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15 fatos sobre dor crônica, mal que afeta mais de 60 milhões de brasileiros

Colaboração para o BOL

14/09/2018 14h00

Se você sente dor, saiba que não está sozinho. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 30% da população mundial padece com a dor crônica. No Brasil, estima-se que mais de 60 milhões de pessoas sofram com esse mal. Os números são alarmantes, e esse problema pode desencadear outras doenças físicas e emocionais. Mas o que é essa sensação? É considerada crônica a dor que tem duração superior a três meses. 


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    Cefaleia

    A mais popular das dores de cabeça, também conhecida como cefaleia diária, é persistente e permanece por pelo menos 15 dias ao mês. Uma das principais causas é o uso abusivo de analgésicos. Tomar dois comprimidos diariamente, duas vezes na semana, por cerca de três meses é o gatilho para transformar uma dor casual em crônica. Por isso é fundamental não se automedicar e procurar ajuda médica

  • Reprodução/wiseGEEK

    Dor crônica no idoso

    A dor em idosos é bastante comum. Pacientes com mais de 60 anos se queixam duas vezes mais de dor do que os mais jovens. As principais causas são relacionadas às doenças osteoarticulares degenerativas (osteoartrose), fraturas, doença vascular periférica, neuropatia diabética, síndrome dolorosa pós-AVC, reumatismo, neoplasias e desordens musculoesqueléticas. Os idosos podem relutar em expressar a dor por receio de parecerem frágeis e por relacionarem com a aproximação da morte. Como consequência desse comportamento surgem os quadros de depressão, ansiedade, isolamento social, comprometimento cognitivo e comportamental e perda de qualidade de vida. O diagnóstico é fundamental para o estabelecimento do tratamento adequado, que pode ser feito através de medicamentos e com auxílio psicológico

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    Dor em crianças

    A dor não escolhe idade, sexo ou raça. Antigamente, os próprios médicos acreditavam que as crianças não eram capazes de sentir dor, mas estudos recentes demonstram que, desde o nascimento, já temos o desenvolvimento neurológico suficiente para sentirmos dor, mesmo se prematuros. Existem algumas doenças de início na infância que causam dor como anemia falciforme, alguns tipos de câncer, doenças reumatológicas e cefaleias. Várias são as modalidades de tratamento na dor da criança, envolvendo sempre uma equipe multiprofissional com médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, entre outros, e existe uma gama enorme de medicamentos analgésicos que podem ser utilizados. Os responsáveis pelas crianças devem estar atentos a qualquer alteração de atividade ou queixa de dor. Nesses casos, é essencial procurar ajuda médica

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    Dor fantasma

    Como o nome sugere, essa é uma dor que atinge uma área do corpo que não existe mais, que foi retirada após uma cirurgia. São fatores predisponentes para a dor fantasma: dor prévia à amputação, tamanho da amputação (quanto maior a cirurgia, maior o risco de desenvolver a dor fantasma), depressão e idade avançada. Ocorre em 60% a 85% dos pacientes que sofreram amputação de membro, mas também pode aparecer em outras partes do corpo, como após retirada total de uma mama ou de um dente. A dor fantasma costuma surgir logo após a cirurgia, no entanto, pode aparecer depois de algum tempo. A reabilitação por meio de colocação de prótese tem efeito benéfico

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    Dor mista ou inespecífica

    Causada por componentes da dor neuropática ou por causas desconhecidas. Como exemplos, dor de cabeça, hérnia de disco, câncer, vasculite e oasteoartrose, que pode atingir locais como joelhos, coluna ou quadril. A determinação do tipo de dor é muito importante para o médico, pois ele irá escolher o melhor tratamento para cada pessoa. Para identificá-la, são necessários exames físicos e uma análise dos sintomas

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    Dor na cervical

    A dor na cervical é uma das doenças musculoesqueléticas mais comuns. Aparece, geralmente, após os 45 anos de idade, mas pode ocorrer em pessoas mais jovens. Os sintomas normalmente melhoram em poucos dias. No entanto, para alguns pode-se tornar um problema recorrente e repetir-se ciclicamente por meses e até anos, resultando em perda de função como redução dos movimentos, deformidades e, em casos mais extremos, fraqueza e perda da sensibilidade dos membros. A fisioterapia é indicada para ajudar a recuperar as funções mais rapidamente e ensinar novos hábitos para reduzir o risco de mais dor

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    Dor neuropática

    A dor neuropática normalmente evolui de forma crônica e progressiva. Pode ter diversas apresentações como choque, queimação, coceira e formigamento e pode ser desencadeada por um simples toque ou pela mudança climática. Não é raro ser acompanhada por alteração da coloração da pele, da sudorese e de alterações motoras. A dor neuropática pode ter várias causas, entre elas a dor ciática, neuralgia pós-herpética (que pode ocorrer após manifestação do vírus herpes zoster), neuropatia diabética dolorosa, neuralgia do trigêmeo, dor fantasma após amputação, dor central (após AVC), pós operatórias e também pode estar presente nas dores oncológicas. O tratamento deve ser multidisciplinar, envolvendo uma equipe médica especializada, exercícios físicos orientados, acompanhamento psicológico, terapia medicamentosa, intervenções minimamente invasivas e, também, procedimentos cirúrgicos

