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7 esportivos nacionais que marcaram a história da Volkswagen no Brasil

Gol GT tinha potência declarada de 99 cv, mas na prática a cavalaria era bem maior - Divulgação
Gol GT tinha potência declarada de 99 cv, mas na prática a cavalaria era bem maior
Imagem: Divulgação
do UOL

Vitor Matsubara

Do UOL, em São Paulo

28/09/2019 04h00

A Volkswagen vive momentos distintos no segmento de esportivos no Brasil.

Ao mesmo tempo em que interrompe a produção do Golf GTI no Paraná, a marca confirma a estreia do híbrido Golf GTE e faz os últimos acertos antes de lançar o Polo GTS.

Dona de uma tradição de décadas em modelos esportivos, a fabricante já lançou carros que povoaram o imaginário do brasileiro desde os anos 60. Veja a seguir sete dos esportivos mais memoráveis lançados pela VW no país.

7 esportivos nacionais da Volkswagen

  • Reprodução

    Karmann-Ghia

    O elegante cupê de linhas esguias foi desenhado pelo renomado estúdio Carrozzeria Ghia e fabricado pela alemã Karmann, daí o nome pouco usual na história da VW. Começou a ser produzido no Brasil em 1962 com um pacato motor 1.200 de 36 cv, substituído alguns anos depois por um 1.600 de 44 cv. Em 1970 teve a cavalaria aumentada para 50 cv e ganhou a versão TC, cuja inspiração eram os modelos da Porsche vendidos na época. Caro demais, o Karmann-Ghia saiu de cena em 1971, enquanto o TC resistiu apenas até o ano seguinte.

  • Divulgação

    SP2

    Não é todo carro que merece a alcunha de o Volkswagen refrigerado a ar mais bonito do mundo. Esse é o SP2, projeto 100% brasileiro lançado em 1972 que encantou aficionados da marca por todo o planeta pelo belo design. O motor 1.7 rendia modestos 75 cv, mas o desempenho nem era tão importante assim para quem comprava um SP2. O carro saiu de linha em 1976 com baixas vendas, e hoje é cobiçado por colecionadores de todo o planeta.

  • Reprodução

    Super Fuscão 1600 S

    Era natural que um carro tão popular como o Fusca também virasse o queridinho dos preparadores. Os carros envenenados faziam tanto sucesso que até a VW se rendeu, lançando o Super Fuscão 1.600S em 1974. Além do visual invocado (que tinha tomada de ar preta no capô traseiro e rodas aro 14), o "Bizorrão" (apelido dado ao modelo na época) tinha o motor 1.600 de 65 cv da Brasilia. Ágil, ele não só desbancava todos os rivais da época como acompanhava de perto o badalado Passat. Deixou de ser fabricado no primeiro semestre de 1975, mas a receita acertada foi adotada no Fuscão, que permaneceu em linha até a primeira despedida do Fusca em 1986.

  • Divulgação

    Passat TS

    O primeiro Volkswagen com motor refrigerado a água vendido no Brasil ganhou a versão TS em 1976. O esportivo tinha motor 1.6 de 80 cv com dupla carburação. A frente tinha quatro faróis redondos e uma faixa preta cruzava a lateral do carro. Por dentro havia volante esportivo e console com voltímetro, relógio de horas e manômetro de óleo. Sobreviveu até 1983, quando foi substituído pelo Passat GTS.

  • Divulgação

    Gol GT

    O Gol não era referência em desempenho até 1984, quando a versão GT mudou radicalmente a história. O motor 1.8 refrigerado a água tinha comando de válvulas do Golf GTi alemão, entregando 99 cv e 14,9 kgfm de torque máximo. Estes números, porém, estavam bem aquém da vida real, já que o GT certamente passava dos 105 cv. Pesando só 930 quilos, o modelo ia de 0 a 100 km/h em menos de 10 segundos. O visual tinha personalidade, incluindo faróis auxiliares na dianteira, detalhes pretos, rodas de liga leve e um nada discreto adesivo com o logotipo ?GT? colado na vigia traseira.

  • Gol GTS

    O Gol GTS estreou em 1987 com um visual mais invocado do que o Gol GT. Já com a nova cara do hatch, o carro tinha faróis mais largos (vindos da Parati), novas rodas de liga leve e faróis auxiliares (de neblina e de milha). O motor 1.8 seguia a receita do antecessor GT, com comando de válvulas do Golf GTi alemão e potência acima dos 99 cv declarados. Resistiu até 1994, saindo de cena com a chegada da segunda geração do Gol.

  • Vitor Matsubara/UOL

    Gol GTi

    O primeiro carro nacional com injeção eletrônica também é um dos mais cultuados do fim dos anos 80 e começo da década de 90. O Gol GTi tinha tudo que o fã de esportivos nacionais podia desejar, como visual invocado, tecnologia e desempenho. O motor AP 2.0 entregava 120 cv e 18,4 kgfm, fazendo o Gol acelerar de 0 a 100 km/h em 8,8 segundos, marca respeitável até para os dias de hoje. O esportivo ganhou cara nova em 1995 e teve uma possante versão 16V com 141 cv e velocidade final acima dos 200 km/h. A geração derradeira surgiu em 1999 e tinha até carroceria de quatro portas, mas se despediu apenas dois anos depois.

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