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Generoso e bom de copo: 13 fatos sobre Zeca Pagodinho

Colaboração para o BOL

04/02/2019 08h00

A trajetória de Zeca Pagodinho é tão interessante que já inspirou livro, musical e deve, inclusive, virar filme. O BOL separou alguns dos fatos mais interessantes sobre o músico, que completa 60 anos nesta segunda-feira (4/2/2019).

  • Reprodução/Instagram

    Roda de samba

    Jessé Gomes da Silva Filho, o Zeca Pagodinho, nasceu em Irajá, bairro do Rio de Janeiro, em 1959 e tornou-se o quarto de cinco filhos de Jessé e Irinéia. O interesse pela música veio cedo e o jovem Zeca passou a trocar a sala de aula pelas rodas-de-samba. Quando estava na então quarta série, o músico saiu da escola

  • Divulgação/Guto Costa

    Profissões paralelas

    Em paralelo à dedicação ao samba, Zeca ralou e muito em algumas outras profissões. Na década de 1970, ele fez de tudo, foi feirante, camelô, office-boy e até anotador de jogo do bicho. Dando sempre um jeito de estar envolvido com a música, o que, desde essa época, lhe rendeu boas amizades, como, por exemplo, Almir Guineto, Bira Presidente, Beto Sem Braço e Arlindo Cruz

  • Murilo Tinoco/Divulgação

    Gravação e parcerias

    A primeira música de Zeca a ser gravada foi "Amargura", em 1983. Nessa época, ele já havia se firmado como um versador de respeito e a canção entrou para o repertório do segundo disco do grupo Fundo de Quintal. Isso garantiu a proximidade de Pagodinho com ninguém menos que sua madrinha, Beth Carvalho. Ela gravou o primeiro sucesso do músico, "Camarão que Dorme a Onda Leva", a primeira de muitas parcerias entre os dois. Logo, Alcione também eternizou com sua voz a canção "Mutirão do Amor", parceria de Zeca com Sombrinha e Jorge Aragão

  • Divulgação/TV Globo

    Disco solo e mais

    Em 1986, veio o primeiro disco solo. Com sucessos como "Coração em Desalinho", "Quando Eu Contar (IáIá)", "Judia de Mim" e "Brincadeira tem Hora", ele emplacou a marca de um milhão de cópias vendidas. Os anos seguintes foram marcados por mais e mais gravações de Zeca, que, em 2002, levou o prêmio de "Melhor Álbum de Samba" no Grammy com "Deixa a Vida Me Levar"

  • Roberto Setton/UOL

    Desprevenido para a fama

    Apesar do desejo em seguir a carreira na música, Zeca Pagodinho acabou surpreso quando a fama bateu à sua porta. "Não estava preparado para aquilo, acordava e tinha gente da revista 'Amiga' na sala com máquina [fotográfica]. Eu me escondia no porão, no telhado e mandava dizer que não estava. Nunca fui preocupado com dinheiro. Saía do show, via um amigo e dava a bolsinha de dinheiro, falava: 'não sei quanto tem, me dá um pacotinho aí'", declarou em conversa com Pedro Bial

  • Faz o bem sem olhar a quem

    Em 2011, o cantor contou ao Extra que adotou "Baixinho", um morador de rua que considera como um filho. Inicialmente, o músico construiu um "quartinho com banheiro" para ele, mas depois passou a pagar uma casa para idosos, onde Baixinho passou a se hospedar. Em 2013, Zeca ganhou visibilidade ao ajudar os moradores das ruas de Xerém, no município de Duque de Caxias, vítimas das chuvas em região próxima a que ele vive há mais de 20 anos. Na ocasião, o músico não poupou esforços para percorrer as ruas amparando os necessitados e ainda aproveitou a oportunidade para criticar a ação dos políticos. O afilhado de Beth Carvalho também é conhecido por distribuir refeições para moradores de rua de Xerém e da Barra, além de distribuir ovos de Páscoa e presentes de Natal para as crianças. No dia de São Cosme e Damião é certo que Zeca estará pelas ruas distribuindo doces segundo manda a tradição

