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O ex-comunista que vê Óvnis: dez fatos sobre Carlos Vereza

Colaboração para o BOL

04/03/2019 08h00

Calos Vereza completa 80 anos nesta segunda-feira (4/3/2019). Com uma longa trajetória, o ator começou a carreira por acaso, foi comunista, hoje defende Bolsonaro, diz que espíritos dizem o seu nome e que já viu Óvnis mais de uma vez. Confira o que de mais polêmico o artista já fez ou disse ao longo da vida.
 

  • Fernando Maia/UOL

    Chegada ao mundo

    Filho do pintor de paredes Walter - que morreu quando o filho ainda era criança - e da enfermeira Ruth, Carlos Alberto Vereza de Almeida nasceu no subúrbio de Madureira, no Rio de Janeiro. Interessado pela carreira artística, tornou-se autodidata e, em 1959, estreou em um comercial na TV Tupi

  • Divulgação/TV Globo

    No lugar certo, na hora certa

    Certo dia, em 1959, Carlos Vereza saiu de casa dizendo para a mãe que ia trabalhar na TV Tupi. Foi para a porta da emissora a fim de que seu destino mudasse. E mudou. Ouviu um diretor reclamando da falta de um ator e, rapidamente, se ofereceu para o cargo. "Ele me mandou ir ao camarim botar um smoking", relembrou ao site Memória Globo. Foi assim que conseguiu o papel de figurante e acabou não saindo mais da televisão

  • Fernando Maia/UOL

    Carreira

    Carlos Vereza esteve em muitos trabalhos na TV, entre eles, "Falcão Negro", "Noite de Gala", "Um Gosto Amargo de Festa", "A Cafona", "Assim Na Terra Como no Céu", "O Cravo e A Rosa", "Kubanacan", "O Rei do Gado", "O Clone", "Sinhá Moça", "Velho Chico", entre outros. O ator também fez mais de 30 peças teatrais e escreveu algumas, inclusive "Transaminases", que satirizava a tortura, situação pela qual o ator passou duas vezes durante o regime militar. No cinema, foi bastante aclamado pela interpretação de Graciliano Ramos em "Memórias do Cárcere"

  • Ramón Vasconcelos/Globo

    Espiritismo

    Há quase 30 anos, Carlos Vereza tornou-se seguidor da doutrina espírita. Sua história com a religião começou depois que, em 1990, ele sofreu um acidente enquanto gravava "Delegacia de Mulheres". Uma grande quantidade de pólvora explodiu e ele acabou com a audição prejudicada. "Conheci o Espiritismo através da dor. Não era ateu, mas esse mundo espiritual era muito distante de mim. Fiquei três anos em depressão profunda, quase perdi a audição e não conseguia mais trabalho. A depressão é a morte em vida", revelou ele para a Te Contei, afirmando que foi uma tia quem o levou ao centro. Em conversa com o iG, ele ainda revelou que a situação pós acidente levou o seu casamento de 15 anos com a artista plástica Delma de Oliveira a chegar ao fim

  • João Cotta/TV Globo

    Médium intuitivo

    Em entrevista ao iG, Carlos Vereza contou que espíritos o chamam pelo nome, batem à sua porta, acendem e apagam a luz e até ligam o computador. "Todo mundo tem mediunidade, só que nem todos desenvolvem. Tem o vidente, o audiente (que ouve vozes de espíritos), o psicógrafo, o 'vista dupla' (que vê pessoas ao seu lado que você não enxerga)... Todos nós somos videntes. Dizem que sou médium intuitivo. Eu pressinto, mas não sou nenhum profeta", explicou ao iG

  • Fernando Maia/UOL

    Ex-comunista

    "Deixei de ser comunista quando a União Soviética invadiu a Hungria. Me tornei espírita quando me curaram, sem me cobrarem absolutamente nada. Ciência, filosofia e religião são o tripé do espiritismo, que foi decodificado por um cético chamado Alan Kardec. Os fenômenos paranormais existem desde que o mundo é mundo. A primeira psicografia do mundo foi a tábua dos Dez Mandamentos", contou o ator ao iG. Durante 20 anos, Carlos Vereza foi militante do Partido Comunista Brasileiro

