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Do Torino à Chapecoense: relembre acidentes aéreos no meio do futebol

Tragédias na aviação uniram histórias de Torino e Chapecoense - @TorinoFC_1906/Twitter
Tragédias na aviação uniram histórias de Torino e Chapecoense Imagem: @TorinoFC_1906/Twitter
do UOL

Do UOL, em São Paulo

04/02/2019 12h00

O desaparecimento do voo do atacante argentino Emiliano Sala na noite desta segunda-feira (21) criou suspense em torcidas ao redor do mundo. Dois dias antes da tragédia, o jogador acertara sua transferência do Nantes para o Cardiff City, time do País de Gales que disputa o Campeonato Inglês. 

A queda do avião do argentino Emiliano Sala no último dia 21 de janeiro trouxe os acidentes aéreos de volta para o noticiário esportivo. Dois dias antes da tragédia, o jogador acertara sua transferência do Nantes para o Cardiff City, time do País de Gales que disputa o Campeonato Inglês.

Embora considerado seguro, o transporte aéreo já provocou situações dramáticas em diversos países, inclusive com mortes. Equipes como Torino, Manchester United, The Strongest, Alianza Lima e, mais recentemente, Chapecoense passaram por situações angustiantes por causa de voos de jogadores.

O suspense envolvendo o paradeiro do avião em que Sala estava durou duas semanas. Nesta segunda-feira (4), a agência britânica de Investigação de Acidentes Aéreos (AAIB) confirmou que haviam encontrado boa parte dos destroços da aeronave, além de um corpo ainda não identificado. Além Sala, o piloto David Ibbotson estava na aeronave.

As tragédias aéreas do futebol mundial

  • Torino (1949)

    A Tragédia de Superga é considerada a primeira grande tragédia aérea do futebol mundial. Na ocasião, a delegação do Torino retornava de Lisboa, onde havia sido derrotada pelo Benfica por 4 a 3 em um amistoso. Na viagem de volta, porém, o voo da equipe italiana encontrou um forte nevoeiro. O piloto, em meio às manobras de aterrissagem, atingiu em cheio a Basília de Superga, em Turim. As 31 pessoas a bordo morreram, incluindo 18 jogadores.

  • Manchester United (1958)

    Em 6 de fevereiro de 1958, a delegação do Manchester United retornava de uma partida contra o Estrela Vermelha (então Iugoslávia) pela atual Liga dos Campeões da Europa. No entanto, após uma escala em Munique, o piloto tentou decolar, mas enfrentou problemas com a neve na pista e não conseguiu. O acidente com o Airspeed AS-57 Ambassador matou 23 das 44 pessoas a bordo, incluindo o astro Duncan Edwards (que morreu no hospital dias após o desastre). O técnico Matt Busby e meia Bobby Charlton estavam entre os 21 sobreviventes.

  • Green Cross (1961)

    A delegação do Green Cross voava entre as cidades de Temuco e Santiago após uma partida contra o Provincial Osorno pela Copa Chile. Dois minutos após decolar de Temuco, o DC3 no qual a delegação viajava sumiu do radar e caiu. Todos os 24 ocupantes do avião morreram. Os primeiros destroços só foram encontrados no dia 10 de abril, uma semana após a queda, embora alpinistas tenham encontrado parte da fuselagem do voo e até restos de ossadas em fevereiro de 2015. Posteriormente, o Green Cross deixou a cidade de Santiago, onde atuava, e se fundiu em 1965 com o Deportes Temuco.

  • The Strongest (1969)

    Em 26 de setembro de 1969, após a disputa de um torneio amistoso em Santa Cruz de la Sierra, o time embarcou de volta a La Paz. No entanto, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave durante o voo. Na noite do mesmo dia, o avião foi encontrado no vilarejo de Viloco. Todas as 74 pessoas a bordo morreram, incluindo os 17 jogadores do time.

  • Pakhtakor FC (1979)

    Em agosto de 1979, o voo que levava a delegação do Pakhtakor FC (então União Soviética) se chocou em pleno ar com outra aeronave. A tragédia matou 178 pessoas dos dois aviões. Em homenagem às vítimas, os patrocinadores do clube promovem anualmente um torneio de categorias de base em agosto. A equipe hoje joga a liga do Uzbequistão.

  • Alianza Lima (1987)

    Em dezembro de 1987, o Alianza Lima voltava de um jogo fora de casa contra o Deportivo Pucallpa pelo Campeonato Peruano. No entanto, o Fokker F-27 da delegação acabou caindo no mar, a poucos quilômetros do pouso em Callao. Dos 44 ocupantes da aeronave, 43 morreram - inclusive o técnico Marcos Calderón, campeão da Copa América de 1975 com a seleção peruana.

  • Seleção da Zâmbia (1993)

    Em 27 de abril de 1993, a seleção da Zâmbia viajava de um jogo fora de casa contra o Senegal pelas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994. No entanto, após uma escala em Brazzaville (Gabão), uma das turbinas do avião pegou fogo, provocando uma queda no mar. A tragédia matou 30 pessoas, incluindo os 18 jogadores. Apenas Kalusha Bwalya, então atacante do PSV Eindhoven, escapou - ele viajava separadamente direto da Europa para se encontrar com os colegas.

  • Chapecoense (2016)

    A tragédia às vésperas da decisão da Copa Sul-Americana de 2016 foi uma das maiores da história do esporte. Ao todo, morreram 71 dos ocupantes da aeronave, sendo 19 jogadores, 14 integrantes da comissão técnica e nove dirigentes. As finais da Sul-Americana foram canceladas e a Chape foi declarada campeã da competição.

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