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Quer um SUV compacto turbo? Veja as opções do mercado brasileiro

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Não é só emblema: força do turbo move melhor carroceria pesada do SUV, mantendo baixo consumo Imagem: Divulgação
do UOL

Do UOL, em São Paulo (SP)

2019-05-30T10:40:37

30/05/2019 10h40

Já faz seis anos (e contando) que o segmento de SUVs (utilitários esportivos) deixou de ser apenas um nicho para ser a febre do mercado automotivo global, Brasil incluído na conta. Por aqui, porém, não apenas vende e cresce demais, como aniquila outros segmentos -- reduziu a venda de hatches e sedãs compactos, anulou a entrega de hatches médios e de peruas, desbastou a entrega de sedãs médios que não sejam o Corolla (só porque a Toyota não tem um SUV compacto para chamar de seu).

Grande problema, porém, é que SUVs compactos -- cujos preços flutuam da casa dos R$ 70 mil até (pasme) R$ 140 mil -- são feitos nas bases de modelos pequenos. Assim, mesmo que tenham bom espaço lateral e para cabeça e até que ofereçam um porta-malas razoável e grande pacote de eletrônica, acabam andando mal. São, na maioria, ruins de curva e molões em desempenho.

Mas isso muda de figura com as configurações turbo, que finalmente passam a se tornar amplas em gamas de diferentes marcas. Algumas apostam na linha toda (da veterana General Motors à "novata" Volkswagen), outros arriscam apenas uma versão "matadora" (como a caríssima e muito completa Touring, do Honda HR-V). Além do motor mais forte e eficiente (ou seja, anda bem e gasta pouco), temos também câmbios mais inteligentes e rápidos e tração mais bem colocada sobre as rodas -- há até versões com tração integral, ainda que raras.

Para formar uma lista das opções no mercado, UOL Carros fez uma "nota de corte": nada de modelos de marcas premium, que desbalanceiam a relação espaço/preço, justamente porque usamos o entre-eixos de 2,70 m como limitador do que é um SUV compacto. Assim você não verá o onipresente Jeep Compass por aqui, bem como seus rivais diretos -- eles são médios-compactos. Mas isso também vale para anabolizados, como o Kia Sportage da atual geração. E a ordenação segue o ranking oficial de vendas da Fenabrave para cada modelo. Avisos feitos, vamos à relação.

Motor reforçado

  • Jeep Renegade

    Versões com turbo (diesel): R$ 127.990 (Longitude AT 2.0 Turbodiesel) e R$ 139.990 (Trailhawk AT 2.0 Turbodiesel). Motorização: 2 litros, diesel, injeção direta, 170 cv, 35,7 kgfm, câmbio 9AT. Dimensões: 4,23 m de comprimento, 2,57 m de entre-eixos, 260 (Trailhawk)/320 litros de porta-malas. Prós: De toda a lista, é o único realmente capaz de encarar off-road pesado na versão Trailhawk, não apenas com tração dedicada nas quatro e modos de direção, mas preparação de carroceria e maior elevação do solo. Isso sem contar a força extra do motor a diesel, sobretudo em baixas rotações e o câmbio mais avançado do segmento. Tem também interior bom com espaço lateral e para cabeça e acabamento suave em boa parte do painel. Por ser o mais vendido no momento, deve ter boa liquidez. Contras: IPVA revisão e seguros mais caros que a média e acima dos R$ 5 mil para cada serviço, por conta da motorização diferenciada. Também tem porta-malas reduzido e visual que é o mais original, mas atua como "ame ou odeie". Leia mais

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    Honda HR-V

    Versões com turbo: R$ 139.900 (Touring). Motorização: 1,5 litro, gasolina, injeção direta, 173 cv, 22,4 kgfm, câmbio CVT. Dimensões: 4,32 m de comprimento, 2,61 m de entre-eixos, 393 litros de porta-malas (reduzido na versão). Prós: Queridinho do mercado, tem a menor desvalorização do segmento disparado. Mas isso vale para as versões FlexOne -- o turbo ainda é uma incógnita. Sem se destacar amplamente em algum item, o HR-V sempre agradou por fazer tudo de forma comedida, mas bem. Esta nova configuração, porém, tem acabamento ímpar, difícil de igualar no segmento, com faróis Full LED, interior 90% suave ao toque, sistemas de assistência ao condutor e ótimo grau de segurança ativa e passiva, além da boa visibilidade. Ótimo espaço lateral e para cabeça. O pós-venda é um dos melhores, senão o melhor do segmento. Contras: Porta-malas 40 litros menor que os das demais versões. Motor é apenas a gasolina, o que pode afetar o mercado de pós-venda. E, claro, o preço demasiadamente elevado, que tenta se justificar pelo nível de equipamentos -- custa o mesmo do Renegade Trailhawk, mas não encara lama. Ou o mesmo de modelos compacto-médios, sem oferecer o mesmo espaço total intenro. Com isso, seguro e valor de revisões também pesam. Leia mais