  • Reprodução/Instagram @carlosvereza

    Fica Temer

    "Ficam querendo o Pequeno Príncipe para presidente da República. Você tem que transar no meio dos destroços, esse é o tipo de cultura política que a gente tem. Vou ser massacrado, mas vou dizer: a maioria do povo adotou um refrão, 'Fora Temer'. Esse refrão não apresenta uma consequência, e eu trabalho com o possível, estou vendo fatos: inflação caindo, juros caindo, investimento estrangeiro voltando, bolsa batendo recordes... só topo tirar o Temer se botar São Tomás de Aquino", analisou o ator em participação no "Conversa com Bial" em 2017. No mesmo papo, ele fez um panorama sobre a direita no país: "A direita brasileira corre o risco de achar que um candidato que seja um populista de direita, autoritário, possa resolver os problemas do país. Também não é verdade. Não é um Messias que vai salvar o país, ainda que tenha um discurso moralista, fundamentalista. Intervenção militar não é o caminho. É radicalismo, não tem nuances. Sem nuances a gente não vai caminhar"

  • Reprodução/Instagram @carlosvereza

    Opinião polêmica

    Ainda em entrevista a Pedro Bial, Carlos Vereza polemizou ao afirmar que os membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) são terroristas. Mas não parou por aí. "Estão radicalizando a tal ponto como se quisessem fabricar mais um cadáver, além da Marielle... Marielle é um cadáver fabricado por eles...", afirmou, definindo que "eles" seriam os representantes da "ideologia radical sectária da esquerda". "Eu tenho certeza, não tenho a menor dúvida, porque está havendo no Rio de Janeiro uma investigação [sobre a morte de Marielle] que já chegou a um ponto que, se eles mudarem a narrativa, vai ser uma decepção para muita gente. (...) Essa menina ou foi assassinada pela milícia ou foi assassinada por pessoas que aparentemente compactuam com a ideologia dela. Eles não acreditam em Deus, eles acham que as pessoas todas não passam de massas de manobras adaptáveis ou não aos seus objetivos", afirmou

  • Reprodução/Instagram @carlosvereza

    Discos voadores

    Em conversa com o iG, Carlos Vereza afirmou que ufologia e mediunidade têm relação. "Perguntei a um espírito qual é a diferença entre um alienígena e um espírito. Ele falou "nenhuma". Os extraterrestres do bem estão limpando a crosta terrestre das bombas atômicas que explodem no sul do oceano Pacífico. Depois reclamam que as placas tectônicas estão se batendo no fundo do mar", garantiu. "O grande avistamento foi em 1997. Eu, minha filha Larissa, minha amiga médium Márcia Zenkye, o marido dela Josué, que é comissário de bordo, estávamos na varanda do apartamento, quando vimos mais de dez discos passando bem próximo, em velocidade inacreditável. Demorou mais de três horas. Eles vinham e iam, como se mergulhassem no mar", contou o ator, dizendo que essa não foi a única vez em que viu Óvnis

  • Reprodução/TV UOL

    Patéticos e palhaçada

    O ator, que faz questão de se mostrar simpatizante a Bolsonaro, também faz questão de opinar sobre decisões políticas ligadas ou não ao governo. Em conversa com o jornal O Povo, ele confundiu orientação sexual com identidade de gênero, comparou Clodovil a Rogéria e afirmou: "Na minha época, você tinha um trans a cada 15 anos, agora a cada dia da semana todo mundo virou trans e vai para o Paraguai operar, aí depois se arrepende porque o DNA não muda, o DNA do trans é do gênero que ele nasceu". Depois que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, afirmou que meninos usam roupas azuis e meninas vestem rosa, o ator fez questão de chamar Renata Lo Prete e Jorge Pontual, que fizeram uma inversão de cores durante o Jornal da Globo, de "patéticos". "Babacas! Vocês fingiram que não entenderam que Damares referia-se à sinistra ideologia de gênero, sobre a qual vocês nunca demonstraram a menor preocupação, sem saber que esta 'teoria' poderia atingir seus filhotes. Continuem com seus ridículos protestos, enquanto é tempo, pois breve, tenho certeza, mudarão rapidinho de opinião!", disse

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