PUBLICIDADE
Topo
Listas

Listas

As mil faces de Gilberto Gil mostradas em nove episódios

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

Colaboração para o BOL

26/06/2018 08h00

Nascido em 1942 em Salvador, na Bahia, Gilberto Passos Gil Moreira completa 76 anos nesta terça-feira (26/6/2018). Alfabetizado pela avó, que era professora, Gil tem cerca de 60 discos no currículo, mas destaca-se em vários outros campos, longe da música. Confira alguns episódios da vida de Gilberto Gil e as mil facetas que ele teve, até agora, ao longo da vida.


Leia também:

  • Reprodução

    Administrador

    Assim que se formou no ensino médio, Gilberto Gil prestou vestibular para engenharia, mas não foi aprovado. Passou, então, a estudar para entrar na faculdade de administração de empresas e, no ano seguinte, começou o curso pela Universidade da Bahia. Após se formar, em 1964, deu início à carreira como administrador, mas logo trocou seus rumos pela música

  • Reprodução

    Instrumentista

    Aos nove anos, Gilberto Gil começou a aprender acordeão e logo se interessou também pelo vibrafone. Porém, aos 17 anos, ao escutar João Gilberto, foi fortemente influenciado pela bossa nova e passou a estudar violão

  • Acervo GG/Divulgação

    Compositor

    Apesar de compor desde 1960, influenciado pelas músicas de João Gilberto, foi em 1962 que sua carreira como compositor começou oficialmente, a princípio trabalhando em jingles. Ainda no mesmo ano teve a primeira música de sua autoria gravada, "Bem Devagar", pelo conjunto vocal As Três Baianas. De lá para cá, não parou mais. Compôs músicas com referências a Bob Marley, de quem é grande fã, homenageou pessoas queridas, como a mulher e a bisneta e ainda desabafou sobre passagens de sua vida em suas composições. São de sua autoria músicas como "Andar com Fé", "Domingo no Parque", "Drão", "Aquele Abraço" e "Não Chores Mais" (com Vincent Ford). Na foto, Gilberto Gil está compondo na companhia de Maria Bethânia e Vinícius de Moraes

  • Acervo Gege Produções Artísticas/Divulgação

    Cantor

    No início da década de 1960, ao mesmo tempo em que conseguia que suas composições fossem gravadas, Gilberto Gil também iniciava a carreira como cantor. Em 1962, gravou o primeiro compacto solo. No mesmo ano, conheceu Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gal Costa e, no ano seguinte, lançou mais um disco e saiu em turnê na companhia do trio e de Tom Zé, dando o pontapé que faltava para a carreira artística. Em 1967, lançou o primeiro LP, "Louvação" e, em 1968, foi um dos líderes do movimento musical da Tropicália

  • Reprodução/Site pessoal

    Preso político

    Depois de ajudar a fundar o movimento Tropicalista, Gil foi preso juntamente com Caetano Veloso por ser considerado "nocivo à sociedade brasileira" de acordo com o ao Ato Institucional nº 5. Parte então para o exílio em Londres. Em 1972, recebeu autorização para retornar ao país. Em 1976, ele voltou a ser preso, dessa vez depois que a polícia encontrou o equivalente a pouco mais de dois cigarros de maconha em sua carteira ao vasculhar o quarto de hotel em que ele estava hospedado para se apresentar em Florianópolis, ao lado de Caetano, Maria Bethânia e Gal Costa. Para evitar uma condenação maior, Gil se declarou viciado em maconha e foi, inicialmente, condenado a um ano de prisão. Posteriormente, a pena foi substituída pela internação em um hospital psiquiátrico, com liberação após um mês sob a condição de continuar o tratamento com consultas médicas a cada dez dias

  • Acervo Gege Produções Artísticas/Divulgação

    Vereador

    Em 1989, Gilberto Gil foi eleito vereador em Salvador, na Bahia, pelo PMDB (atualmente MDB) com o maior número de votos entre todos os candidatos. Durante o mandato, atuou como presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente, integrou os conselhos consultivos da Fundação Mata Virgem e da Fundação Alerta Brasil Pantanal, e presidiu o Cerne (Centro de Referência Negro-Mestiça), criado por ele e Antonio Risério. Durante esse período, criou o movimento ambientalista Onda Azul, com o objetivo de defender as águas - dos mares e dos rios brasileiros - e passou a lutar nas esferas local e federal pela aplicação das propostas do projeto. Com o fim do mandato, em 1992, resolveu abandonar a política, mas acabaria voltando anos depois para ocupar um ministério no governo Lula

  • Rafael Cusato/Brazil News

    Embaixador da ONU

    Em 2001, foi escolhido como embaixador da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas, nomeado para o Fundo para Alimentação e Agricultura (FAO). Em 1999, ele já havia sido designado pela Unesco como Artista pela Paz por conta de sua contribuição para a preservação da diversidade da cultura brasileira por meio da música popular

  • Acervo Gege Produções Artísticas/Divulgação

    Ministro

    Em 2003, assumiu o cargo de Ministro da Cultura no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião implantou políticas que acabaram tornando-se referências internacionais, como os Pontos de Cultura. Ganhou grande visibilidade no cargo e impulsionou o Brasil a participar de fóruns, encontros e seminários ao redor do mundo para falar e entender mais sobre valorização da cultura, diversidade, seus aspectos materiais e imateriais e ainda o reconhecimento de valores populares. Pediu para sair do ministério em 2008, alegando o desejo de se dedicar à carreira artística

  • Reprodução/Simon Plestenjak/UOL

    Enredo de escola de samba

    Em 2018, Gilberto Gil foi homenageado pela Vai-Vai no Carnaval de São Paulo. Ele desfilou no último carro alegórico "Gil, Filho de Ghandy", ao lado da esposa, Flora, e do filho Bem. O enredo "Sambar Com Fé Eu Vou" relembrou a trajetória do cantor e compositor e ainda usou trechos de algumas de suas músicas para construir referências ao passado de Gil. Em 2012, ele já havia desfilado pela Águia de Ouro, em São Paulo, ao lado de Caetano Veloso e Rita Lee, em um enredo que homenageou a Tropicália

Listas