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Ela faz aniversário: Rita Lee em 16 fatos

Colaboração para o BOL

2018-12-31T08:00:00

31/12/2018 08h00

A cantora Rita Lee completa 71 anos nesta segunda-feira, último dia do ano (31/12/2018). Relembre episódios da vida e da carreira da roqueira que fez história na música brasileira.

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  • Reprodução/Instagram @litaree_real

    Família

    Rita Lee Jones recebeu o segundo nome em homenagem ao general Lee. Seu pai, descendente de imigrantes norte-americanos, casou-se com a pianista Romilda (foto), de sangue italiano. Juntos tiveram três filhas, sendo Rita a caçula

  • Reprodução/Instagram @litaree_real

    Abuso

    Um episódio marcou a infância de Rita, que narrou, anos mais tarde em sua autobiografia, o estupro que sofreu aos seis anos de idade. Segundo a cantora, um técnico que foi arrumar a máquina de costura de sua mãe usou uma chave de fenda para abusar dela. De acordo com seu relato, a artista sentiu que a família passou a relevar muitos de seus comportamentos em decorrência do trauma sofrido, embora faça questão de dizer que não se enquadra como vítima

  • Reprodução/Facebook Oficial

    Música e rebeldia

    A "Ovelha Negra" Rita Lee encontrou sob a influência do piano da mãe, uma saída na música para a rigidez imposta pelo pai. Mas o que ela gostava mesmo era de tocar bateria e saía de casa na surdina para realizar o desejo

  • Folhapress

    Início na música

    Aos 18 anos, Rita Lee formou uma banda com um grupo de amigas. Mais tarde, as Teenagers Singers se uniram aos Wooden Faces. O tempo passou e restaram apenas três pessoas interessadas em continuar com o som, Rita, Sérgio Dias e Arnaldo Batista. Assim, eles formaram o grupo Os Bruxos, que, depois de uma apresentação no programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, resolveram trocar de nome inspirados pelo livro que o apresentador devorava, chamado "O Império dos Mutantes"

  • Arquivo pessoal

    Mutantes

    Nos anos 1960, ao lado dos irmãos Arnaldo Baptista (à esquerda) - com quem foi casada - e Sérgio Dias (à direita), Rita ficou conhecida pelo país e participou de um momento marcante da música brasileira, quando, em 1967, acompanhou a apresentação da música "Domingo no Parque" de Gilberto Gil no 3º Festival de Música Popular Brasileira, na Record, em que o músico conquistou o segundo lugar. Rita permaneceu no grupo por seis anos até ser expulsa em 1972 por, de acordo com os companheiros, não ser boa instrumentista para encarar a fase progressista virtuosa na qual a banda entraria

  • FpressAcervo

    Tropicalista

    Ao lado de nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, entre outros, Rita Lee foi um dos principais nomes do Tropicalismo

  • Folhapress

    Carreira solo

    Apesar da expulsão de Os Mutantes em 1972, Rita já batalhava pela carreira solo antes disso. Em 1970, lançou o primeiro disco, o "Build Up". Depois de deixar o grupo, a cantora se reinventou como uma das principais cantoras do Brasil nas décadas de 1970 e 1980. Ao lado da banda de apoio Tutti Frutti viu a sorte sorrir com o lançamento de "Fruto Proibido", em 1975, estourando pelo Brasil com faixas como "Ovelha Negra", "Agora Só Falta Você" e "Esse tal de Roque Enrow"

  • Folhapress

    Paulo Coelho

    "Esse tal de Roque Enrow" foi uma faixa composta em parceria com o escritor Paulo Coelho, e não foi o único resultado da afinidade entre Rita Lee e o "mago" - conhecido por ser o principal parceiro musical de Raul Seixas. Ao lado da cantora, ele também criou "Arrombou a Festa"

  • João Caldas/Folhapress

    Roberto de Carvalho

    O músico conquistou o coração de Rita Lee em 1976, mas os dois só oficializaram a união 20 anos depois. Juntos, eles lançaram um disco em 1982, que fez sucesso com canções como "Cor de Rosa Choque". A parceria rendeu outras faixas bem conhecidas do grande público, como "Chega Mais", "Doce Vampiro", "Mania de Você", "Lança Perfume", "Baila Comigo" e "Caso Sério". Eles têm três filhos, Beto, João e Antônio, e dois netos, Izabella e Arthur

  • Renata Falzoni/Folhapress

    Prisão

    Em 1976, Rita Lee passou 15 dias presa por porte ilegal de drogas. A cantora acabou condenada à prisão domiciliar, o que lhe rendeu um tempo sem sair de casa e, consequentemente, longe dos palcos. Assim que voltou à ativa, a artista passou a se apresentar com roupas listradas de prisioneira, o que aumentou ainda mais o sucesso com o público

  • Marisa Cauduro/Folha Imagem

    Na TV

    Não foi só como trilha sonora que a cantora emplacou nas telinhas. Embora a música "Cor de Rosa Choque" tenha sido tema de abertura do programa TV Mulher por cerca de quatro anos, a própria Rita marcou presença na televisão apresentando programas como TVLeezão, na MTV, e Saia Justa, no GNT. Além disso, ela participou de novelas e humorísticos, algumas vezes no papel dela mesma

  • Divulgação

    Ícone brasileiro

    Em 1997, a cantora foi a primeira mulher a receber o prêmio Sharp, pelo conjunto de sua obra, e, em 2008, Rita Lee ficou em 15º lugar em uma lista divulgada pela revista Rolling Stone com os 100 maiores artistas da música brasileira de todos os tempos

  • Marcelo Ferreira/D.A Press

    Política e bumbum de fora

    Em 2012, nove meses depois de ter afirmado que deixaria de fazer shows, Rita Lee se apresentou em Brasília. Durante o show na Esplanada dos Ministérios, a cantora disse que "essa coisa do mensalão foi muito boa" e que Joaquim Barbosa, ministro do STF, "poderia ser o presidente da República". Depois de soltar a voz em "Lança Perfume", ela abaixou as calças e se virou para a plateia

  • AgNews

    Parceria com Laerte

    Em 2013, a cantora lançou o livro "Storynhas", que traz histórias escritas por ela em tuítes e ilustradas pela cartunista Laerte

  • Ale Frata/Estadão Conteúdo

    Aposentada dos palcos

    Desde 2012, Rita Lee não lança discos e se mantém afastada dos palcos. Segundo revelou em conversa com Pedro Bial, desde que a neta mais velha nasceu, em 2005, se afastou de vez das drogas e das bebidas. "Estou limpa há 12 anos. Canalizei minha energia e estou achando muito louco esse negócio de ser careta. Atitude rock é cuidar da minha horta, dos tomatinhos, da alface, da couve, do rabanete. Lá em casa, eu cuido dos bichos e da faxina. O Roberto cuida das plantas e é o cozinheiro", disse ela que, atualmente, vive reclusa em uma casa cheia de bichos. Em 2016, ela fez a alegria dos fãs ao lançar o livro "Rita Lee - Uma Autobiografia", no qual compartilhou diversas memórias e vez uma porção de revelações

  • Guilherme Samora/Divulgação

    Ativista pelos direitos dos animais

    "A minha definição de céu é um lugar cheio de bichos felizes", disse a cantora, ativista pelos direitos dos animais, ao fazer uma visita surpresa ao abrigo do Instituto Luisa Mell em dezembro de 2017. "Ela é meu maior ídolo. Nem acredito que ela está aqui", disse Luisa emocionada. Leia mais.

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