saxofone... Eu precisava que as pessoas entendessem que não era Racionais, mas Racionais veio daqui. Não haveria Racionais sem isso daqui", justificou o músico ao site Rede Brasil Atual ao explicar que, inicialmente, o trabalho não foi bem recebido pelos fãs mais antigos

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    Ídolo

    Mano Brown não esconde ser fã de Jorge Ben Jor. Tanto que seus dois filhos receberam nomes em homenagem ao músico: Kaire Jorge (à direita) e Domênica (à esquerda, cujo nome é uma referência à música "Domenica Domingava Num Domingo Linda Toda de Branco", gravada pelo artista em 1970). Além disso, diversos versos de Jorge Ben são extraídos e reeditados em faixas compostas por Mano, como no refrão de "Fim de Semana no Parque". A admiração parece ser recíproca, uma vez que o cantor participou do primeiro DVD do grupo, "Mil Tretas, Mil Trutas"

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    Prima do amigo

    Mano Brown é casado com a advogada Eliane Dias (segunda à esquerda - ao lado dos filhos e do esposo) há mais de 25 anos, e ela falou sobre o relacionamento em conversa com a Marie Claire. "Quando comecei a namorar o Pedro Paulo, tínhamos 18 anos e ele não era cantor. Quando entrou para a música, oito anos depois, achei ótimo, mas o universo não me seduzia. Era um mundo machista, não queria aquilo para mim", relatou. Sobre o dia em que conheceu o marido, ela disse: "Eu era modelo na época. Um dia, estava voltando de um desfile, linda, vestida de pantalona e top branco, salto alto, quando encontrei meu primo, Ice Blue [dos Racionais], no ônibus. Ele, que adora andar com mulher bonita, me convidou para ir à casa de uns amigos. O Pedro Paulo estava lá e ficou atrás de mim. Achava ele um moleque chato. Feio, feio... Um dia, fomos todos a um casamento. Estava conversando com um cara, que me deu seu número de telefone. O Pedro Paulo viu, chegou, rasgou o papel e saiu me arrastando pela mão. Me colocou nas costas e disse: 'Só vou tirar você daí quando falar comigo'. Bicho grosso [risos]. Namoramos por muitos anos, eu tinha minha vida e ele a dele, até que fizemos uma união estável. Demorei oito anos para ter filho porque queria ter condições para isso"

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