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    Dor no ombro

    As dores no ombro são queixas muito frequentes nas clínicas ortopédicas. Elas ocorrem em crianças, adultos e idosos, homens e mulheres, esportistas ou sedentários. São especialmente desagradáveis pois limitam movimentos simples como erguer e abaixar os braços e costumam piorar à noite, depois que a pessoa se deita. Na maioria das vezes, as dores no ombro são sintomas de lesões provocadas pela repetição de movimentos que machucam os tendões e por processos crônico-degenerativos que ocorrem depois dos 40 anos. O tratamento da dor no ombro evoluiu muito na última década, podendo ser clínico ou cirúrgico

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    Dor oncológica

    Muitas vezes, a pessoa descobre o câncer por causa do surgimento de alguma dor. Em outros casos, ela aparece durante o tratamento, após cirurgias, radioterapia ou quimioterapia. A dor oncológica é normalmente tratada com analgésico. É extremamente importante que o paciente mantenha seu médico informado durante o tratamento, para que o controle da dor seja eficaz. Embora o câncer apareça frequentemente associado à dor, ela pode - e deve - ser tratada

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    Dor orofacial

    Caracteriza-se por dores na cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Acomete homens, mulheres e crianças. Abrangem desde o aparecimento da primeira dentição no lactente, diferentes alterações dentárias (odontalgias), nas articulações temporomandibulares (ATM), algumas cefaleias, contraturas musculares, doenças sistêmicas e bruxismo. É fundamental fazer o diagnóstico correto da origem da dor. Na maioria das vezes, é necessária uma avaliação multiprofissional, envolvendo médicos especialistas em dor, dentistas, fisioterapeutas e neurologistas. Os tratamentos visam restabelecer a estrutura afetada com o uso de medicamentos analgésicos, terapias comportamentais, fisioterapias e, ainda, alguns procedimentos minimamente invasivos que bloqueiam a condução do estímulo doloroso

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    Dor pélvica crônica na mulher

    Aproximadamente 15% das mulheres em idade reprodutiva apresentam dor pélvica. Quem sofre com essa dor costuma procurar o ginecologista. Entre 10% e 15% das consultas desse especialista são devido à dor crônica. A maior parte é decorrente de endometriose ou outras causas ginecológicas. Seu caráter incessante leva à perda importante da qualidade de vida e provoca prejuízos emocionais e sociais significativos. Porém, quase 40% das laparoscopias para avaliação de dor pélvica não recebem diagnóstico específico. É um desafio identificar a origem da dor. O tratamento deve ser multidisciplinar, sendo indicados medidas farmacológicas, fisioterápicas, tratamento psicoterápico e procedimentos intervencionistas, dependendo de cada caso

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    Dor somática

    Essa é a dor que surge em decorrência de lesão ou inflamação dos tecidos da pele, o que é detectado pelos sensores do sistema nervoso como uma ameaça e persiste enquanto a causa não for tratada e resolvida. Entre as causas mais comuns destacam-se corte, pancada, queimaduras, fratura, tendinite e contraturas musculares. Existem dois tipos de dores somáticas: a superficial - quando há lesões nos tecidos superficiais, como na pele, sendo bem localizada e nítida - e a profunda, quando há lesões nos tecidos músculos esqueléticos, articulações e ligamentos. É reconhecida por ser maçante e bem localizada. Pode apresentar sintomas como inchaço, sangramento e cólicas. Os tratamentos tradicionais são feitos através de opiáceos, esteroides e anti-inflamatórios

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    Enxaqueca

    Caracterizada por uma dor de cabeça extremamente forte, que tem como principal sintoma o latejamento de uma parte da cabeça, a enxaqueca tende a piorar em períodos de estresse ou em fases de grandes mudanças. Pode causar dores incapacitantes e, em algumas pessoas, enjoo, tontura e náuseas

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    Fibromialgia, a doença do sexo feminino

    A fibromialgia é mais frequente no sexo feminino acometendo, em média, sete mulheres para cada homem. A doença se caracteriza por uma dor generalizada constante que atinge os quatro quadrantes do corpo, normalmente acompanhada de outros sintomas como distúrbios do sono, cansaço e problemas de memória. Alguns indivíduos com fibromialgia também podem apresentar depressão, dores de cabeça e síndrome do intestino irritável. O tratamento deve envolver uma equipe médica especializada e multidisciplinar, exercícios físicos orientados e acompanhamento psicológico para melhorar a qualidade de vida do paciente

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    Lombalgia, uma dor muito comum

    Mais conhecida como dor nas costas ou dor lombar, a lombalgia é uma condição muito comum na população. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% dos adultos apresentarão, ao menos, uma crise de dor aguda nas costas durante a vida. As causas da dor lombar são as mais variadas, desde uma dor por contratura muscular até degeneração da coluna, hérnia discal etc. Normalmente dura alguns dias, mas pode se tornar constante e crônica. Em alguns casos, a dor também pode irradiar para as pernas. O tratamento envolve analgésicos, fisioterapia e reabilitação, acupuntura, procedimentos intervencionistas minimamente invasivos e, também, uma intervenção cirúrgica

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