  • Reprodução/Instagram @lilypiquet

    Adeus ao filho

    Elias Gabriel da Silva (foto) morreu em 2015, aos 28 anos, devido a complicações pneumológicas. Zeca não chegou a ficar para o enterro do filho mais velho, pois passou mal. Apenas dois meses depois, foi a hora de dizer adeus ao pai, Jessé Gomes da Silva, de então 87 anos. "No início pensei em parar com tudo. É muita porrada pra um cara só. Mas, depois, vi que não dava para ficar em casa pensando em quem morreu e reclamando de dor na coluna", desabafou em entrevista à Gazeta do Povo

  • Reprodução/TV Globo

    Pagode X samba

    Em junho de 2017, Zeca Pagodinho perdeu a compostura no Altas Horas e deu uma resposta atravessada para um jovem da plateia que quis saber a diferença entre pagode, samba e partido-alto. "Que pergunta antiga", reagiu já sem paciência. "Olha, que tipo de samba você está falando? Tem samba-enredo, samba de partido-alto, samba de roda?", prosseguiu. "E qual a diferença?", continuou o rapaz. "Poxa, cara, é tão difícil de perceber? E tem que perguntar isso pra mim? Vai na avenida que você vai ver o samba-enredo, vai para o morro que você verá o partido-alto e vai para o pagode que você verá o samba de roda", rebateu Zeca. "Entendi. Então, a diferença está no local onde ficam as pessoas?!", ironizou o garoto. "Mas é claro. Não sou eu quem vai te ensinar isso, não", pontuou o músico. A reação dele deu o que falar no Twitter

  • Eduardo Martins/AgNews

    Irritado no Carnaval

    Outra polêmica protagonizada por Zeca Pagodinho aconteceu no Carnaval de 2018. Durante presença em um camarote no Anhembi, o músico teria se irritado com a insistência do então prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), para tirar uma foto com ele e topado apenas sob a condição de ter a presença do jogador Amaral ao lado deles. A situação virou um festival de memes em que o cantor aparece com cara de poucos amigos

  • Reprodução/Globo

    Amizade e dor

    Em dezembro de 2018, Zeca Pagodinho confidenciou, em entrevista ao Conversa Com Bial, que está sem ver o amigo Arlindo Cruz há um tempo (o músico sofreu um AVC em março de 2017). "Não tenho coragem [de visitá-lo], há um ano e oito meses não escuto a voz dele. Sonho com ele direto, mas não consigo. Aguardo a recuperação dele"

  • Marcelo de Jesus/UOL

    É melhor ser alegre que ser triste, já dizia o poeta

    Em conversa com Pedro Bial, Zeca Pagodinho contou o que o deixa para baixo: "Notícia ruim, criança na rua jogando bolinha, pedindo dinheiro no sinal... Isso é muito ruim, vejo como meu neto, minha neta. Um país tão rico, podia ter tanta coisa boa para todo mundo... Choro bastante, mas sozinho. Mas choro de alegria também, quando escuto música boa, que diz alguma coisa para a gente"

  • Reprodução/Twitter @darth_paulinho

    O louco dos bichos

    Zeca Pagodinho já ganhou bode em programa de TV e égua de presidente de escola de samba. Os "presentes" não foram à toa, uma vez que o cantor não esconde de ninguém seu amor pelos animais. Em 2009, em entrevista à revista TPM, ele revelou que não pode tomar umas no shopping que corre para o pet shop para comprar um cãozinho: "Fico com pena. Depois dou os cachorros para os outros. Não posso andar com dinheiro", confidenciou o músico, que já chegou a pagar R$ 3 mil em um cachorro

  • Roberto Setton/UOL

    Vai um copo, aí?

    Outra paixão que Zeca não esconde de ninguém é pela bebida. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o músico - que bebe todos os dias - revelou que, inclusive, dá preferência para empregar quem também gosta de beber. "Para alegrar. Para fazer companhia. A gente se entende melhor [com quem bebe], tem mais afinidade. Gosto de chamar os empregados para beber também. Gosto que os empregados bebam comigo, porque lá em casa só eu bebo uma cervejinha. Minha mulher não bebe. Meu sogro não bebe. Minha sogra não bebe. Beber sozinho não dá. Preciso de parceiros", contou

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