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Nova missão no planeta vermelho: conheça as viagens já feitas a Marte

Colaboração para o BOL

30/12/2018 14h00

Em 26 de novembro de 2018, a sonda InSight, enviada pela agência espacial americana, a Nasa, pousou no planeta Marte. Saiba um pouco mais sobre esta missão e outras já realizadas no planeta no Vermelho.


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  • Reprodução/Nasa

    InSight

    A sonda percorreu 548 milhões de quilômetros durante sete meses. A oitava sonda enviada pela Nasa tem a novidade de ser capaz de detectar terremotos, calor e vibrações sísmicas. Assim, a InSight vai explorar também o funcionamento interno do planeta vermelho. Ao todo, esta missão teve, até o momento, um custo de 993 milhões de dólares

  • Reprodução/Nasa

    Detalhes da viagem

    A sonda atravessou a camada da atmosfera de Marte a uma velocidade de 19.310 km/h e depois foi diminuindo a velocidade para pousar na superfície do planeta. O pouso, aliás, foi apelidado de "Seis minutos de terror", pelo fato da sonda ser freada, durante sua entrada pela própria atmosfera do planeta, o que dificulta o controle do pouso. Para manter tudo em ordem, paraquedas e retrofoguetes são acionados neste momento

  • Reprodução/Nasa

    Sem rodinhas

    Aliás, o momento do pouso era crucial nesta missão pelo fato da sonda InSight não possuir rodinhas e não poder se locomover pelo planeta. Assim, era imprescindível que ela pousasse dentro do limite de espaço planejado. Por ter levantado poeira ao pousar, a sonda não enviou imagens nítidas neste momento, e os cientistas só puderam ter certeza de que estava tudo bem oito minutos depois. Para explorar o planeta, a sonda realizará perfurações no solo a partir de um braço mecânico e com a capacidade de atingir cinco metros de profundidade. A foto mostra a primeira imagem enviada pela InSight aos cientistas da Nasa

  • Reprodução/Nasa

    Tudo certo!

    No mesmo dia do pouso, 26/11/2018, a sonda enviou imagens nítidas da superfície do planeta vermelho e alguns sinais que mostravam que os painéis solares estavam funcionando. Isto também é muito importante para o sucesso da missão: a sonda irá recarregar sua bateria através de energia solar

  • Reprodução/Nasa

    Checkup

    A Nasa apelidou a missão de um "checkup" de Marte. Já que a ideia é registrar a pulsação, temperatura e coletar imagens e informações sobre sua parte interna, como em um ultrassom. O objetivo é entender como o planeta evoluiu desde a formação do Sistema Solar

  • Reprodução/JPL-Nasa

    Primeiras sondas

    Durante os anos 1960 e 1964, diversas sondas foram enviadas para Marte pela extinta União Soviética (URSS) e pelos Estados Unidos, em uma verdadeira corrida espacial durante a Guerra Fria. Mas naquele período nenhuma conseguia atingir ou orbitar a superfície do planeta. Só em 1964 a sonda Mariner 4, enviada pelos EUA, obteve sucesso. Descobriu-se, então, que Marte não tinha uma civilização alienígena avançada, mas sim que a sua superfície era coberta de crateras e sua fina atmosfera era revestida por gás carbônico. A Mariner 4 conseguiu enviar 22 fotografias de Marte, mas, primeiramente em 1965 e depois definitivamente em 1967, a sonda perdeu o contato com a Terra, continuando em órbita pelo espaço

  • Reprodução/SpaceRef

    Muito antes

    A verdade é que os olhos se voltaram para Marte há muitos anos. Desde a Antiguidade, já que é possível enxergar o planeta a olho nu da Terra e pelo seu aspecto avermelhado, Marte já fazia parte dos estudos de alguns povos. Em 1877, alguns estudos-chave foram desenvolvidos, já que naquele ano o planeta estava numa posição mais próxima da Terra. Foi neste ano que o norte-americano Asaph Hall fez a descoberta de Fobos e Deimos, dois satélites naturais do planeta (assim como a Lua no planeta Terra). Foi também neste ano que o italiano Giovanni Schiaparelli cartografou a superfície de Marte, dando nomes para as principais regiões que são utilizados até hoje. Alguns nomes das regiões marcianas são: Syrtis Major, Noachis e Solis Lacus