  • Divulgação

    Chevrolet Tracker

    Versões com turbo (todas): R$ 92.590 (LT), R$ 104.290 (Premier) e R$ 106.290 (Midnight). Motorização: 1,4 litro, flex, injeção direta, 153 cv, 24,5 kgfm, câmbio 6AT. Dimensões: 4,25 m de comprimento, 2,55 m de entre-eixos, 306 litros de porta-malas. Prós: É apertado frente a rivais, mas um dos mais bem acabados do segmento, com escolhas muito interessantes de revestimento. O visual da edição Midnight é primoroso para a proposta. E o trem-de-força roda muito, muito suave. Contras: Envelhecido, vai mudar até a próxima temporada -- se optar por ele, peça um generoso desconto no valor, que não é tão baixo. Também fique atento a custos de revisão e da cesta de peças, já que o carro vem do México e o novo terá componentes diferentes e será feito aqui no Brasil. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Citroën C4 Catcus

    Versões com turbo: R$ 95.990 (Shine 1.6 THP) e R$ 99.990 (Shine 1.6 Pack THP). Motorização: 1,6 litro, flex, injeção direta, 173 cv, 24,5 kgfm, câmbio 6AT. Dimensões: 4,17 m de comprimento, 2,60 m de entre-eixos, 320 litros de porta-malas. 1.214 kg Prós: Uma das gratas surpresas do segmento, é o carro mais interessante da Citroën no Brasil, atualmente. Não é muito espaçoso lateralmente, mas não leva ninguém espremido, apesar do porta-malas mais tímido. E é o que tem o melhor desempenho (7,2 s para o 0-100 km/h e máxima de 212 km/h). Ainda conta com boas tecnologias de assistência ao condutor e ótima segurança. Contras: Acabamento empobrecido desnecessariamente. Como era um hatch médio de origem, acaba tendo o texto baixo, o que incomoda em longas viagens (sendo que a Citroën tem histórico em carros amplos para cabeça e com boa visibilidade). A PSA faz um esforço brutal para melhorar pós-venda -- isso ainda influencia no valor de revenda e mesmo no trato em lojas -- portanto cobre atendimento se optar pelo modelo. Leia mais

  • Vitor Matsubara/UOL

    Peugeot 2008

    Versões com turbo: R$ 99.990 (Griffe Pack 1.6 THP). Motorização: 1,6 litro, flex, injeção direta, 173 cv, 24,5 kgfm, câmbio 6AT. Dimensões: 4,16 m de comprimento, 2,54 m de entre-eixos, 402 litros de porta-malas. Prós: Leve e rápido, é um dos melhores, junto ao "primo-irmão"C4 Cactus para quem gosta de desempenho (0-100 em 8,5 s e 203 km/h de máxima). Tem a melhor dirigibilidade do comparativo, graças à inovadora posição de dirigir. Também está com visual bastante atual na re-estilização e tem um belo teto solar que cobre toda a cabine. Contras: Apertado, teve uma leve revisão de porta-malas, mas ainda é pequeno. Também demorou a adotar o excelente motor turbo com câmbio automático. A PSA faz um esforço brutal para melhorar pós-venda -- isso ainda influencia no valor de revenda e mesmo no trato em lojas -- portanto cobre atendimento se optar pelo modelo. Leia mais

