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Guerra dos Sexos, Vamp... Relembre as novelas dirigidas por Jorge Fernando

O diretor Jorge Fernando - Estevam Avellar/Globo
O diretor Jorge Fernando Imagem: Estevam Avellar/Globo
do UOL

Marcela Ribeiro

Do UOL, no Rio

28/10/2019 12h48

Ator, diretor, escritor e humorista, Jorge Fernando, morto ontem, aos 64 anos em decorrência de um ataque cardíaco, tinha o bom humor como uma de suas principais características. Ao longo dos seus mais de 40 anos na TV, dirigiu mais de 20 novelas, que marcaram gerações e tiveram o cômico como marca registrada.

Relembre as principais novelas dirigidas por Jorginho, como era carinhosamente chamado por amigos e colegas de profissão.

, em decorrência de um ataque cardíaco. A informação foi confirmada pela Globo e pelo hospital Copa Star. "O Hospital Copa Star informa que o paciente Jorge Fernando faleceu na noite deste domingo, após dar entrada no fim da tarde devido a uma parada cardíaca em decorrência de um aneurisma dissecante da aorta completa", informou o hospital em nota ao UOL.... - Veja mais em https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2019/10/28/amigos-e-colegas-lamentam-a-morte-do-diretor-jorge-fernando.htm?cmpid=copiaecola

  • Reprodução/Globo

    Guerra dos Sexos (1983)

    Escrita por Silvio de Abreu, a novela falava sobre a ascensão profissional da mulher. Em uma das cenas icônicas, Fernanda Montenegro e Paulo Autran, que interpretavam Charlô e Otávio, trocavam farpas e partiram para uma verdadeira guerra de comida. Irene Ravache e Tony Ramos repetiram a cena na segunda versão da novela, exibida em 2012 na Globo. "Tinha sequências inteiras em homenagens a filmes, festas, acontecimentos. Foi uma novela que marcou uma fase na televisão", disse Jorge Fernando.

  • Reprodução/Globo

    Cambalacho (1985)

    A novela de Silvio de Abreu contava a história de dois trambiqueiros: Leonarda Furtado (Fernanda Montenegro), a Naná, e seu compadre, Jerônimo Machado (Gianfrancesco Guarnieri), o Gegê. O autor também discutia o preconceito e os papéis de feminino e masculino dentro da socidade por meio de dois personagens: a mecânica Ana Machadão (Debora Bloch) e o bailarino Tiago (Edson Celulari), que formaram um casal. A novela popularizou a expressão "cambalacho" em todo o país.

  • Reprodução/Globo

    Brega & Chique (1987)

    A novela de Cassiano Gabus Mendes contava a história de Rafaela (Marília Pêra) e Rosemere (Gloria Menezes), que se tornavam amigas sem saber que eram casadas com o mesmo homem: o empresário paulista Herbert Alvaray (Jorge Dória). A trama sofria uma reviravolta quando Herbert, depois de ir à falência e fugir do país, voltava após uma cirurgia plástica com o nome de Cláudio Serra (Raul Cortez). Rafaela e Rosemere descobriam que eram casadas com a mesma pessoa e mais: que existia uma terceira mulher na vida de Herbert, Zilda (Nívea Maria), melhor amiga de Rafaela. Depois de muita confusão, toda verdade sobre Cláudio Serra era revelada. Ele morria dormindo, enquanto sonhava com sua verdadeira face. "Foi uma novela que me proporcionou arriscar muito", comentou Jorge Fernando. A abertura da novela também chamou bastante a atenção, pois mostrava um homem completamente pelado.

  • Reprodução/Globo

    Rainha da Sucata (1990)

    A emergente Maria do Carmo (Regina Duarte) era a protagonista da novela, escrita por Silvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando. Ela enriquecia com os negócios do pai, o vendedor de ferro-velho Onofre (Lima Duarte), mas seguia com seus hábitos simples do passado. Ela acabava perdendo tudo e voltava a vender sucata. Terminava a novela com seu grande amor, Edu (Tony Ramos), que confessava ser verdadeiramente apaixonado por ela.

