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11 capitais de alguns dos principais artesanatos produzidos no Brasil

Colaboração para o BOL

31/12/2018 14h00

O Brasil é um país muito rico em diversos aspectos, e um deles é o artesanato produzido de Norte a Sul de seu território. Conheça agora algumas cidades que podem ser consideradas as "capitais" de cada tipo de artesanato produzido por aqui. Os critérios para definição de uma capital podem ser por iniciativa legal do Poder Legislativo ou reconhecimento popular. Nesse caso, é possível que um mesmo tipo de artesanato tenha mais de uma capital no país.

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  • Reprodução/Museus de Caruaru

    Bonecos de Barro: Caruaru (PE)

    Os tradicionais bonecos de barro produzidos em Caruaru, Pernambuco, têm sua história ligada ao Mestre Vitalino, um artesão nascido na cidade e que, desde criança, produzia estatuetas para servirem como brinquedos. Em seus bonecos, Mestre Vitalino retratava a cultura e o povo sertanejo e nordestino. Sua obra ficou conhecida no Brasil todo a partir de 1947, quando expôs pela primeira vez no Rio de Janeiro. Em 1949, ele também teve seu trabalho nas galerias do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Até hoje, os bonecos de barro são famosos e produzidos em Caruaru, servindo como importante objeto da cultura local

  • Reprodução/Facebook Feira de Ibitinga

    Bordado: Ibitinga (SP)

    Ibitinga, em São Paulo, é conhecida nacionalmente por ser a capital do bordado. São toalhas, colchas, tapetes, roupa de cama, almofadas, cortinas e todo os itens necessários para um lindo enxoval. Tudo produzido artesanalmente na cidade. Todo ano, no mês de julho, a cidade promove a Feira do Bordado de Ibitinga (FEBI), evento já inscrito no calendário cultural do Estado de São Paulo

  • Reprodução/Governo de Alagoas

    Bordado Filé: Maceió (AL)

    Na verdade, não é só Maceió, mas em todo o estado de Alagoas é possível encontrar esta beleza do artesanato brasileiro. O nome filé vem do francês "filet", que significa rede. Toda a peça é confeccionada em uma rede de fios, na qual são trabalhadas de forma complexa figuras e desenhos. A origem desta técnica vem, na verdade do Antigo Egito, tendo se estabelecido depois na península Ibérica e chegado ao Brasil a partir da colonização portuguesa. O bordado filé de Alagoas foi tomando um jeito próprio de ser, com peças super coloridas e delicadas

  • Reprodução/Universidade Federal do Vale do São Francisco

    Carrancas: Petrolina (PE)

    Também no estado de Pernambuco, mais precisamente na cidade de Petrolina, a história de um tipo de artesanato local reside em uma única artesã. Ana Leopoldina dos Santos nasceu em 1923 e desde criança produzia brinquedos de barro com seus pais, que também eram artesãos. Ao se mudar para Petrolina, durante seu segundo casamento, Ana, que vivia em condições muito humildes, pede uma luz divina para melhorar sua condição financeira. É quando, às margens do rio São Francisco, ela vê as carrancas, esculturas de madeiras que eram acopladas às embarcações para espantar os espíritos malignos dos mares. A artesã começa a reproduzir as carrancas em esculturas de barro, todas com os olhos vazados, em uma homenagem ao seu marido que era deficiente visual. Suas obras fazem um sucesso tão grande que, em 2006, Ana recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco

  • Reprodução/YouTube

    Cerâmica: Porto Ferreira (SP)

    É na pequena cidade de 55 mil habitantes chamada Porto Ferreira, localizada a quase três horas de carro da capital São Paulo, que se produz uma enorme variedade de cerâmica artística, feita em louça branca ou colorida. Nos anos 1980, o sucesso era tanto que o município ficou conhecido como "A Capital da Cerâmica Artística", devido às várias fábricas que se instalavam na Via Anhanguera

  • Reprodução/Flickr/Andre Felipe Carvalho (CC)

    Crochê: Inconfidentes (MG)

    No sul de Minas Gerais, na cidade de Inconfidentes, o artesanato em crochê é tão forte que rendeu à cidade o título de capital neste tipo de trabalho. Durante a época da busca pelo ouro em Minas, Inconfidentes, que não possuía nem uma pedrinha preciosa, foi palco da lavoura. No entanto, enquanto os maridos trabalhavam no campo, foi também nesta época que suas esposas começaram a trabalhar com o crochê e aumentar a renda do lar. Para render melhor o tempo e aumentar a produção, as crocheteiras de Inconfidentes adotaram um jeito único de segurar a agulha. Esta forma de produzir foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Minas Gerais. O crochê é tão importante na cidade de Inconfidentes que até as árvores do município são decoradas com peças deste tipo de artesanato

  • Reprodução/Prefeitura de Campo Largo

    Louça e porcelana: Campo Largo (PR)

    Campo Largo, no Paraná, fica a 30 quilômetros da capital Curitiba e abriga a rota a porcelana e da louça fina. Lá, são produzidas xícaras, pratos, travessas e diversos itens de louça, todos feitos quase que integralmente à mão. As matérias-primas utilizadas na porcelana são argila, quartzo, caulim e feldspato encontrados na região

  • Reprodução/Portal da Cidade Poços de Caldas

    Malha: Jacutinga (MG)

    É na cidade de Jacutinga, em Minas Gerais, localizada na microrregião de Poços de Caldas, que acontece o Circuito das Malhas, com peças confeccionadas a partir da técnica do tricô que preservam todo o encanto do artesanato local. A malharia é tão forte na cidade que estima-se serem produzidas pelo menos 2 milhões de peças por mês. Além de poder aproveitar a malharia produzida localmente, quem visita o circuito pode também se deliciar com os queijos e doces mineiros também feitos por produtores locais

  • Reprodução/Portal Cultura PE

    Renda renascença: Poção e Pesqueira (PE)

    As cidades de Poção e Pesqueira, em Pernambuco, são os dois maiores pólos de produção da renda renascença no Brasil. A tradição neste tipo de artesanato começou na década de 1930 e, hoje, a renda renascença de Poção e Pesqueira é exportada até para outros países da América, Europa e até da Ásia. O artesanato é tão complexo e delicado que um vestido de noiva em renda renascença pode levar até um ano para ficar pronto. Em 22 de agosto de 2011, o então governador de Pernambuco Eduardo Campos conferiu o título de Capital da Renascença à cidade de Poção, através da lei nº 14.365

  • Reprodução/EPTV

    Tricô: Monte Sião (MG)

    Também na microrregião de Poços de Caldas, em Minas Gerais, fica a Capital Nacional do Tricô: Monte Sião. A pequena cidade com cerca de 21 mil habitantes começou a produção de tricô de forma totalmente artesanal, na década de 1980, pelas mãos das mulheres monte-sionenses que aproveitavam o fluxo de turistas na região, conhecida como "circuito das águas". Hoje, são várias indústrias, formadas a partir de pequenas empresas familiares, que dão continuidade à produção, fazendo com que Monte Sião mantenha seu título de capital do tricô

  • Reprodução/Em Bezerros

    Xilogravuras: Bezerros (PE)

    Em Pernambuco, na cidade de Bezerros, uma forma de arte encanta quem por ali passa. A xilogravura é uma técnica que produz quadros e imagens a partir do desenho em relevo sobre a madeira. Um dos principais nomes deste tipo de trabalho na região é José Francisco Borges, cordelista e artista, que faz com as próprias mãos quadros lindos em xilogravura - na cidade, há um Museu da Xilogravura batizado com seu nome

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