  • Wikipédia

    Mariner 9

    Em 1971, os Estados Unidos enviaram a sonda Mariner 9, que realizou um trabalho bem detalhado sobre o planeta. Foram 7.329 fotos e a descoberta de canais, vulcões, vales, além de dados importantes sobre Marte e seus satélites Fobos e Deimos. Durante esta missão, a sonda passou por uma tempestade de areia e os cientistas aproveitaram a ocasião para estudar também este fenômeno

  • Reprodução/JPL-Nasa

    Viking

    Em 1976, as sondas Viking 1 e Viking 2, também da Nasa, conseguiram aterrissar na superfície marciana, enviando para a Terra a primeira fotografia do solo. Estas missões foram importantes por explorar e descartar a existência de uma civilização, até mesmo no nível de vida primitivo, no planeta. Apesar disso, até hoje há dúvidas quanto à existência de possíveis bactérias que possam existir em Marte

  • Reprodução/NASA Radioisotope Power Systems

    Mars Pathfinder

    Já em 1996, outra missão importante enviada pelos EUA foi a sonda Mars Pathfinder, cuja novidade estava em lançar pequenos veículos que caminhavam sobre a superfície de Marte, os chamados Sojourner. A missão foi um sucesso: conseguiu atingir 100% dos seus objetivos, como análises químicas da rocha e do clima, além de enviar milhares de imagens importantes para o estudo sobre o planeta

  • Reprodução/JPL-Nasa

    Curiosity

    Uma das últimas missões lançadas pela Nasa ao planeta vermelho, antes da InSight, foi a sonda Curiosity. Este é, na verdade, seu apelido, pois a sonda tem o nome de Sonda Mars Science Laboratory e foi lançada ao planeta em 2011, chegando na superfície marciana em 2012. A Curiosity é um grande veículo que vai explorar todo o planeta vermelho, fazendo longas jornadas de análises físico-químicas e coletando dados sobre Marte

  • Reprodução/DNA India

    Mars Orbiter Mission

    Apesar de aparentemente ter "ganhado" a corrida espacial, não são só os Estados Unidos que exploram Marte. A Índia também possui uma sonda em operação no planeta desde 2014. A Mars Orbiter Mission foi enviada em 2013, chegando quase um ano depois à atmosfera marciana, e sua missão é orbitar o planeta, coletando informações e enviando os dados para os pesquisadores aqui na Terra

  • Wikipédia

    Helicóptero de Marte

    A próxima missão em vista pela Nasa é a sonda Mars Helicopter, ou Helicóptero de Marte. A ideia é que o mini helicóptero chegue ao planeta em 2021 e será uma tentativa de pilotar uma aeronave em uma atmosfera bem diferente daquelas que temos aqui na Terra. Com a possibilidade de pilotar um helicóptero na atmosfera marciana, espera-se que se encontrem novos pontos de vista sobre o planeta

  • Reprodução/Film-grab

    Sem o homem

    Todas as missões já realizadas e até mesmo o projeto futuro da Nasa foram realizadas apenas por máquinas, sem a presença do homem. Por ser muito distante e pelo ecossistema expressivamente diferente da Terra, a viagem do homem a Marte traria muitos riscos, mas é considerada o próximo passo da exploração no planeta. Inclusive, está nos planos da Agência Espacial Europeia, dentro do seu Programa Aurora, lançar uma missão humana em Marte em 2030

  • Reprodução/Edgy Labs

    Sobre Marte

    A partir de todas as missões no planeta, foi possível descobrir que a sua cor avermelhada se dá pela concentração de óxido de ferro na sua superfície, fazendo com que a ferrugem se prolifere por rochas, solos e montanhas. Além disso, sabe-se que a atmosfera do planeta é cerca de 100 vezes menor que a da Terra, além de possuir uma alta radiação, o que dificultaria a vida humana por lá. Ainda em comparação com a Terra, há algumas semelhanças: o planeta também possui ciclos sazonais e estações climáticas durante o ano e períodos de rotação e proximidade com o Sol bem parecidos com os do nosso planeta. Por fim, uma última curiosidade: Marte tem apenas metade do tamanho do diâmetro da Terra

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