  • Reprodução/Globo

    Vamp (1991)

    A cantora de rock Natasha (Claudia Ohana), vampira que se tornava famosa internacionalmente após um pacto com o líder dos vampiros, o conde Vladimir Polanski, Vlad (Ney Latorraca), chegava à fictícia Armação dos Anjos para tentar se livrar de sua maldição. Ela ia em busca da Cruz de São Sebastião, que estava escondida em algum lugar da cidade. Ameaçado, Vlad passava a perseguir a roqueira e a família de Jonas (Reginaldo Faria), deixando Armação repleta de vampiros. Jorge Fernando contou sobre a gravação de uma cena com Claudia Ohana dançando com músicas sacras em Veneza que terminou em confusão. "Eu botei no último volume, os pombos voavam, a Ohana dançando, de repente vejo que está chegando polícia. A música era proibida em todo o território italiano. A gente foi preso por causa dela."

  • Reprodução/Globo

    Vira Lata (1996)

    Stella (Glória Menezes), Helena (Andréa Beltrão) e Lênin (Humberto Martins) compunham o trio protagonista. A novela, escrita por Carlos Lombardi, falava de mães que abandonavam os filhos e de filhos que abandonavam os pais. Stella deixava os filhos pequenos em nome de um grande amor. Com a passagem dos anos, ela enfrentava uma crise no casamento e tentava se reaproximar dos três rapazes: Lênin, Fidel (Marcello Novaes) e Mussolini (Luciano Vianna).

  • Reprodução/Globo

    Ti-ti-ti (2010)

    Jorge Fernando dirigiu a segunda versão da novela e contou ao Vídeo Show detalhes dos bastidores das cenas. "Já entro no corredor olhando tudo e todos. São dezenas de cenas para gravar, umas tranquilas, outras nem tantos e algumas de arrancar os cabelos. Adoro gente olhando enquanto eu trabalho, é vitamina, só faz crescer a criatividade. Da técnica aos atores, sou eu que ligo todas as partes, a cena tem que dar o mais certo possível. Acompanho tudo de pertinho e se precisar, eu grito para a produção", disse o diretor

  • Divulgação/TV Globo

    Chocolate com Pimenta (2003)

    A comédia romântica, escrita por Walcyr Carrasco, era ambientada na década de 1920. Ana Francisca (Mariana Ximenes) era uma menina humilde, ingênua e romântica que, após perder o pai, ia morar em Ventura com uma parte da família que ela não conhecia. Considerada o "patinho feio", por conta dos seus vestidos pobres e penteados antiquados, a caipira chamava a atenção de Danilo (Murilo Benício), o rapaz mais bonito do colégio e a grande paixão da mimada Olga (Priscila Fantin), filha do delegado da cidade.

  • João Cotta/Globo

    Êta Mundo Bom (2016)

    A novela de Walcyr Carrasco resgatou o humor pastelão com a história de Candinho (Sergio Guizé), criado na Fazenda Dom Pedro II, no interior de São Paulo. O menino desconhecia a identidade dos pais e lidava com a indiferença de Cunegundes (Elizabeth Savalla), a matriarca da família. Encontrado dentro de um cesto por Manuela (Dhu Moraes), a empregada da fazenda, Candinho cresceu sob a proteção de Eponina (Rosi Campos), irmã de Quinzinho. "Cada ano que a gente faz um trabalho, a gente elege um gênero dramaturgico para homenagear. Esse é o caipirismo", explicou Jorge Fernando na época.

  • TV Globo/ Divulgação

    Verão 90 (2019)

    A novela das sete marcou a volta de Jorge Fernando ao trabalho após um período de pausa para se recuperar de um AVC. Ele estava empolgadíssimo com seu retorno ao trabalho. "Cada ator vem com um tom, tem uma harmonia na equipe. O elenco teve aula de lambada a James Brown, isso criou uma liga bem legal. Novelas são vivas, é um trabalho que não para. Eu sou workaholic", comentou. Ele ainda afirmou que, no período em que esteve internado, dedicou-se a assistir à televisão. "Nunca vi tanta TV como nessa época do hospital. E, igual a mim, tem milhares de pessoas passando por isso agora."

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