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Dez casos de pessoas comuns que tiveram atitudes heroicas

Colaboração para o BOL

2019-02-16T07:00:00

16/02/2019 07h00

O ano de 2019 começou marcado por tragédias que só não foram piores graças a atos heroicos de pessoas comuns. Se de um lado temos profissionais preparados e dedicados a salvar vidas, como os bombeiros de Brumadinho, de outro, temos quem estava na hora certa para ajudar, como os funcionários do CT do Flamengo, que evitaram ainda mais mortes no incêndio que atingiu um alojamento. Eles não foram os únicos, relembre quem mais, nos últimos tempos, virou notícia ao mostrar que nem todo herói usa capa.

  • Reprodução/Facebook

    Leiliane Rafael da Silva

    A vendedora virou notícia no Brasil todo por conta das imagens que a mostram ajudando a resgatar João Adroaldo Tomanckeves, 52, o motorista do caminhão envolvido no acidente de helicóptero que matou o jornalista Ricardo Boechat, 66, e o piloto Ronaldo Quattrucci, 56, no dia 11 de fevereiro deste ano. Sozinha, ele estourou o vidro e abriu a porta do veículo para salvar a vítima, enquanto um grupo de pessoas a sua volta - formado em sua maioria por homens, inclusive o marido de Leiliane - filmava a cena. "Estou orgulhosa de mim, mas sinto que poderia ter feito mais alguma coisa", declarou ela em entrevista à Universa. Com malformação arteriovenosa (MAV), ela não pode ficar muito tempo sozinha, passar por estresse ou carregar peso. Mesmo assim, resolveu se arriscar por outra pessoa. "Pelo amor de Deus. Eu fiz o mínimo, que foi ajudar uma pessoa que estava viva depois de um acidente", retrucou a jovem de 28 anos, negando o título de heroína

  • Thiago Ribeiro/AGIF

    Daniele da Silva

    A auxiliar de serviços gerais foi uma das três principais pessoas que evitaram que o incêndio no Flamengo, que matou dez jovens, fosse ainda pior na madrugada do dia 8 de fevereiro. Foi ela que chamou o segurança Benedito Ferreira assim que viu os primeiros sinais de fumaça no alojamento. Essa atitude garantiu mais tempo de resgate. Muito assustada, ela tentou ajudar no que era possível

  • Thiago Ribeiro/AGIF

    Benedito Ferreira

    Segurança do Flamengo há dez anos, Benedito agiu rápido diante do incêndio que matou 10 dos 26 jovens que dormiam no alojamento. Ele quebrou janelas e conseguiu retirar alguns dos meninos, que ficaram atordoados e sem rumo por causa da fumaça. De acordo com relatos, o homem ainda tentou usar o extintor de incêndio e se desesperou quando não foi possível ajudar mais ninguém. Ele entrou em choque e, muito abalado, passou a ter crises de choro

  • Arquivo pessoal

    Maria Cícera de Barros

    Maria Cicera de Barros, a Ciça, funcionária da lavanderia, tinha acabado de chegar ao Ninho do Urubu para iniciar seu turno por volta das 5 da manhã. Assim que se deparou com a cena, correu para a porta do alojamento, gritando para que os meninos saíssem e amparando alguns dos que conseguiram sair do contêiner. Quando o calor já não permitia mais que permanecesse ali, foi retirada do local

  • Reprodução/Facebook/Devon McCabe

    Molly McCabe

    No dia 4 de julho de 2018, a pequena Molly, com então 3 anos, salvou a vida do pai, Trevor, 27. Os dois brincavam em casa, nos EUA, quando o genitor começou a passar mal - mais tarde, ficaria confirmado que ele teve um AVC. Rapidamente, a filha pegou o celular e fez uma chamada de vídeo para a mãe, Devon, que é enfermeira e estava no trabalho. Ela então chamou o socorro e pediu a filha que aguardasse, o que ela fez enquanto tomava conta da irmã mais nova, de dois anos

  • Reprodução/RR Interativo

    Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro

    Em maio de 2018, aos 39 anos, ele morreu como herói em um edifício em chamas no Largo do Paissandu, em São Paulo. Ricardo teve a oportunidade de deixar o local, mas voltou para ajudar mulheres e crianças nos andares mais altos e acabou preso no incêndio. Sua morte chocou muitas pessoas, uma vez que gravações mostram o exato momento em que a estrutura do prédio ruiu faltando muito pouco para que o homem fosse resgatado

  • Thibault Camus/Pool via Reuters

    Mamoudou Gassama

    Enquanto uma multidão assistia parada a cena, o imigrante malinês (à direita), de então 22 anos, escalou quatro andares em 30 segundos usando apenas a força dos braços para salvar um menino que ficou pendurado na sacada de um apartamento, na França. "É um ato excepcional, e por isso, a partir de hoje, todos seus documentos serão regularizados e vamos dar início a um processo para que você possa obter sua cidadania francesa", garantiu o presidente do país, Emmanuel Macron (à esquerda), durante um encontro entre os dois, em maio de 2018

  • TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

    Heley de Abreu Silva Batista

    De acordo com testemunhas, a professora, de 43 anos, entrou em luta corporal com o segurança Damião Soares dos Santos, quando ele ateou fogo ao próprio corpo e promoveu um ataque incendiário à creche Gente Inocente, em Janaúba (MG), no dia 5 de outubro de 2017. Morreu salvando os alunos das labaredas, passando as crianças por cima da janela e evitando que o vigia fizesse ainda mais vítimas. "Essa atitude diz muito sobre o que ela era e representa para nós, como pessoa, profissional, amiga. Será para sempre a nossa heroína", afirmou ao UOL a técnica farmacêutica Edna Silva, colega de Helley durante o ensino fundamental. O crime culminou na morte de nove crianças e três mulheres

  • Hatt Photography/Facebook

    Clayton Cook

    Em 2017, Clayton posava para fotos com a noiva logo após a realização do casamento no Canadá. Porém, a sessão precisou parar, pois o homem saiu correndo. Tudo isso porque, entre um clique e outro, ele notou que um garotinho estava se afogando próximo ao local. Sem pensar duas vezes, ele saltou na água com a roupa da cerimônia para ajudar o pequeno desconhecido. A história tornou-se pública, pois o fotógrafo fez questão de compartilhar as imagens do momento

  • Maureen Hatcher/Facebook

    Bella e Sadie

    Elas não são humanas, mas estão nesta lista por conta de um ato de bravura que inspira qualquer bípede. O dia 3 de dezembro de 2018 ficou marcado para a americana Maureen Hatcher, 62, que tomava banho, quando sofreu um derrame. As cadelas da raça labrador, Bella e Sadie, rapidamente saíram correndo e latindo em direção à casa da vizinha, a fim de avisar que algo estava errado. Atendendo ao chamado das cadelas, a vizinha encontrou Maureen quase inconsciente e logo chamou o socorro. Foi a atitude dos bichinhos que salvou a vida da dona e impediu que ela tivesse danos permanentes no cérebro. Ela revelou ao jornal The St. Augustine Record que, assim que caiu no chão, avisou as cachorras: "Preciso de ajuda". Elas entenderam o recado

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