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Sete fatos sobre a trajetória do jornalista Juca Kfouri

Colaboração para o BOL

04/03/2019 08h00

Juca Kfouri é o nome pelo qual conhecemos José Carlos Amaral Kfouri, jornalista que completa 69 anos nesta segunda, 4 de março de 2019. Pai de André, Daniel, Camila e Felipe, ele é casado com dona Leda desde 1977. "Para mim não tem essa conversa, eu vi meus filhos crescerem. Eu vi todas as gracinhas que eles fizeram. E o tempo que eu não tive com eles era o tempo que era impossível estar com eles. Esse tempo é impossível para jornalista, para médico, para advogado, para engenheiro, para motorista de praça. Você tem que se programar para não ser ausente e não deixar na conta da mãe, da babá ou de quem quer que seja", declarou o jornalista nascido em São Paulo (SP), em entrevista para o UOL.

  • Arquivo pessoal

    Jovem Juca

    Em seu livro "Confesso que Perdi", Juca revelou algumas aventuras pelas quais passou. Jovem, envolveu-se com grupos armados - mas garante que nunca pegou em arma - que lutavam contra a ditadura militar, trabalhando como motorista para Joaquim Câmara Ferreira, conhecido como o Comandante Toledo, um dos parceiros de Carlos Marighella na direção da Ação Libertadora Nacional (ALN). Foi preso pelo DOPS, o famigerado Departamento de Ordem Política e Social, mas não foi torturado e garante que ajudou muitos a fugirem. "Alguns a gente tirou. A Editora Abril tinha um esquema, tinha um deles oficial do Exército, que era o chefe da segurança da Abril, cujo trabalho era permitir que quem fosse ser buscado pela polícia política na Abril saísse por uma saída pelos fundos e não fosse preso. A Abril se orgulhava de nunca ter um jornalista seu sido preso lá, e diversos foram procurados. Diversos", relatou em entrevista para o UOL

  • Arquivo pessoal

    Jornalismo

    Ao se formar no curso de Ciências Sociais, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, nos final dos anos 1960, foi convidado para trabalhar no Departamento de Documentação (DEDOC) da Editora Abril. Do DEDOC, passou a chefe de reportagem da revista Placar em 1974. Juca era louco por futebol desde criança.

  • UOL

    Denúncia

    Em 1982, uma matéria comandada pelo repórter Sergio Martins para a revista Placar, que denunciava a chamada "Máfia da Loteria Esportiva", fez com que Juca ficasse conhecido no país todo pelo viés investigativo implantado na revista. Saiu da revista Placar e da Editora abril, onde também dirigiu a Playboy, em 1995

  • reprodução/SporTV

    Luxemburgo

    Juca Kfouri é conhecido pela animosidade em relação ao técnico Vanderlei Luxemburgo. Em 2009, Juca perdeu um processo contra o técnico por este ter dito a frase "um tal de Juca Kfouri da vida". A Justiça negou o dano moral e desconforto emocional, entendendo que Luxemburgo tinha o direito constitucional de manifestar sua opinião pessoal no sentido de que a imprensa deveria estar focada nas questões relativas às disputas esportivas do futebol, e não às condutas pessoais de atletas, treinadores ou dirigentes. No ano seguinte, Juca teve de indenizar Luxemburgo em quase R$ 10 mil por danos morais em decorrência da matéria "É ruim chamar Luxemburgo", publicada no jornal Lance!

  • Arquivo pessoal

    Na TV

    A primeira passagem de Juca pela TV foi em 1978, na TV Tupi, que durou poucos meses. Em 1982, foi comentarista esportivo da Record. No SBT, trabalhou entre 1984 e 1987. Na TV Globo, entre 1988 e 1994. Entre 1994 e 2000 e depois, entre 2003 e 2005, participou do programa Cartão Verde, da TV Cultura. Em seguida, foi para a Rede TV!, onde apresentou o Bola na Rede, entre 2000 e 2003. Em seguida, foi para a ESPN Brasil e para a ESPN Internacional, para fazer o Juca Entrevista. Em janeiro de 2018, passou a comandar o programa Entre Vistas, na TVT, mantida pelos sindicatos dos metalúrgicos do ABC e dos bancários de São Paulo e Osasco

  • UOL

    Outras mídias

    Juca Kfouri chefiou a Playboy, foi colunista do jornal O Globo, da Folha de S.Paulo e do Lance!. Na internet, mantém um blog no UOL desde 2005 e contas nas principais redes sociais. No rádio, foi comentarista esportivo na Rádio América e na CBN. Segundo declarou em entrevista para o UOL, enquanto chefiava a Playboy, recebeu uma ligação de Ayrton Senna, pedindo para que as fotos de Adriane Galisteu feitas para a revista não fossem publicadas: ele estava apaixonado e não queria que a modelo fosse exposta. Juca conta que colocou o material em um envelope e mandou para o piloto de F-1

  • Luiza Oliveira/UOL

    Livros

    Kfouri já publicou seis livros: "A Emoção Corinthians" (1982), "Corinthians, Paixão e Glória" (1996 e 2002), "Meninos, Eu Vi"? (2003), "O Passe e o Gol" (2005), "Por que não Desisto - Futebol, Poder e Política" (2009) e "Confesso Que Perdi: Memórias" (2017)

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