  • Volkswagen T-Cross

    Versões com turbo (todas): R$ 84.990 (200 TSI), R$ 94.990 (200 TSI Automatic), R$ 99.990 (Comfortline 200 TSI) e R$ 109.990 (Highline 250 TSI). Motorização: 1 litro, flex, injeção direta, 128 cv, 20,4 kgfm, câmbio 5MT ou 6AT; 1,4 litro, flex, injeção direta, 150 cv, 25,5 kgfm, câmbio 6AT. Dimensões: 4,20 m de comprimento, 2,65 m de entre-eixos, 373/420 litros de porta-malas. Prós: Coloca opção de motor turbo em todas as configurações, garantindo oferta a um dos valores de entrada mais interessantes. É um dos mais espaçosos neste comparativo, inclusive com expansão do porta-malas nas configurações de topo. E é o mais forte (força é torque, não se engane com a potência, que é elasticidade), apesar da propaganda da Honda apontar o contrário. Também tem plano de pós-venda agressivo, com três revisões grátis, cesta de peças com valor reduzido e ampla gama de assistência. Tem um dos interiores mais tecnológicos na versão mais completa e cara. É o mais seguro do segmento. Contras: Apesar do preço competitivo e do excelente pacote de segurança (que de fato são fundamentais), a versão de entrada vai deixar na mão quem preza pela aparência da cabine, que de fato é bem acabada, mas espartana demais. Isso tudo melhora nas outras configurações por conta dos apliques coloridos e da opção de telas digitais bem avançadas -- as melhores do segmento. Bancos também são desconfortáveis em longas viagens por serem curtos demais. Poderia ter freio de estacionamento elétrico. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Caoa Chery Tiggo 5X

    Versões com turbo (todas): R$ 86.990 (T) e R$ 96.990 (TXS). Motorização: 1,5 litro, flex, injeção multiponto, 150 cv, 21,4 kgfm, câmbio automatizado de dupla embreagem de 6 marchas. Dimensões: 4,33 m de comprimento, 2,63 m de entre-eixos, 340 litros de porta-malas. Prós: Do ponto de vista tecnológico, o conjunto mecânico é primoroso e promete boa dirigibilidade, com um motor ao mesmo tempo forte e econômico e câmbio que promete trocas velozes. Equipamento também é ponto alto, com controles de tração e estabilidade, chave inteligente, assistente de partida em rampas, sistema de monitoramento de pressão e temperatura dos pneu e chegando ao complemento de seis airbags e teto panorâmico na versão de topo. Preço abaixo de R$ 100 mil se reflete também em revisões e seguro moderados, algo bem interessante. Contras: Espaço limitado do porta-malas e rede ainda em expansão, apesar da grande melhoria com a associação da Caoa e Chery no Brasil. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Suzuki Vitara

    Versões com turbo: R$ 119.990 (4Sport) e R$ 126.990 (4Style). Motorização: 1,4 litro, gasolina, injeção direta, 146 cv, 23,5 kgfm, câmbio AT6. Dimensões: 4,17 m de comprimento, 2,50 m de entre-eixos, 375 litros de porta-malas. Prós: Essa geração do Vitara é "prima-irmã" de Peugeot 2008 por um lado (carroceria) e de Suzuki S-Cross por outro (parte da mecânica). Urbano, é bem acabado, com diferentes combinações de cores externas e internas, revestimento de couro e até Alcantara. Também é soberbo em segurança, com sete airbags, controle eletrônico de estabilidade, luz diurna em LED e assistentes de subida e descida em rampas. Contras: Valor de revisões é elevado e vai passar dos R$ 6 mil ao longo da vida útil. Seguro também costuma ser elevado. Além disso, não confunda com o Grand Vitara: o Vitara é contido no tamanho (sobretudo no espaço interno). Leia mais

  • Divulgação

    Suzuki S-Cross

    Versões com turbo (todas): R$ 112.990 (4Style 2WD), R$ 118.990 (4Style Allgrip) e R$ 131.990 (4Style-S). Motorização: 1,4 litro, gasolina, injeção direta, 146 cv, 23,5 kgfm, câmbio AT6. Dimensões: 4,30 m de comprimento, 2,60 m de entre-eixos, 440 litros de porta-malas. Prós: Toda a linha usa a boa combinação entre motor turbo e câmbio automático de seis marchas, então não tem como errar se a escolher o modelo. As versões intermediária e de topo ainda contam com tração integral, algo perfeito para a escapada aventureira de finais de semana, ou mesmo para encarar pistas escorregadias em momentos de chuva com maior segurança. Suspensões também são adequadas ao nosso solo ruim. Um detalhe que joga para os dois lados: o motor só a gasolina é bem econômico. Contras: não há opção flex, ainda bem apreciada no Brasil. Visual exterior não é atual, enquanto o interior abusa de plásticos duros e não tão bem acabados, mesmo que todas as versões custem mais de R$ 110 mil. E a central multimídia é confusa. Leia mais

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