Topo

Dez fatos sobre a vida e a carreira de Renato Aragão, o Didi

Colaboração para o BOL

14/01/2019 07h27

Renato Aragão, o nosso eterno Didi Mocó, comemorou 84 anos neste domingo (13/1/19). Com muito humor, empatia e vontade de ajudar o próximo, ele estabeleceu sua carreira, ficou famoso no Brasil ao lado dos companheiros Dedé, Mussum e Zacarias e até pensou em desistir após a morte de dois dos companheiros. Confira essas histórias e muito mais sobre o humorista.

Leia também:

  • Arquivo pessoal

    Diretamente do Ceará

    Antônio Renato Aragão veio ao mundo no dia 13 de janeiro de 1935 na cidade de Sobral, no Ceará. Filho de um escritor, Paulo Aragão, e uma professora, Dinorah Lins Aragão, ele só iniciou a carreira artística aos 25 anos

  • Arquivo pessoal

    Formado em Direito

    Antes da comédia, Renato Aragão seguia outro caminho sem nem imaginar que era com humor que faria sucesso pelo Brasil todo. "Eu não pretendia ser artista. Eu trabalhava num banco. E minha intenção era me formar em Direito, como realmente me formei. Para mim, essa já era a realização da minha vida. Mas, quando adolescente, eu assisti a dois filmes do Oscarito, 'Aviso aos Navegantes' e 'Carnaval no Fogo'. Assisti 15 vezes ao primeiro e 16 ao segundo - já não aguentava mais aquelas músicas, mas fiquei apaixonado pelo cara. Eu não sabia que ali estava mudando meu destino", revelou ao site Memória Globo

  • Arquivo pessoal

    Esquete

    A carreira artística de Renato Aragão só começou em 1960, depois de ganhar um concurso de realizador (produtor, diretor e redator) para a então recém-inaugurada TV Ceará, em Fortaleza. Lá, começou a produzir e atuar no programa "Vídeo Alegre, em que criou o personagem por meio do qual ficaria conhecido no Brasil todo: Didi Mocó, um nordestino sagaz e desastrado, que faria sucesso ao lado de uma turma de amigos. Entre uma emissora e outra em que esteve - Tupi, Record, TV Excelsior - Renato foi ampliando o seu alcance, aprimorando o personagem e conhecendo outros profissionais do ramo, como Dedé Santana. "Quando cheguei ao Rio, fiz um esquete num programa de auditório. O cara me perguntava como era o meu nome, e eu dizia que era Didi. 'De quê?' Então, me veio tudo que era nome e eu falei: 'Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgina Mufumbo!' Foi uma gargalhada geral", relembrou em entrevista para o site Memória Globo

  • Divulgação

    Trapalhões

    Em 1966, Renato Aragão criou o programa "Adoráveis Trapalhões", na TV Excelsior. Esse seria uma espécie de embrião do maior sucesso da sua carreira. Contudo, os "trapalhões", à época, eram, além do próprio Renato, Dedé Santana, Wanderley Cardoso, Ivon Cury e Ted Boy Marino. Em 1971, na TV Record, o grupo encontrou a sua formação que cairia de vez nas graças do público. Didi, Dedé, Mussum e Zacarias se apresentavam no programa "Os Insociáveis". Em 1975, eles foram para a TV Tupi e passaram a estrelar um programa de três horas de duração já com o nome pelo qual passariam a se apresentar desde então: "Os Trapalhões". Dois anos depois, eles foram para a Globo

  • Chico Ferreira/Folhapress

    Mortes e separação

    Em 1983, o quarteto entrou em crise e por pouco não se separou. Mas foi somente em 1995 que o grupo chegou ao fim. Na época, os Trapalhões já não eram mais um quarteto, pois Zacarias havia falecido em 1990, e Mussum, em 1994. "Quando Mussum se foi, eu parei: parei o programa e tive vontade de parar de trabalhar. Eu fiquei sem rumo. Para mim, minha carreira tinha acabado ali. Eu não tinha vontade de trabalhar. Comecei a fazer só especiais", confessou Renato para o site Memória Globo. Entre 1994 e 1996, ele gravou ao lado de Dedé alguns programas exibidos pelo canal português SIC, Os Trapalhões em Portugal

  • Vicente Grecco/Folhapress

    Suposta briga

    Muito se falou a respeito de uma suposta briga entre Renato Aragão e Dedé Santana. Mas Dedé fez questão de desmentir os boatos em entrevista à RedeTV! em agosto de 2018. "Não, nunca brigamos. É conversa fiada isso aí. Eu sempre briguei com o Renato, desde o começo, mas era briga de ele reclamar do horário, ou briga de eu querer fazer um tipo de filme e ele não querer fazer. Na realidade, ele é o grande cabeça assim dos Trapalhões, porque ele sabia que direção tomar. Não posso nem dizer que ele era melhor do que um ou que todos, todos eram iguais, mas ele tinha uma visão. Ele é um cara de negócios mesmo, era advogado e tal, mas ele era um cara que sabia botar o rumo na coisa", afirmou Dedé, enaltecendo o colega

  • Antonio Batalha/Folhapress

    Outras atividades

    Renato Aragão diversificou a carreira e foi além da televisão. Os empreendimentos do artista são gerenciados pela Renato Aragão Produções Ltda, empresa que fundou em 1977. Já apareceu em cerca de 40 filmes, viu os Trapalhões gravarem 17 discos e serem levados para o universo dos quadrinhos e tornou-se sócio, em 1985, de uma produtora, que trabalha com programas especiais independentes, vídeos e peças publicitárias

  • Divulgação/TV Globo

    Filmes

    Não são poucos os filmes que Didi protagonizou, ao lado dos Trapalhões ou não. Entre eles, estão: "Na Onda do Iê-Iê-Iê" (1965), "Os Trapalhões e a Luz Azul" (1999), "Simão, o Fantasma Trapalhão" (1998), "Didi, o Cupido Trapalhão" (2003), "Didi Quer Ser Criança" (2004), "Didi, o Caçador de Tesouros" (2005), "O Cavaleiro Didi e a Princesa Lili" (2006) , "O Guerreiro Didi e a Pequena Ninja" (2008), entre outros

  • Alex Palarea e André Muzell/AgNews

    Criança Esperança

    Envolvido em ações sociais, Renato Aragão foi o grande impulsionador de uma das iniciativas mais conhecidas da Globo. Em 1981, justamente para completar 15 anos do grupo humorístico Os Trapalhões, a emissora exibiu um programa de oito horas de duração que mostrava uma campanha direcionada para ajudar pessoas com deficiência. Dois anos depois, foi a vez de o profissional lançar, com o apoio do canal, a campanha SOS Nordeste. Finalmente, em 1985, surgiu o Criança Esperança

  • Tasso Marcelo/Folhapress

    Reconhecimento

    Para além do lado artístico, o lado engajado de Renato também se tornou cada vez mais conhecido. Em 1991, ele foi nomeado embaixador da Unicef, Fundo das Nações Unidas para a Infância. Ainda nesse ano, no aniversário de 25 anos dos Trapalhões, comemorado com um especial de 24 horas de duração, o comediante viveu o momento que acredita ser o mais emocionante de sua vida: subir na mão da estátua do Cristo Redentor, no Corcovado. "Passei três dias de felicidade. Não sentia dor, não sentia fome, nada. Para mim, era só aquilo que eu tinha feito", contou ao Memória Globo

Mais Listas